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O retorno da corrida maluca

João Nassif
Por João Nassif 01/05/2018 - 11:10

* Thiago Ávila

Baku é o palco da melhor corrida já vista nos cinco anos, isso é inegável. A prova de 2017 nos proporcionou uma ferrenha briga entre Vettel e Hamilton, diversos Safety Car, Massa impecável nas relargadas, Stroll indo para o pódio e Ricciardo vencendo a corrida. Certamente em 2018, ela também não ia nos decepcionar.

As Mercedes e as Ferrari chegaram bem iguais para o treino de sexta-feira, com Raikkonen andando até mais rápido que Vettel. Mas óbvio que na hora do ‘vamos ver’ a coisa fica diferente. O finlandês fazia constantemente tempo para pole no Q1 e Q2 e poderia ter confirmado no Q3, mas, depois de fazer o melhor primeiro e segundo setor, ele erra na curva 16 e perde tempo, ficando apenas na sexta colocação. Vettel foi pole, seguido por Hamilton e Bottas.

Mercedes de Valteri Bottas

Se achávamos que teríamos briga pela liderança entre Sebastian e Lewis, estávamos totalmente errados. O alemão sumiu na frente logo na largada e o britânico não conseguiu acompanhar. Antes do britânico fazer a parada a distância era de 6 segundos.

Mas a verdadeira briga estava um pouco atrás, pela quarta posição. Verstappen e Ricciardo – com pneus supermacios – duelavam com Sainz e Hulkenberg – de ultramacio. As Renault vinham melhor, andavam mais rápido, mas logo Nico deu adeus a corrida e Carlos foi fazer a parada.

Enquanto isso, Hamilton já havia parado para botar pneus macios e Vettel demorou um pouco mais para fazer o mesmo. Esperto mesmo foi Bottas, que durou mais de 40 voltas com o supermacio, fazendo voltas rápidas mesmo desgastado e optou por trocar pelo ultramacio. Teoricamente, voltaria em segundo com mais carro que Vettel.

Mas aí houve a confusão. O lance que decidiu a corrida. Ricciardo vinha mais rápido que Verstappen na reta, procurou um espaço para ultrapassar e acertou em cheio o carro do holandês. Adrian Newey, diretor técnico da Red Bull, só botou o bloco de notas debaixo do braço e deu meia volta. Safety Car na pista.

A corrida agora estava nas mãos de Bottas. Não importa mais a distância que Vettel tinha botado durante a corrida, a corrida ainda estava aberta. Todos foram aos boxes trocar para os ultramacios e terminar as últimas oito voltas restantes. Porém outro incidente adiou o reinício de prova. Grosjean bateu sozinho no muro, no momento que aquecia os pneus. Uma das batidas mais bizarras já vistas (e pra piorar, Romain ainda culpou Ericsson, que estava bem longe dele).

Faltando quatro voltas, o SC saiu e é dada a relargada. Bottas foi embora e deixou Vettel ameaçado por Hamilton. No final da primeira reta, o alemão se arriscou para passar Valtteri, mas passou direto na curva e caiu para quarto.

Tudo se encaminhava para uma dobradinha inusitada da Mercedes, mas... Pouco depois, a roda traseira esquerda de Bottas acerta um detrito na pista e o pneu fura. Fim de prova. Hamilton aproveita e vence a prova, seguido por Raikkonen e Pérez, que ultrapassara Sebastian no momento do incidente com o piloto da Mercedes.

Antes ainda do pódio, Lewis veio abraçar o companheiro, que deu tudo de si, vinha fazendo, talvez, a melhor corrida pela Mercedes. Realmente uma pena. Outro destaque vai para Charles Leclerc, piloto da Sauber/Alfa Romeo, que foi o sexto, melhor resultado da equipe desde o GP do Japão em 2015 com Felipe Nasr.

Agora Hamilton é líder com quatro pontos de vantagem sobre Vettel. Próxima corrida é na Espanha, GP que a Mercedes é dominante desde 2013, veremos se a Ferrari vai quebrar essa hegemonia.


* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS

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