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Jogou como nunca e perdeu em casa novamente

João Nassif
Por João Nassif 21/10/2017 - 23:10

O Criciúma fez contra o Internacional sua melhor partida na série B deste ano e por situações bem pontuais deixou de vencer um jogo que ficou ao seu dispor.

Com extremo controle em mais de três quartas partes do jogo não teve conclusão ficando mais uma vez refém da bola parada, única jogada realmente forte que o time apresenta.

Mesmo com Silvinho em tarde inspirada não houve a complementação do Lucão e também do Alex Maranhão que aparece muito mais pela plasticidade de seus movimentos do que pela objetividade. Tem somente a força na bola parada que tem resolvido alguns gols, vários insuficientes para a vitória.

Outra questão crônica foi a falta de planejamento que pudesse apresentar opções com qualidade. O técnico Beto Campos quando precisa acrescentar olha para o banco e não enxerga nada que possa melhorar o rendimento do time.

E assim foi o campeonato inteiro com o time oscilando bons jogos fora e casa sofrendo dentro do Heriberto Hülse. 

Comemoração de gol do Inter no Heriberto Hülse (Foto: Ricardo Duarte/Internacional)

Contra o Internacional o banco fez a diferença. A primeira mudança do Criciúma a entrada do Douglas “Dodi” Moreira deu mobilidade ao time enquanto que João Henrique e Fabinho Alves que também entraram não deram o mínimo acréscimo.

O Internacional, pelo contrário, o técnico Guto Ferreira olha para trás e vê qualidade tanto que Camilo e Carlos que vieram do banco definiram a vitória com a pintura do terceiro gol.

Lançamento de 50 metros do Camilo e um domínio e conclusão excepcionais do atacante Carlos.

A presença da torcida, motivo de discussão durante a semana foi muito boa. Os colorados tomaram quase completamente o espaço que lhes foi destinado. A torcida do Criciúma ausente durante todo o campeonato compareceu em número bem maior que a média. 

Tudo na mais perfeita paz e que sirva de exemplo para o país onde ainda prevalece a ignorância em nome da rivalidade.   
 

4oito

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