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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Alex Maranhão 24/08/2026 - 08:06 Atualizado em 24/08/2026 - 08:09

O jogo de ontem deixou um recado claro: o returno da Série B é outro campeonato.

O Fortaleza veio a Criciúma e não deixou o atual líder jogar. O 2 a 0 foi justo e mostrou um time cearense extremamente organizado, competitivo e consciente do que precisava fazer para sair do Heriberto Hülse com os três pontos.

O primeiro tempo foi muito truncado. O time de Paulo Autuori fez um jogo físico, dificultou a construção do Criciúma e apostou nas bolas paradas de Mailton.

Mas foi em uma transição ofensiva muito bem construída que o Fortaleza abriu o placar. A jogada terminou em uma finalização linda e precisa de Pedro Henrique. Um golaço.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista mudou a estrutura. Abriu mão dos três zagueiros e colocou Iago na ala. O Criciúma melhorou, tomou conta do jogo e passou praticamente os 45 minutos no campo de ataque.

Foram mais de 40 cruzamentos, muita pressão, mas faltou o principal: eficácia.

O Fortaleza deu uma verdadeira aula defensiva. Linha de cinco muito bem posicionada, volantes fechando o funil, 0s 10 atrás da linha da bola  e pouquíssimos espaços para o Tigre entrar. O Criciúma tentou de todas as formas, mas não conseguiu quebrar a cadeia defensiva do adversário.

E fica o alerta.

Nos últimos nove pontos disputados, o Tigre conquistou apenas quatro. A gordura diminuiu e a liderança, que parecia confortável, agora exige ainda mais atenção.

O Criciúma continua na ponta, mas precisa recuperar rapidamente a sua principal característica: ser letal no ataque e sólido na defesa.

Derrotas também ensinam. E é justamente isso que espero que aconteça agora.

Que o Tigre saiba entender onde errou, faça os ajustes necessários e volte ainda mais forte para a sequência da competição.

Porque o campeonato mudou.

E daqui para frente, cada ponto vai valer ainda mais.

Dias melhores ao Tigrão.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 19/08/2026 - 07:39 Atualizado em 19/08/2026 - 07:42

O confronto contra o Botafogo-SP, fora de casa, tem muitos pormenores envolvidos — e não é só mais uma rodada.

 

O Criciúma chega para o jogo com mudanças no time titular e desfalques que pesam. Toda alteração tem seu preço: a falta de entrosamento tende a se manifestar nos minutos iniciais, naquele processo natural de reencaixe, de reconstrução da sintonia que só o tempo de jogo é capaz de oferecer. É provável que a equipe sinta um pouco esse ajuste antes de encontrar seu ritmo.

 

Mas há algo que este elenco vem revelando ao longo da temporada: a capacidade de se reinventar, de superar desafios. É sobre precisão. É sobre saber que o jogo se decide nos detalhes, e que o time preparado é aquele que não desperdiça o que constrói.

 

Porque, hoje, o que está em jogo transcende a rodada. É a liderança. É a reafirmação de um momento consistente. E é também um reencontro com a própria história: do outro lado estará Cláudio Tencati, um dos maiores técnicos da história do Tigre.

 

Estrategista, vencedor, conhece o time carvoeiro como poucos e vai fazer de tudo para vencer. E esse é o poder que só a Série B proporciona: zero garantias, cada rodada uma nova emoção. É preciso dar o máximo dentro da arena durante os 90 minutos.

 

E o Tigre tem feito isso com maestria — sólido defensivamente e letal nas oportunidades que cria. Hoje é jogo pra isso!

 

Que vença o melhor. Dale, Tigre!

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

 

Por Alex Maranhão 17/08/2026 - 08:07 Atualizado em 17/08/2026 - 08:09


A vitória por 1 a 0 sobre o Goiás reforçou algo que temos visto com cada vez mais frequência neste Criciúma de Eduardo Baptista: força defensiva, organização tática e eficiência para decidir o jogo.
O Tigre encontrou um padrão. E, em um campeonato de regularidade como a Série B, encontrar um modelo que funciona pode valer muito.
A velha máxima do futebol se faz presente: o melhor ataque é a defesa.
O Criciúma tem a segunda melhor defesa da competição, com apenas 14 gols sofridos em 22 jogos. Números que beiram a excelência e que refletem o entrosamento, a disciplina e a execução dos 11 jogadores no momento sem a bola.
Reafirmo aquilo que venho defendendo: na Série B, vence e chega ao acesso quem sofre menos gols. E o Criciúma de Eduardo Baptista está caminhando muito bem nesse sentido.
É um time competitivo, obediente taticamente e, principalmente, eficiente. Precisa de poucas oportunidades para marcar e sabe como machucar o adversário quando encontra os espaços.
Essa talvez seja uma das principais virtudes deste Tigre: não precisa dominar todos os minutos para controlar o jogo.
O Criciúma encontrou sua identidade. E quando um time encontra um modelo que seus jogadores acreditam, executam e sustentam durante uma competição longa, os resultados aparecem.
Hoje, o Tigre domina a ponta da Série B com autoridade, consistência e muitos méritos.
Ainda há muito campeonato pela frente. Mas o caminho está muito bem traçado.
O acesso é logo ali. Avante, Tricolor!


Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 12/08/2026 - 08:28 Atualizado em 12/08/2026 - 08:34

A novela Marcelo Hermes parece ter chegado ao fim. O jogador, que tem contrato com o Criciúma até o final da Série B, recusou a proposta do Remo, e também a de renovação apresentada pelo clube. A tendência, portanto, é que o lateral cumpra seu vínculo e até o final da série B.

Mas, para mim, a discussão vai muito além da permanência ou não de Hermes.

O Criciúma historicamente adota uma postura mais conservadora na hora de fazer contratos longos. É uma estratégia compreensível. Afinal, no futebol, errar em uma contratação pode custar caro.

Só que existem momentos em que é preciso separar aquisição de atleta de manutenção de patrimônio esportivo.

E Marcelo Hermes é exatamente esse caso.

Estamos falando de um jogador identificado com o clube, com a cidade e com a torcida. Um atleta que construiu uma relação especial com o torcedor carvoeiro e que, nos últimos três anos, foi sem dúvida o melhor lateral -esquerdo  de Santa Catarina.

Um jogador que entrega. Que resolve. Que conhece o ambiente. Que sabe o peso de vestir a camisa do Tigre.

E, principalmente, um jogador que não precisa mais provar que pode jogar no Criciúma.

Hermes já está na galeria dos maiores  laterais-esquerdos que passaram pelo Heriberto Hülse.

Por isso, processos de permanência como esse precisam ser conduzidos com muito cuidado, respeito e inteligência.

Não se trata simplesmente de renovar o contrato de um atleta.

Trata-se de preservar identidade, conhecimento, liderança e DNA de clube.

O Criciúma já viveu situações parecidas no passado. Casos como Arilson e Ygor mostram que existe uma discussão importante sobre como o clube administra seus pilares esportivos.

O futebol mudou.

Hoje, clubes que querem competir de forma consistente precisam pensar não apenas na próxima janela, mas na construção de uma base que permaneça.

É preciso ter referências dentro do vestiário.

É preciso ter jogadores que conheçam o DNA do clube.

É preciso ter atletas que transmitam aos novos contratados aquilo que não está escrito em nenhum contrato: o que significa jogar no Criciúma.

Porque contratar é importante.

Mas manter quem dá identidade ao projeto pode ser ainda mais importante.

Talvez esteja na hora de o Tigre atualizar essa linha de raciocínio.

Não significa abandonar a responsabilidade financeira ou começar a fazer contratos longos para qualquer jogador.

Significa saber identificar aqueles poucos atletas que deixam de ser apenas jogadores e passam a fazer parte da construção do clube.

Hermes é um desses casos.

O Criciúma precisa pensar no longo prazo.

Porque time se monta.

Mas identidade se constrói.
Saudações tricolores.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

 

Por Alex Maranhão 29/07/2026 - 08:58 Atualizado em 29/07/2026 - 09:02

Dentro de campo, o momento do Criciúma é excelente. A equipe lidera a Série B com méritos, joga um futebol consistente e sonha, cada vez mais, com o retorno à elite do futebol brasileiro.

Fora das quatro linhas, porém, o cenário exige atenção. A realidade financeira preocupa. O clube convive com um déficit mensal que gira em torno de R$ 2 milhões, valor que se acumula mês após mês e acende um sinal de alerta para diretoria, torcedores e toda a região.

Mas esse não é um problema exclusivo do Tigre. Muitos clubes brasileiros enfrentam dificuldades semelhantes. A diferença está em quem consegue encontrar soluções antes que o problema se torne irreversível.

Na minha visão, o Criciúma tem três caminhos claros para mudar esse cenário.

O primeiro deles é o acesso à Série A. Esse é, sem dúvida, o grande divisor de águas. Voltar à elite significa elevar o orçamento para algo próximo de R$ 150 milhões por temporada, praticamente triplicando a capacidade de arrecadação do clube entre cotas de televisão, patrocínios, bilheteria e valorização da marca.

O segundo caminho passa pela valorização dos ativos formados em casa. O goleiro Pedro, de apenas 18 anos, é um exemplo. Ainda em processo de amadurecimento, já demonstra qualidade suficiente para despertar o interesse do mercado europeu. Com uma sequência como titular no segundo turno e, principalmente, com o acesso conquistado, não seria exagero imaginar uma negociação na casa dos R$ 10 milhões. Portugal pode ser uma porta de entrada natural. O Criciúma sempre revelou talentos. Talvez tenha chegado a hora de voltar a transformar a base em uma das principais fontes de receita do clube.

