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"Crônica de uma morte anunciada"

Criciúma e mais três na forca
João Nassif
Por João Nassif 23/11/2019 - 10:02Atualizado em 23/11/2019 - 10:02

Fazendo um paralelo com o que Gabriel García Márquez escreveu no seu livro de 1981, podemos transferir para o Criciúma EC dos últimos anos a obra deste fantástico escritor colombiano.
Em seu livro García Márquez faz uma reconstrução jornalísticas dos últimos dias de vida de Santiago Nasar assassinado sem defesa pelos dois irmãos Vicario. Todos os habitantes do lugarejo onde vive a vítima sabiam do homicídio premeditado algumas horas antes, mas não fazem nada de concreto para proteger a vítima de seus algozes.

Gabriel García Márquez

Sem me alongar as considerações do escritor são cópia fiel do que acontece com o Criciúma EC. Todos sabiam do desfecho pela incompetência de sua administração que nos últimos anos flertou com o rebaixamento e ninguém, muito menos o Conselho Deliberativo, fez algo para estancar os erros e procurar salvar o clube da derrocada final. 

Se a missão contratual do Conselho é apenas zelar pelo patrimônio, a marca Criciúma que representa a essência deste patrimônio está sendo vilipendiada por uma gestão que não tem a mínima noção do que é administrar futebol nos dias de hoje. 

Desde algumas rodadas já era dado como certo o rebaixamento do Criciúma. Foi ganhando sobrevida pelo benefício da também incompetência de seus concorrentes. Até que não teve jeito, quem não se ajuda ficar na dependência de terceiros é como pedir para ser enterrado.

A “Crônica de uma morte anunciada” retrata fielmente o Criciúma dos últimos anos sem perspectivas de reação.  
 

4oito

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