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Como funciona a distribuição de dinheiro na F1?

João Nassif
Por João Nassif 07/05/2018 - 15:17

Thiago Ávila *

Todos nós sabemos – ou deveríamos saber – que na Formula 1, há equipes muito mais fortes do que outras, e que o piloto muitas vezes pouco faz pelo carro, é a categoria mais desigual do automobilismo. Isso se dá ao fato de terem equipes com mais investimento – através de patrocínios e apoio financeiro – e principalmente pela premiação ao final da temporada anterior.

Em 2017, por exemplo, a premiação total custou U$940 Mi e a distribuição se deu dessa forma:
1. Ferrari – U$180 Mi
2. Mercedes – U$171 Mi
3. Red Bull – U$161 Mi
4. McLaren – U$97 Mi
5. Williams – U$79 Mi
6. Force India – U$72 Mi
7. Toro Rosso – U$59 Mi
8. Renault – U$52 Mi
9. Sauber – U$49 Mi
10. Haas – U$19 Mi

Reparem que a Ferrari, mesmo tendo ficado em terceiro em 2016, foi a equipe que mais encheu seu budget. Enquanto a Haas, que foi oitava, recebeu U$30 Mi a menos que a Sauber, que foi a última colocada. Vamos aos “Porquês”.

A primeira etapa da distribuição de prêmios se dá pelo número de participações nos últimos três anos. Se uma equipe disputar dois dos últimos três campeonatos, ela parte com U$36 Mi. Por ser a Haas uma equipe novata, ela é a única a não receber esse cachê.

“Ah, mas a Renault também era estreante”. Pelo fato de a Renault ter comprado a vaga da Lotus, que estava toda endividada, ela herdou essa premiação. A Haas começou do zero, sem comprar a vaga de nenhuma equipe. É por isso que casos como o da equipe norte-americana são difíceis de acontecer, raramente vai entrar uma equipe nova, pois se elas não tiverem investimentos por fora, não conseguem se firmar.

A segunda etapa da distribuição se dá pela classificação do campeonato no último ano. Que foi distribuído dessa forma:
 
A última etapa são os bônus, é onde a Ferrari sai na frente. O primeiro deles é o Long-Standing Team (time mais antigo da F1), conhecido também como Ferrari Budget. Lá se vão U$68 Mi para a equipe de Maranello.

O segundo é o Bônus do Campeonato de Construtores. Esse bônus se dá para as quatro melhores equipes desde 2013, ano que o acordo foi assinado. Com isso, Mercedes e Red Bull faturam mais U$39 Mi, Ferrari U$35 Mi e McLaren U$30 Mi.

O terceiro e último é um bônus extra com motivos específicos. A Williams ganha U$10 Mi em pagamento de herança, a Red Bull recebe U$35 Mi por ser a primeira equipe a assinar o acordo de 2013 e a Mercedes, pelo tricampeonato, leva também U$35 Mi.

Assim fica a distribuição total das equipes:
 

E é exatamente essa distribuição desigual que a Liberty Media quer abolir nos próximos anos, e a principal equipe contrária a determinação é a Ferrari, que tem poder de veto em qualquer decisão e não quer perder sua mamata de mais de 100 milhões de dólares. É também o principal motivo de a equipe de Maranello estar ameaçando de deixar a F1.
Crédito: https://jalopnik.com/heres-a-short-video-to-explain-how-formula-one-money-is-1822566835

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS

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