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Lembrança do meu tempo na várzea em Jacareí

João Nassif
Por João Nassif 16/09/2021 - 23:03Atualizado em 16/09/2021 - 23:05

Ontem em Sete Lagoas-MG pude ver o mais deprimente em um jogo de futebol. E não estou me referindo à um jogo da Liga de minha cidade, mas de uma partida pelo segundo campeonato brasileiro mais importante do calendário. 

Cruzeiro e Operário em campo, jogo 1x1 até os segundos finais, gol do Cruzeiro validado pelo árbitro e com as reclamações do time paranaense o gol foi revisto pelo VAR para decidir se houve ou não a bola no braço do jogador do Cruzeiro que deu o passe para o gol da vitória aos 52 do segundo tempo.

Procedimento normal quando existe a dúvida mesmo que a decisão do campo seja contrariada. O gol foi invalidado depois de mais de 10 minutos de uma confusão, corriqueira pelos gramados do futebol brasileiro. 

Falo em corriqueira, pois a cultura dos jogadores, técnicos e dirigentes não tem o menor pudor ou mesmo a educação para que tenham atitude mais profissional e deixarem de pressionar os árbitros numa clara demonstração de buscar vantagens, seja de um lado ou do outro.

Pressão absurda, jogadores, técnicos, dirigentes foram para cima do árbitro tentando condicionar a decisão que convenhamos, foi incentivada pela TV com a famigerada Central do Apito que ontem foi ocupada pelo ex-árbitro Paulo César Oliveira que afirmou o lance ser inconclusivo.

Muito bem, com a avaliação do árbitro de vídeo o pessoal do Cruzeiro se achou no direito de pressionar a arbitragem ainda mais usando o que disse o PC Oliveira como argumento para exigir a validação do gol.

Em tempo, o árbitro era o catarinense Rodrigo D’Alonso Ferreira, também conhecido por ser um “chama confusão”. Alguns participantes do jogo foram expulsos, inclusive o técnico do Cruzeiro Wanderley Luxemburgo que apelou para o argumento do lance inconclusivo para pressionar o árbitro.

Foi triste e lamentável o que foi visto no interior mineiro. Minha opinião do lance inconclusivo, houve acerto na decisão do VAR, mas fica a marca lamentável do comportamento daqueles que fazem o futebol brasileiro. 


 

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