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CRICIÚMA EC - a década perdida

Nenhuma ou poucas perspectivas
João Nassif
Por João Nassif 22/04/2020 - 19:02

Em janeiro de 2010 o Criciúma entrava num processo falimentar e dois meses depois, em pleno campeonato estadual estava em vias de perder pela inadimplência todo seu plantel e o desastre com o fechamento de suas portas era iminente. O Criciúma estava presente pelo segundo ano consecutivo na série C do campeonato brasileiro.

Depois de muitas articulações veio para o palco o “ex-várias vezes presidente” Antenor Angeloni que fez um alto aporte financeiro e rapidamente colocou o clube em condições de seguir na temporada.

Sem chances de vencer o campeonato catarinense Antenor Angeloni jogou todas suas fichas no técnico Argel Fucks com o objetivo de subir para a série B. Ao mesmo tempo zerou todas as pendencias, inclusive as tributarias e foi fazendo captação no Ministério do Esporte para conclusão do CT que viria ser modelo no país.

Disputou a série B do campeonato brasileiro em 2011, ainda no auge da lua-de-mel com a torcida e com enorme crescimento do quadro de sócios que com o acesso em 2012 atingiu a incrível marca de 15 mil, prometendo uma série A de qualidade. 

Começou 2013 com o gerente Cícero Souza, com o técnico Vadão e depois de oito temporadas voltou a ser campeão catarinense. Manteve-se na série A e deslumbrava uma sequência inédita em função da ótima gestão e da aplicação financeira no futebol com a contratação de jogadores identificados com a primeira divisão nacional.

Quando tudo parecia caminhar para muitos anos de glória, o presidente idolatrado pela comunidade cometeu um pecado que se tornou mortal em pouco tempo. Deixou de lado a gestão profissional no futebol e apostou em amadores que sem qualquer experiencia foram enfiando os pés pelas mãos e levando o barco para águas profundas. Sempre com a benção do presidente.

A queda para a segunda divisão e a desilusão com a própria maneira de continuar no clube, quase no final de 2015 vendeu a empresa e o clube foi aos poucos retornando aos velhos tempos de insucessos.

Quem comprou, Jaime Dal Farra, ou não tinha o suporte financeiro do ex-dono ou apenas viu a possibilidade de entrar num mercado que hoje é um dos maiores do mundo.

Sem uma gestão profissional aos poucos foi perdendo sócios, receitas e chegou até a pedir ajuda a todos como se não fosse simplesmente o dono de um grande negócio. Ninguém põe dinheiro no negócio alheio.

E hoje, depois do retorno à série C e afetado por uma pandemia o clube viverá seu pior momento da década sem que haja perspectiva de uma pequena luz no final do túnel. Mas, se serve como consolo, não é privilegio apenas do Criciúma, a crise que vive o futebol brasileiro e mundial irá afetar clubes grandes e pequenos sem previsão de como será o futuro.

    

4oito

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