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O grid da década - Parte 2

João Nassif
Por João Nassif 30/04/2020 - 08:14Atualizado em 30/04/2020 - 08:30

Thiago Ávila *

Na semana passada reuni as cinco melhores equipes dos últimos dez anos, elencando com seu melhor carro, chefe, engenheiro e pilotos. Hoje complementaremos esse grid com as outras cinco filas restantes.

WILLIAMS
A pior década da história da Williams, sem sombra de dúvidas. Apenas uma vitória (bem isolada, inclusive) e no máximo três anos correndo bem. Isso configura o time de Frank em sexto lugar.
- Carro: FW36 (2014). O carro mais lindo da década, praticamente sem bico, foi brilhante no início da era híbrida. Ali parecia ser o reinício de uma das equipes mais vitoriosas do grid. Foram 9 pódios e uma pole histórica com Felipe Massa, que colocaram o time de Grove em terceiro nos construtores.
- Chefe e Engenheiro: Patrick Head e Pat Symonds. Head durou apenas até 2013 na equipe, mas chefiou a única vitória do time, com Pastor Maldonado na Espanha em 2012. Diferente de Claire, que levou uma equipe promissora para o fundo do poço. Já Symonds fez os três melhores carros do time, entre 2014 e 2016 e depois que saiu, a equipe foi por duas vezes a pior.
- Pilotos: Valtteri Bottas e Felipe Massa. A dupla que marcou a melhor época da Williams. O finlandês carregou o time nos quatro anos que passou, que culminou na sua ida a Mercedes. Já Massa foi extremamente importante na reconstrução do time a voltar aos resultados positivos.

FORCE INDIA
A equipe de Vilaj Mallya entrou em falência na metade de 2018 e nesse período conquistou cinco pódios e uma crescente constante que os levou a ser o sétimo lugar da nossa lista.
- Carro: VJM10 (2017). Apesar de nesse ano a equipe não ter conquistado nenhum pódio, foi quando conseguiu os melhores resultados. Foi quarto lugar nos construtores com folga para o restante do grid, com Pérez e Ocon ocupando, respectivamente, os sétimo e oitavo lugares.
- Chefe e Engenheiros: Otmar Szafnauer e Andrew Green. A parceria entre o executivo e o engenheiro iniciou em 2010 com um projeto de colocar a equipe indiana nas cabeças do grid. Não chegou até lá, mas na segunda metade da década, pôs constantemente o nome da equipe entre as cinco melhores equipes do campeonato. A dupla ainda permanece, agora na nova Racing Point, chefiada por Lawrence Stroll.
- Pilotos: Sergio Perez e Nico Hulkenberg. Foram os dois pilotos que mudaram o cenário da Force India. A equipe de fim de pelotão só começou a brigar por pódios graças a essa dupla. Pérez é idolatrado pelo time – tanto pela Force India, quanto pela Racing Point – foi o cara que deu os cinco pódios para a equipe e a grana de seu patrocinador foi o que manteve o time vivo por tanto tempo, já que Mallya era um homem procurado pelo governo indiano com uma longa dívida de 900 milhões de libras. Nico foi uma das primeiras apostas de Otmar e correu bem no período que esteve por lá em 2012 e entre 2014 e 2016.

