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Caldeirão no freezer

Resgate da aura
João Nassif
Por João Nassif 12/04/2019 - 06:38

COMO COMEÇOU
Sou do tempo em que o Estádio Heriberto Hülse era sinônimo de caldeirão e assustava qualquer adversário do Criciúma fosse time grande ou pequeno. A saga tricolor que começou em 1986 trouxe aos torcedores e à cidade o orgulho perdido há mais de 15 anos com o encerramento das atividades do Metropol e do próprio Comerciário que ressurgiu em 1976. Dois anos depois o time da cidade se tornou Criciúma EC para após oito anos se tornar o grande time de Santa Catarina. O estádio foi se transformando no maior trunfo das conquistas que vieram em seguida.

TEMIDO PELOS ADVERSÁRIOS
Durante quase uma década o time foi conquistando muitos de seus desafios, o primeiro título da história, um tricampeonato catarinense, uma Copa do Brasil, sua maior conquista, sempre com a força de uma torcida apaixonada que enchia todos os espaços do estádio que foi transformando esta casa sagrada num inferno para qualquer adversário que temiam jogar em Criciúma. Até Telê Santana, um dos maiores técnicos que o país produziu falava que jogo no Heriberto Hülse era sempre jogo de risco para os inimigos.

GANGORRA
Depois do título de 1998, o oitavo contando o 1968 quando ainda era o Comerciário, o Criciúma foi alternando grandes momentos com desastres que deixaram marcas profundas. Foi campeão brasileiro da série B em 2002, foi parar na terceira divisão nacional de onde retornou como campeão para a série B, nova queda para a série C de a volta em 2010 para dois anos depois numa campanha memorável acessar a elite do futebol brasileiro. O estádio foi mudando de humor de acordo com o desempenho dos times que foram formados ao longo destes anos. Às vezes com alguns recursos e formando bons times, outras vezes sem nenhuma capacidade de investimento terminando em times derrotados.

DE CALDEIRÃO A SALÃO DE BAILE
O que temos presenciado de uns anos para cá é o total descrédito do torcedor para com o time e por extensão para o próprio clube. Não só pela ausência no estádio, mas pela forma como o Criciúma é derrotado por qualquer time que aparece por aqui. Os adversários perderam o respeito pelo time, pela sua história, pela sua camisa e principalmente pelo Heriberto Hülse. Chegam, jogam, vencem e vão embora sem qualquer dificuldade.

O RETORNO?
Fazia quatro anos que o estádio não recebia um público do tamanha do que foi na quarta-feira. Gilson Kleina e João Carlos Maringá têm a confiança da quase totalidade da torcida. A impensável classificação no campeonato catarinense devolveu a autoestima aos torcedores a o jogo contra a Chapecoense mostrou que uma pequena perspectiva mobiliza a todos. Terminou a Copa do Brasil, no estadual não teremos mais jogos no Heriberto Hülse, em assim sendo os comandantes terão o compromisso de manter este astral maravilhoso e fazer novamente o estádio virar o caldeirão, parceiro de grandes conquistas. A série B vai começar em poucos dias.

12/04 – “MISSÃO ESPACIAL”
Em 12 de abril de 1961, na primeira missão espacial tripulada, a cápsula soviética Vostok 1, transformou o coronel Yuri Alekseye-vich Gagarin no primeiro homem no espaço a completar uma órbita em 89,1 minutos. Foi a primeira experiência humana a defrontar-se com algo estranho fora do Planeta Terra.
 

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