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O que esperar de 2021?

Perspectivas de muita emoção na F1
João Nassif
Por João Nassif 31/01/2020 - 20:40Atualizado em 31/01/2020 - 20:44

Thiago Ávila *

O ano de 2021 deve marcar o início de uma nova era na Fórmula 1. Com um novo regulamento técnico e mexidas importantes na parte financeira que reduzirá os gastos da atual geração, possivelmente reduzindo a distância entres os carros do topo do grid com seu restante, equilibrando a disputa.

Enfim, esse novo modelo já fora apresentado há três meses pela Liberty Media, proprietária da F1 desde 2017. O objetivo da empresa americana é transformar o esporte mais competitivo, possibilitando com que as equipes de trás do grid também possam brigar com os carros da frente.

Mudanças de regulamento, diferentes eras sempre existiram na F1, sempre encaminhado de um domínio – muitas vezes supremo – de uma determinada equipe. Foi assim com a Mercedes, a Red Bull de Vettel, a Ferrari de Schumacher, a McLaren de Senna e Prost... Mudanças essas geralmente acompanhadas principalmente pela troca de motor.

A diferença é que não isso não está presente no novo regulamento. Os motores 1.6 V6 Turbo Híbrido seguirão nos novos carros. Segundo a FIA, a unidade de potência chegou a sua perfeição entre os motores à combustão, já que teve significantes contribuições na tecnologia híbrida em todo o mundo e ainda é menos poluente.

Entre as mudanças técnicas, a mais interessante é na aerodinâmica. Segundo a FIA, atualmente os carros tem uma perda de downforce entre 40 a 50%, gerando um ar sujo que dificulta a aproximação de carros atrás. O novo regulamento apresenta uma redução para 10%, o que deve gerar um ar limpo que deve facilitar a aproximação dos carros e criar mais disputas de posição.

Por fim, a novidade mais empolgante: um teto de gastos de 175 milhões de dólares. Atualmente, o que faz distanciar equipes de ponta das demais é o dinheiro investido. Mercedes, Ferrari e Red Bull gastam em média 400 milhões de dólares por ano, enquanto a equipe mais fraca, a Williams, tem um investimento de quatro vezes menos.

Essas propostas são extremamente animadoras e vem atraindo pilotos, marcas e equipes novas. Agora é esperar o ano que vem para realmente descobrir o que essas mudanças nos aguardam.

* Jornalista de automobilismo
 

4oito

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