RENAULT
A Renault conseguiu um feito de sair e voltar da categoria em menos de cinco anos. Nesse período foram quatro pódios, todos na primeira leva da equipe, que configuram no oitavo lugar da lista.
- Carro: 2010. Mais um carro criado por James Alisson. Eu digo, esse cara é um semi-gênio. Os franceses até hoje respiram de uma boa temporada em 2010, na época em que Kubica ainda tinha dois braços para correr e guiava que era uma maravilha. Nesse ano conquistaram três pódios e terminaram em quinto lugar, dois anos antes de ser vendido para a Lotus.
- Chefe e Engenheiro: Cyril Abiteboul e Bob Bell. A dupla foi fundamental no retorno dos franceses à categoria em 2016. Ainda não chegaram aonde queriam, mas o máximo que conseguiram foi terminar em quarto em 2018, um crescimento meteórico para quem tinha acabado de retornar. Apesar disso, ainda existe muitas críticas em relação aos dois, principalmente a Cyril, que constantemente coloca as expectativas acima da realidade.
- Pilotos: Daniel Ricciardo e Robert Kubica. A Renault troca demais seus pilotos. Para se ter uma ideia, em nenhum ano a dupla existiu uma dupla repetida. Escolhi os dois que melhor representa essa instabilidade. Ricciardo teve apenas um ano na equipe e não foi tão mal. O carro era fraco e por isso os resultados podem não ter sido os melhores, mas terminou em nono, atrás apenas de pilotos que correram em carros superiores e de Sainz. Já o polonês também durou apenas um ano e logo já conquistou três pódios para a equipe, além de manter seu desempenho espetacular contra equipes visivelmente mais fortes.

SAUBER
Por agora temos a Sauber, que não viveu suas melhores épocas, tanto que foi comprada duas vezes nesse período. Com quatro pódios conquistados, eles ficam na nona posição da lista.
- Carro: C31 (2012). 2012 foi a temporada mais equilibrada da história da F1. Não é à toa que seis equipes diferentes venceram. A Sauber não foi uma dessas, mas conquistou seus quatro pódios nessa época, com uma das duplas mais promissoras do grid: Sergio Pérez e Kamui Kobayashi.
- Chefe e Engenheiro: Peter Sauber e Matt Morris. O fundador do time até hoje foi o melhor manager que a equipe já teve, o único problema foi manter as contas até 2013. Mas se não fosse por ele e James Key, os resultados em 2012 não seriam tão satisfatórios. Já Morris esteve na equipe em seus melhores anos, entre 2011 e 2013, inclusive fazendo o carro deste último, o resultado mais expressivo do time desde então.
- Pilotos: Kamui Kobayashi e Felipe Nasr. Koba era um excelente piloto, pena que não teve tanta oportunidade depois de 2012. Conseguiu um pódio em casa na época, formando uma das duplas mais promissoras do grid com Sergio Pérez. Já o brasileiro foi o único, além de Leclerc, que teve resultados importantes na pior fase da equipe, com o quinto lugar na estreia, sexto lugar na Rússia...

TORO ROSSO
A equipe B da Red Bull fecha a lista. E só está graças aos dois pódios de 2019, senão perderia para a Haas.
- Carro: STR14 (2019). Não poderia ser outro. Foi a temporada mais competitiva da equipe, ainda mais no segundo ano do motor Honda. Kvyat, Albon e Gasly foram fundamentais para manter a equipe na zona de pontuação em praticamente todas as corridas, ainda conquistando dois pódios.
- Chefe e Engenheiro: Franz Tost e James Key. Essa dupla esteve presente na equipe durante desde 2012 e de lá para cá a equipe só evoluiu. James Key inclusive foi contratado para a McLaren em 2020 para desenvolver o carro deste ano, depois da saída do renomado engenheiro Pat Fry.
- Pilotos: Jean-Éric Vergne e Pierre Gasly. Foi complicado fazer essa escolha, já que a STR já teve dez pilotos em dez anos. Vegne foi escolhido pelos seus bons três anos na equipe, na verdade injustíssimo ter sido preterido por Kvyat em 2015 quando uma vaga na Red Bull surgiu. Poderia ter feito o mesmo sucesso que Ricciardo, já que ambos travaram bons duelos em 2012 e 2013. Já Gasly é o piloto que representa a raça taurina. Quando corria na Red Bull foi péssimo, só foi voltar a dar um carro ruim que o cara faz um pódio, vai entender... E ainda teve seu ano de estreia como titular, quando conseguiu um quarto lugar na segunda corrida.

* Jornalista

4oito

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