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Melhores do ano - F1 2019 - Parte 2

Hamilton continua insuperável
João Nassif
Por João Nassif 21/12/2019 - 07:41

Thiago Ávila *

Na semana passada trouxemos a primeira parte do Ranking dos pilotos da temporada 2019 da F1, hoje vamos mostrar os dez melhores pilotos, analisando o desempenho corrida a corrida. Vamos a lista em ordem decrescente.

10º SERGIO PEREZ – 67 pontos
Muito criticado no início do ano por seus resultados ruins em uma equipe que também não era boa. Evoluiu muito no segundo semestre, tendo um ótimo desempenho na Bélgica e Abu Dhabi, mostrando que ainda é um piloto de ponta numa equipe de meio de pelotão. Em Spa, fez sua melhor corrida, conquistando o sexto lugar, vencendo as Renault em um duelo particular pelo melhor do resto. Em Abu Dhabi, na briga pelo décimo lugar no campeonato com Norris, foi mais uma vez sensacional. Fez a melhor estratégia, controlou bem os pneus e conseguiu terminar na frente do britânico.

9º ALEXANDER ALBON – 76 pontos
Apontado por muitos como um dos cinco melhores da temporada. Acho exagero se olharmos para sua primeira metade de temporada. Ele foi simplesmente atropelado por Kvyat em tempos de Toro Rosso, e uma única corrida que salvou sua estadia no grupo Red Bull o levou para voos muito altos. Na Alemanha, apesar do pódio do companheiro, o tailandês fez sua melhor prova na equipe italiana. Não fez a melhor estratégia, mas se manteve entre o top-10 durante toda a corrida e teve um ótimo duelo com Hamilton em certa parte da prova. Se manteve firme na pista, enquanto praticamente metade do grid rodava ou batia, chegou a ser terceiro colocado e terminou em sexto. Foi esse ótimo desempenho que o colocou na equipe principal na volta das férias, e desempenhou um papel fantástico como substituto de Gasly. Depois de duas corridas medianas, se tornou um piloto de ponta a partir de Singapura, e se firmou como segundo piloto da Red Bull. Para coroar os belos resultados na equipe dos energéticos, o quase pódio em Interlagos, com direito a disputa direta com Hamilton, que só se enterrou por causa de um toque do britânico no tailandês.

8º DANIEL RICCIARDO – 77 pontos
Um ponto na frente de Albon temos o ótimo piloto australiano. Ao contrário do tailandês, Daniel manteve regularidade do início ao final da temporada, com poucas corridas para se esquecer. Além do quarto lugar na Itália, onde a Renault era visivelmente rápida, foi sensacional no Canadá, onde brigou no top-5 durante toda a corrida e terminou como o melhor do pelotão intermediário, e nos EUA foi sexto colocado durante toda a corrida e também terminou como melhor do resto.

 

7º LANDO NORRIS – 97 pontos
O melhor estreante do ano. Durante toda a temporada disputou com Sainz como o melhor do resto no Ranking. Foi melhor que o companheiro nos qualys e fez diversas corridas memoráveis. A começar por Bahrein, onde foi o melhor do pelotão do meio. Depois na Áustria, na qual teve bons duelos contra o big-5 e se mantinha na frente nas primeiras voltas. E sua grande aparição foi na Bélgica, onde se manteve em quinto por toda a corrida e tinha tudo para ser o melhor do resto, até seu motor estourar na última volta, uma pena tremenda, mas que não pode ser descartada. No final, terminou a temporada em 11º, marcada por muitos erros de estratégia e problemas no motor.

6º CARLOS SAINZ – 109 pontos
Esse provavelmente vai ser bem discutível. Muitos o apontam como top-3 da temporada, e até posso ter sido injusto com ele na minha análise ao longo da temporada. Também é muito complicado quando não se tem um carro competitivo avalia-lo em comparação a carros como Mercedes, Ferrari ou Red Bull. Mas Sainz foi sem sombra de dúvidas o melhor do resto, com grande destaque para três atuações: França, Japão e Brasil. Na chata corrida em Paul Ricard, o espanhol chegou a estar no top-4, acabou superado por Vettel e Verstappen e mesmo assim chegou muito na frente do restante do pelotão. Já no Japão terminou em quinto, quase foi quarto se não fosse a ultrapassagem de Albon no final, e ficou na frente de Leclerc. Por fim seu pódio em Interlagos. Saindo da última posição, conseguiu fazer uma excelente recuperação até chegar em quarto lugar e ganhar a terceira posição por uma punição de Hamilton.

