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Copa do Mundo política

Almanaque da Bola #287
João Nassif
Por João Nassif 06/05/2019 - 17:10Atualizado em 06/05/2019 - 17:12

Poucas vezes na história os preparativos de uma Copa do Mundo haviam sido objetos de tantas controvérsias como as que rodearam o XI torneio realizado na Argentina. 

O futebol foi relegado a um segundo plano, enquanto as autoridades debatiam se deviam ou não boicotar a competição como forma de protesto ao regime totalitário do General Videla e suas contínuas violações aos direitos humanos. 

Finalmente, apesar dos apelos gerais para que ninguém aparecesse, todas as seleções classificadas viajaram à Argentina para a disputa do Mundial.

Ficaram de fora somente as que não se classificaram como a Inglaterra, pela segunda vez consecutiva, Iugoslávia e União Soviética. A França retornou à Copa depois de 12 anos ausentes e o Irã e a Tunísia, países sem nenhuma tradição pela primeira vez adquiriram o direito de jogar uma Copa do Mundo.

Sempre apoiada por grandes públicos que lotaram os estádios do país, a seleção argentina foi a campeã vencendo a seleção holandesa que pela segunda vez consecutiva disputava uma final de Copa do Mundo. 

Os holandeses jogaram o Mundial sem seu principal jogador, Cruyff, que se recusou a viajar para a Argentina devido a sua situação política. 
 

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