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Onde estão as festas juninas?

Archimedes Naspolini Filho
Por Archimedes Naspolini Filho 17/06/2020 - 16:05Atualizado em 17/06/2020 - 16:09

Estamos atravessando o ponto alto das festas juninas. E onde estão as tradicionais festas juninas? Ouve-se absolutamente nada a seu respeito. Aquela tradicional fogueira de São Bento Alto, “a maior do mundo”?
O mês é das festas juninas com seu ápice a partir do dia 24, dedicado a São João.

Desde o Século IV, acendem-se fogueiras, em junho, para saudar o verão europeu. O catolicismo associou a celebração ao aniversário de São João. 
No Século XII , portugueses passaram a comemorar, também, São Pedro e Santo Antônio. 

Aqui no Brasil a festança é mais popular no nordeste. No Sul e no Sudeste os estabelecimentos de ensino dão importância singular às festas. Lembram da Festa Junina do Marista?

Numa festa junina destacam-se:

A quadrilha, que vio para o Brasil com a família real, em 1808. Com forte sotaque francês aqui ela se impôs e, festa junina sem quadrilha, não pode receber esse rótulo.
Pau-de-sebo – essa brincadeira de escalar um pau engraxado para apanhar, no seu topo, algum objeto ou o nome de uma mulher com quem o escalador irá se casar, nasceu na China e foi aclimatada nas terras tupiniquins.
Fogueira –para os pagãos a fogueira espantava os maus espíritos, as pestes e as pragas. A origem remonta a Santa Isabel que mandou fazer uma fogueira no topo de um morro para avisar a prima Maria que João Batista nascera. A fogueira e os fogos fazem parte da festa junina de norte a sul do Brasil.
Milho, pamonha, pipoca, canjica, amendoim, pé-de-moleque, batata-doce, doces de goiaba, licores, garapa, quentão, aguardente fazem o cardápio principal da festança do arraiá.
Presentes, também, os balões que surgiram para levar aos céus os pedidos a são João Batista, prática aliás, ilegal desde 1965, para evitar o risco de incêndios.

E as cantigas, as modinhas juninas. Aqui o nosso compositor se esbaldou. Há canções de todos os tamanhos e rimas para saudar e cantar as festas de São João.

Este é o nosso brasilzão. O brazilzão das famosas festas juninas que se multiplicavam em todo o seu território, de Norte a Sul, com ênfase especial no Nordeste onde é tão forte que chega a modificar a pauta das discussões do Congresso Nacional a fim de possibilitar a presença dos deputados quadrilheiros, isto é, amantes da dança da quadrilha, em cidades dessa Região.

A pandemia do coronavirus é a responsável por não estarmos ouvindo baiões e rancheiras que sempre nos levam às tradicionais festas juninas. O ano de 2020 se transforma num ano perdido. Inclusive para as tradicionais festas juninas. Restam as outras quadrilhas, inclusive as que tentam burlar a política de assistência aos desvalidos na pandemia do Covid-19, mas delas se ocupa a Polícia Federal.

4oito

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