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O futebol desafiando o vírus

João Nassif
Por João Nassif 15/01/2021 - 15:18Atualizado em 26/01/2021 - 10:01

Os clubes catarinenses estão se mobilizando para conseguir junto ao governo estadual a volta de público nos estádios. De novo, tenho a obrigação de insistir que assim como foi prematuro, e fui contra o reinício das atividades, vejo como sem nenhum sentido este pleito, num momento em que o número de infectados aumenta a cada dia no estado.

Compreendo perfeitamente a agonia dos clubes que sem receita sofrem para cumprir suas obrigações, mas o histórico das competições pelo país tem mostrado surto de COVID em vários clubes e criando desequilíbrio técnico pela necessidade dos dirigentes da CBF e Federações de cumprir um calendário que pela pandemia se tornou espremido.

As viagens de jogadores se aglomerando em aviões, restaurantes, hotéis, toda logística que requer os deslocamentos para os jogos não têm importância para as autoridades que em nome, repito, do calendário obrigam todos envolvidos num jogo a correr riscos de infecção.

Se bem lembro, na primeira rodada da série A o Goiás com vários infectados conseguiu adiar a partida que realizaria contra o São Paulo. O time paulista, inclusive já estava no gramado pronto para o jogo.

Mas, o caso mais emblemático foi no jogo Palmeiras x Flamengo que com vários jogadores positivados para o vírus chines tentou o adiamento e a CBF confirmou a realização do jogo.

A partir daí não houve mais nenhuma situação de cancelamento de jogos em todas as séries do campeonato brasileiro, mesmo que vários clubes tenham ficado desfalcados por um surto de COVID.

Podemos lembrar do jogo do Criciúma contra o São Bento quando o time paulista entrou em campo com apenas um jogador na reserva, justamente um goleiro que entrou na linha no final do jogo.

E mais recente, ontem o Guarani com quase 20 infectados teve que chamar às pressas um jogador que estava em Campinas e chegou no estádio minutos antes do início do jogo contra o Cuiabá.

Muitos atletas do Bugre saíram negativados de Campinas e testaram positivo na chegada à capital do Mato Grosso. Certamente viajaram aglomerados dentro do avião colocando em risco outros passageiros.

Enfim, não adianta criticar, os que mandam no futebol brasileiro querem porque querem jogos, o que para eles menos conta é a saúde dos envolvidos.
  
 

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