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Meu filho ficou de recuperação. E agora?

Ananda Figueiredo
Por Ananda Figueiredo 14/12/2017 - 16:00Atualizado em 14/12/2017 - 16:30

Estamos finalizando a primeira quinzena de dezembro e nosso pensamento já está nas celebrações de final de ano. Mas, no meio disso, vem a notícia: seu filho ficou de recuperação. É verdade que o boletim dele já não estava exatamente aquela maravilha, mas ainda assim, a possibilidade de reprovação lhe deixou preocupado e sem saber como agir, não é mesmo?  Tudo bem, esse é um sentimento bem comum que se constrói frente às expectativas que costumamos construir de que "tudo dará certo".

Diante da recuperação nós logo compreendemos que a criança precisará de ajuda para estudar, e isto é um fato. Se as dificuldades dela forem pontuais, o auxílio de um professor pode ser de grande valia, já que ele pode trabalhar com a criança os mesmos conteúdos, só que de maneiras mais lúdicas e atrativas que irão auxiliar na fixação. Agora, se a dificuldade for global, é difícil tentar aprender em alguns dias tudo o que não foi assimilado durante o ano todo.

De todo modo, para além do auxílio com os estudos, a também precisa de acolhimento. Afinal de contas, se você já está decepcionado, imagine ela que corre o risco de repetir o ano, perder o convívio com os amigos e ainda ouvir um belo sermão.

É importante lembrar que o objetivo da recuperação vai além das notas: é preciso ter a certeza de que a criança adquiriu a base de conhecimentos necessária para a etapa seguinte. Vamos imaginar que o problema seja com continhas de dividir, por exemplo. Se a criança não desenvolve a habilidade de calcular na divisão básica, o problema irá reaparecer na hora de aprender números decimais e frações. Aí, um problema que era pontual se torna uma bola de neve e a criança terá sempre dificuldades de aprendizagem na matemática.

Isso não quer dizer que seu filho deva estudar sem parar para "tirar o atraso". A neurociência já comprovou que horas seguidas de estudo, sem intervalo, atrapalham mais do que ajudam - até porque geram um grande estresse na criança. Agora, se mesmo com tudo isso, este ano foi difícil e a criança reprovou, respire fundo e a apoie. Entenda que a escola é um ensaio pra vida e que seus filhos precisarão refazer muitas tarefas ainda, sempre que, mesmo por um detalhe, as dificuldades que ele tem o impeçam de entregar o resultado que esperavam.

Depois das férias, quando o próximo ano letivo começar, virão as reflexões e ações corretivas. É importante observar aquilo que não funcionou na escola e também em casa. Lembre-se que seu filho precisa de rotina, ou seja, principalmente nos dias de semana, estabeleça horários para comer, descansar, brincar, dormir e estudar (lembrando que crianças que não se alimentam bem ou não tem um sono de qualidade podem ter dificuldades de concentração e aprendizagem). Seu filho também precisa de um cantinho de estudo e é simples entender o porquê: quantos adultos você conhece que conseguem se concentrar em estudar ou trabalhar na mesa da cozinha ou no sofá da sala? Por fim, seu filho precisa perceber que você está com ele pelo seu empenho, independente da nota. Mostre que o esforço real que ele fez e faz já é suficiente para que você se orgulhe dele e o ame. Afinal de contas, é isso que constroi a autoconfiança, o sentimento de que "sou capaz" e, na realidade, isso vale mais do que qualquer nota ou aprovação.

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