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Há muito sem noção

Minha coluna de hoje em A TRIBUNA
João Nassif
Por João Nassif 31/12/2018 - 08:01

Sai ano, entra ano e o Criciúma continua tendo discutidas as mesmas questões que envolvem sua administração e também o futebol. Neste século, por exemplo, foram apenas quatro presidentes em compensação mais de uma dezena de diretores no futebol que por sua vez mudaram outras tantas dezenas de treinadores e o clube teve dificuldades para manter um ciclo vencedor mais constante. Quando conseguiu seus títulos foi muito mais em situações pontuais do que propriamente uma filosofia de trabalho.

MESMO ASSIM, CAMPEÃO
Logo nos princípios do século, em 2002 conseguiu seu segundo título nacional e o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro. No ano seguinte permaneceu na série A para ser rebaixado em 2004. Campeão catarinense em 2005 e no mesmo ano o rebaixamento para a terceira divisão. Retornou como campeão no ano seguinte para novamente ser rebaixado em 2008. Na temporada 2009 escapou por um fio da série D e somente em 2010 conseguiu retornar à segunda divisão. Até aqui o clube vivia sofrendo com suas próprias pernas.

REGISTRO HISTÓRICO
Entre entradas e saídas aqui do jornal A TRIBUNA de 2002 a 2010 tenho arquivado as quase duas mil colunas que escrevi durante todos estes anos. Agora, desde o início de dezembro, quando de meu retorno no final de cada coluna resgato o que comentei no dia correspondente de anos atrás. E quem está acompanhado deve ter percebido que a história se repete, mesmo que nos últimos nove anos o clube tenha em seu comando uma empresa que por contrato é seu administrador geral.

SOMENTE ESPERANÇAS
Desde que o Antenor Angeloni assumiu, no início de 2010, o Criciúma também vive situações incompatíveis com sua grandeza histórica. Começou zerando todo o déficit que não era pequeno e foi gradativamente dando ao futebol a esperança de dias melhores. Da série C em 2010, foi ano a ano ou até mês a mês mudando diretores e técnicos e quando menos se esperava conseguiu em 2012 um acesso à série A para em seguida ser pela última vez campeão catarinense. Durou pouco a euforia, bastaram dois anos quando a mudança de comando no futebol jogou por terra qualquer possibilidade de ficar entre as grandes forças do futebol brasileiro. Em 2015 o Antenor vendeu a empresa gestora.

SEMPRE POR BAIXO
E como desgraça pouca é bobagem, desde 2015 a mudança no comando da G.A. traz a cada ano a agonia de ficar a cada competição nacional lutando contra o rebaixamento. Inclusive agora em 2018 a briga se repetiu no campeonato estadual. Neste ano que vai começar amanha existe somente a expectativa que outro momento pontual possa resgatar um pouco da história e fazer o Criciúma novamente protagonista no futebol catarinense.   

“QUE 2019 SEJA DE SUCESSO E MUITA SAÚDE A TODOS!”

MERCADO
31/12/2008 “PRESTA ATENÇÃO!”

Muitas vezes uma crítica ou um alerta não são encarados no seu verdadeiro sentido. É próprio de alguns dirigentes não gostarem de ouvir algumas verdades, pois muitas vezes lhes atinge no orgulho proveniente de uma soberba que quase sempre não lhe dão razão de ser. Os amadores e aproveitadores não suportam as críticas, preferem sempre o oba-oba, pois os holofotes são seus objetivos quando não outros mais escusos que são mascarados em nome dos serviços prestados aos clubes, quase sempre de resultados negativos.

4oito

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