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Jovens LGBTs estão 5x mais propensos a cometer suicídio

Ananda Figueiredo
Por Ananda Figueiredo 25/09/2017 - 19:30Atualizado em 25/09/2017 - 20:03

Para além de todas as causas de adoecimento psíquico que podem levar à ideação suicida, a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) precisa lidar com mais uma: a LGBTfobia. Já sendo o Brasil o país que mais mata LGBTs no mundo, em tempos em que a "cura gay" voltou a ser pauta e, ainda mais, durante o setembro amarelo, precisamos falar sobre os assombrosos números de suicídios entre LGBTs.

Um estudo realizado em 2012 pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, revelou que jovens gays são cinco vezes mais propensos a tentar o suicídio, comparativamente aos jovens heterossexuais. Além disso, 30% dos suicídios juvenis por ano são cometidos por jovens gays. A mesma pesquisa concluiu ainda que o convívio social é determinante: quando a família, a escola, o círculo social do indivíduo receberam de forma natural a homossexualidade, foram registrados menos casos de suicídio. Em outras palavras, não é a condição homoafetiva que leva ao suicídio, mas a maneira como é encarada pela sociedade e o convívio em ambientes opressores.

Dados de países associados à ONU foram analisados em 2015 por uma organização inglesa e aferiram que 3% dos homossexuais homens e 5% dos bissexuais homens tentaram cometer suicídio, contra 0,4% da população masculina heterossexual; e que, entre jovens de 16 a 24 anos, 1 a cada 16 homossexuais já tentou cometer suicídio, para apenas 1 a cada 100 héteros.

Nesta esteira, um estudo da Universidade Federal de Alagoas, realizado no ano de 2013 com 1.600 pessoas (59% do sexo masculino e 41% do sexo feminino, entre 12 e 60 anos, 72% homossexuais e 28% bissexuais), concluiu que 78% dos entrevistados já desejaram “sumir”, enquanto 49% disse já ter desejado não viver mais. Paralelo a isso, 15% dos entrevistados revelaram ter coragem de tirar a própria vida e 10% já tentaram cometer suicídio. 

A luta contra a LGBT fobia é, sim, uma questão de vida. O que você fez hoje para combatê-la? Aproveite e participe aqui da consulta pública para a criminalização da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

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