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Consequência lógica: a educação que substitui o castigo

Ananda Figueiredo
Por Ananda Figueiredo 26/10/2017 - 20:00Atualizado em 27/10/2017 - 11:42

Você já ouviu falar em disciplina positiva?

A disciplina positiva defende que, ao invés do castigo (e nem vamos entrar no assunto da punição física), você aplique com seus filhos e filhas a consequência lógica. Vou te explicar melhor do que se trata utilizando um exemplo. Acompanhe:

Um de seus filhos está dormindo e o outro brincando com você. Animado com a sua presença, o acordado começa a fazer barulhos e falar alto. Como você não quer que seu outro filho, aquele que está dormindo, acorde, pode pensar em ameaçar um castigo para o primeiro, certo? "Se você continuar fazendo barulho, vou parar de brincar com você!" seria uma frase comum neste tipo de situação. Na consequência lógica, por sua vez, a fala seria: "Eu entendo que você está muito feliz e isso te faz querer comemorar e fazer barulhos altos, não é meu filho? Mas se você gritar, vai acordar seu irmão e vou precisar para de brincar com você para ir lá atendê-lo. Ele vai ficar chateado e isso não seria legal. Como podemos resolver essa questão?"

Percebeu a diferença?

Na consequência lógica, nós incluímos a criança na situação e na construção da solução, explicamos à ela o que está acontecendo e o porquê das coisas. Assim, a criança se sente parte de todo o processo, além de que as consequências de seus atos passam a ser entendidas com uma certa lógica, o que ajuda na prevenção de próximos episódios - ela entendeu e por isso não vai repetir, já que não quer chatear você e o irmão, muito menos ficar sem sua companhia na brincadeira. Além disso, o uso da consequência lógica ensina a criança que o barulho é chato e inconveniente algumas vezes, mas que isso não a torna chata - ela é apenas uma criança que, como a criança que é, não sabe lidar com a felicidade e a energia como um adulto, em tese, saberia. Quando brigamos, em contrapartida, não promovemos empatia com o irmão, mas sim raiva; não promovemos cooperação, mas competição e autoritarismo; não ensinamos algo contínuo, afinal, a criança não entendeu nem mesmo nesta, que foi a primeira vez. 

Sendo assim, que tal repensar o castigo? Se quiser saber mais a respeito, recomendo o livro "Disciplina positiva", de Jane Nelsen. Vale a leitura, mas apenas para aqueles pais e mães que pretendem formar adultos mais seguros, empáticos e felizes ;)

4oito

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