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Até que enfim, vitória portuguesa

Fórmula E em Marrakesh
João Nassif
Por João Nassif 29/02/2020 - 21:25

Thiago Ávila *

Neste sábado, a Formula E voltou às ruas de Marrakesh para a disputa da 5ª etapa da temporada. E contou com um domínio altíssimo da DS Techeetah e da BMW, as equipes que vem mandando na categoria de carros elétricos nesses dois últimos anos.

Mas não podemos atribuir a pole position de António Félix da Costa única e exclusivamente pelo carro. O português estava no primeiro grupo da classificação, no período onde a pista ainda é fria e menos emborrachada, o que dificulta os pilotos deste grupo de lutar pela pole. António teve dificuldades, mas conseguiu passar para a Superpole – a etapa final da classificação. Ali ainda teve de enfrentar Max Günther, piloto da BMW, mas se saiu 0,069s melhor e largou na frente.

Festa portugues em Marrocos

Mitch Evans, um dos favoritos para ganhar a corrida, teve problemas no treino, demorou demais para sair e perdeu o tempo de abrir volta rápida. Com isso, largou em último lugar. Lucas Di Grassi foi o 13º e Felipe Massa o 20º. Jean-Éric Vergne, que conseguiu a 11ª posição, estava gripado e passou o dia sem treinar. O francês tinha suspeita de coronavírus, mas foi liberado pelos médicos, depois de os exames reportarem que não havia risco.

Na largada, Da Costa e Günther sumiram na frente e logo em duas voltas já estavam a mais de dois segundos na frente do terceiro Andre Lotterer.

O atual bicampeão Vergne, deixou a gripe de lado e foi escalando o pelotão volta a volta, tão logo ele já era o sexto, em menos de 15 minutos. Dali, ultrapassou Buemi na volta seguinte; aproveitou que Mortara saiu da pista para pegar o modo ataque e assumiu a quarta posição; e da mesma maneira roubou o terceiro lugar de Lotterer.

No meio do pelotão, Di Grassi vinha numa disputa intensa com Calado, d’Ambrosio e Bird, que durou praticamente toda a corrida. Num duelo entre os quatro, o brasileiro, com modo ataque, ultrapassa dois e assume a nona posição. Mais atrás, Evans vinha caçando seus adversários e ganhara oito posições desde a largada.

Na metade da corrida, Günther força ultrapassagem em Da Costa na chicane, e duas curvas depois leva a primeira posição. Esperto, na volta seguinte o português pega o modo ataque, parte para cima do alemão e retoma com tranquilidade a liderança. Uma revanche do que ocorreu em Santiago.

Há dez minutos do fim, Evans já havia passado todo o pelotão do meio e era décimo, com Di Grassi sendo a próxima vítima.

Vergne, em quarto preso atrás de Lotterer pega o modo ataque e parte para uma volta voadora. Ele ultrapassa o alemão da Porsche e na mesma volta, tira a diferença de quatro segundos para o vice-líder. Na primeira curva após a grande reta, o francês leva a melhor sobre o piloto da BMW.

A briga pela segunda posição durou até a última volta, Da Costa já estava com a vitória na mão a sete segundos dos rivais e esperava uma dobradinha da Techeetah. Na penúltima curva, Vergne tinha 0,3% de bateria contra 1% de Günther e não conseguiu segurar, o alemão aproveitou a vantagem e levou a posição do francês.

Evans, magistralmente foi o sexto, de longe o melhor piloto da corrida; Di Grassi foi sétimo e Massa apenas o 17º.

O resultado pôs o português na liderança do campeonato, 11 pontos à frente de Evans e 20 à frente de Alexander Sims, da BMW. Günther pula para quarto e Vergne é oitavo. Nos construtores, a Techeetah assume a ponta com 98 pontos, com oito de vantagem sobre a BMW.

A Formula E volta dia 4 de abril, nas ruas de Roma.

* Jornalista

4oito

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