5º SEBASTIAN VETTEL – 200 pontos
Esse com certeza vai ser bem questionado. Até porque eu mesmo considero ter sido a pior temporada da história do alemão. Primeiro por seus erros grotescos e suas diversas péssimas corridas em que foi simplesmente engolido por todo mundo. Mas no fim, o alemão teve uma temporada equilibrada de altos e baixos. Sim, foi horroroso em Silverstone, Monza, Austin e Interlagos, mas ao mesmo tempo em que foi brilhante no Canadá, Alemanha, Singapura, Rússia e Japão. Na primeira o tiraram a vitória por uma punição boa. Em Hockenheim fez uma excelente corrida de recuperação para chegar em segundo. Em Singapura deu um ótimo undercut em Leclerc para ganhar a corrida. Na Rússia ganharia a corrida se não fosse o motor estourar. E por fim no Japão, onde fez a pole e perdeu corrida porque Bottas foi melhor na largada.

4º VALTTERI BOTTAS – 263 pontos
Ao contrário de Seb, o finlandês fez sua melhor temporada na carreira. Começou muito bem com a vitória na Austrália e depois manteve o bom desempenho nas corridas seguintes. Eu diria que Valtteri conseguiu manter a regularidade durante toda a temporada, e se muitos dizem que Bottas foi um piloto de primeiro semestre, não vejo como tal. Bottas mostrou uma boa melhora na reta final do campeonato depois do seu brilho inicial ter se apagado. Com destaque para a corrida no Japão, onde saiu de terceiro para conseguir a vitória. E na vitória magistral nos Estados Unidos, talvez a melhor vitória de sua carreira, onde foi prejudicado pela estratégia da Mercedes e mesmo assim conseguiu ultrapassar Lewis na raça.

3º CHARLES LECLERC – 281 pontos
Há quem diga que Leclerc não foi tudo isso, mas eu afirmo: Foi tudo isso, e com sobras. Leclerc começou bem seu caminho na Ferrari, logo de cara fez pole no Bahrein e perdeu a corrida por perda de potência. Em seguida, na Áustria, fez pole de novo e novamente viu sua vitória escapar porque Max Verstappen estava naqueles dias. Mas engatou uma sequência absurda de ótimas corridas na volta das férias: três poles e duas vitórias (Bélgica e Itália) e só não ganhou em Singapura porque Vettel fez uma estratégia de gênio.

2º MAX VERSTAPPEN – 323 pontos
Inquestionável. O mais rápido piloto da Fórmula 1 hoje. Dê uma Mercedes para ele que faz chover troféus na sua galeria. Levou o questionado motor Honda para três vitórias monumentais. A primeira delas na Áustria, se recuperando depois de um mal início e endiabrado passou um a um. Nas retas finais teve um toque com Leclerc, mas conseguiu assumir a frente sem tomar punição. A segunda veio na Alemanha, onde simplesmente deitou e rolou com as rodadas e batidas dos adversários, desde que assumiu a frente não perdeu mais. Por fim, uma corrida espetacular no Brasil, onde sofreu com os erros estratégicos da Red Bull e de um tal Kubica que quase o tirou da prova. Mesmo assim não deu trégua para Hamilton e fez a festa da torcida holandesa presente em todos os lugares. Além disso, devemos dá-lo destaque para as corridas do Azerbaijão, Mônaco, Silverstone e Hungria.

1º LEWIS HAMILTON – 377 pontos
Um dos melhores da história. Não está dando para questionar o hexacampeão. O britânico se manteve constante do início ao fim da temporada, além do merecido título. Se no primeiro semestre classificamos Verstappen como o melhor, o segundo não houve dúvidas que Lewis foi o grande destaque. Principalmente porque a Mercedes perdeu cenário para a Ferrari e não mantinha o mesmo domínio que antes das férias. Hamilton mesmo assim lutou pela vitória em todas as etapas restantes e esmagou o companheiro que o assustara no início da temporada. Se tiver que nomear as corridas que este brilhou, terei que fazer um texto à parte, foram muitas. Ele é, indiscutivelmente, o melhor piloto do ano.

 *Jornalista de automobilismo

4oito

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