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O clássico que não terminou

Almanaque da Bola #357
João Nassif
Por João Nassif 15/07/2019 - 10:25

Um dos clássicos de maior rivalidade no futebol sul-americano tem como palco o Estádio Centenário em Montevidéu. 

Peñarol e Nacional proporcionaram ao longo da história jogos históricos e decisivos tanto em competições locais como também em torneios sul-americanos.

Um jogo em especial realizado em 1949 ficou marcado até hoje como um dos capítulos históricos dessa rivalidade do futebol uruguaio.

No dia 09 de outubro o Estádio Centenário pulsava com a emoção das duas apaixonadas torcidas na esperança de uma grande partida.

Peñarol e árbitros no "Clássico da fuga"

Apesar da rivalidade o todo poderoso Peñarol, uma maquina de jogar futebol estava no auge o que tornava a empreitada do Nacional uma missão praticamente impossível como para qualquer time do mundo.

Porém, numa rivalidade ninguém se dá por vencido antes do confronto. O Nacional foi para a batalha sabendo que enfrentaria armas como Varella, Ghiggia, Hohberg, Miguez, Schiaffino, Vidal entre outras que no ano seguinte seriam conhecidas pelos torcedores brasileiros.

O Nacional nove anos antes havia goleado o inimigo por 6x0, uma derrota doida que pedia vingança.

No confronto de 1949 o Peñarol saiu na frente com gol de Ghiggia. Pouco antes do intervalo o segundo gol marcado por Vidal depois de um pênalti que gerou a expulsão de Tejera, zagueiro do Nacional.

Em meio a comemoração uma grande confusão que terminou com a expulsão de Walter Gómez, jogador do Nacional.

Em um dos intervalos mais longos do clássico, emoções divididas. De um lado, euforia e esperança de uma goleada homérica. Do outro, indignação com o árbitro e um misto de sentimentos: Medo ou revolta?

Após o retorno do Peñarol ao campo, todos esperavam o a volta Nacional. Retorno que nunca aconteceu. Estava definido o “Clássico da Fuga”. Até hoje ambas as torcidas discutem tal episódio. Talvez o mais marcante do clássico gigante.
 

4oito

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