O terceiro ponto é o mais desafiador, mas também um dos mais promissores: os naming rights do estádio. Imagine uma Arena Havan, Arena Baly Carvoeira , Arena Librelato ou outra grande marca estampando a casa carvoeira. Poucos ativos em Santa Catarina entregam tanta exposição quanto o estádio Heriberto Hülse. Casa cheia, torcida apaixonada, um programa de sócios forte e uma marca tradicional fazem do Criciúma uma vitrine extremamente valiosa para empresas que buscam visibilidade e conexão com o público.

O Tigre já possui um patrimônio que muitas organizações gostariam de ter: uma torcida fiel, identidade regional e credibilidade construída ao longo da história. Talvez faltem apenas alguns ajustes na estratégia para transformar esse potencial em novas receitas.

As alternativas estão sobre a mesa. O acesso pode acelerar esse processo. A valorização da base pode gerar caixa. Os naming rights podem abrir uma nova fonte de arrecadação recorrente nunca antes vista em SC. 

O momento pede coragem, visão e planejamento. Porque o Criciúma já mostrou que sabe vencer dentro de campo. Agora, precisa construir uma vitória igualmente importante fora dele.

Que o futuro do Tigre seja de equilíbrio  crescimento e novas conquistas.

 

Por Alex Maranhão 20/07/2026 - 08:04 Atualizado em 20/07/2026 - 08:09

Não existe acaso em um campeonato tão equilibrado como a Série B. A liderança do Criciúma é fruto de um trabalho consistente, de uma equipe que aprendeu a competir em alto nível e que entrega desempenho rodada após rodada.
A vitória sobre o Vila nova reflete bem isso, jogo sólido inteligente e de erro zero.
Os números traduzem esse momento: 66% de aproveitamento, terceira melhor defesa da competição e uma impressionante sequência de 14 partidas sem derrota. Mais do que resultados, o Tigre transmite confiança.

Eduardo Baptista encontrou o equilíbrio da equipe. Os alas evoluíram na leitura dos momentos do jogo, o meio-campo ganhou consistência com Felipe Mateus e Otero, enquanto Vaguininho simboliza um ataque comprometido com o coletivo, pressionando, marcando e contribuindo em todas as fases do jogo.

O Criciúma construiu uma identidade. É um time operário, organizado, intenso e eficiente. Não encanta apenas pela técnica, mas pela maturidade, pela disciplina tática e pela competitividade.
A liderança é merecida. E, se mantiver esse nível de regularidade, o acesso deixa de ser apenas um objetivo para se tornar uma consequência.

 

Avante, Tigre!

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 10/07/2026 - 07:27 Atualizado em 10/07/2026 - 07:34

Os números não mentem. Com 65% de aproveitamento e a terceira melhor defesa da Série B, a liderança do Criciúma é consequência de um trabalho sólido consistente, de longo prazo e bem executado.

O time de Eduardo Batista encontrou o caminho. A solidez defensiva virou marca registrada, o time ganhou um onze titular bem definido e, quando precisa mexer, as peças de reposição mantêm o nível de competitividade. Otero, Felipe Mateus, Gui Lobo e Eduardo deram vida ao meio campo tricolor, Leppo tomou conta da posição no corredor direito e marcelo Hermes segue acelerando na esquerda. Isso é reflexo de um elenco forte e de um trabalho diário que vai muito além dos 90 minutos.

No futebol, não existe fórmula mágica. Existe organização, repetição, convicção e muito trabalho.

Vale lembrar que, na temporada passada, Eduardo Batista assumiu a equipe na zona de rebaixamento e, em pouco tempo, levou o Criciúma à liderança da competição. Neste ano, repete o feito e coloca novamente o Tigre no topo da tabela.

Não é acaso. É o resultado de um processo conduzido por um treinador que sabe o que está plantando e tem clareza da colheita que pretende alcançar.

O Criciúma vive seu melhor momento na temporada, e grande parte desse crescimento passa pelas mãos do seu comandante. O desempenho coletivo evoluiu, a confiança voltou e o torcedor tem motivos para acreditar e chegar junto novamente. 

A liderança é merecida. Segue o líder.

 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

 

Por Alex Maranhão 06/07/2026 - 07:04 Atualizado em 06/07/2026 - 07:09

O futebol tem uma capacidade única de ensinar. Nas vitórias, ele alimenta sonhos. Nas derrotas, revela verdades.

A eliminação do Brasil dói porque somos uma nação acostumada a disputar finais, não apenas participar delas. Mas a frustração também precisa servir como ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro.
Não é uma derrota de 90 minutos. É o reflexo de um processo. Enquanto outras seleções evoluíram em gestão, metodologia, formação de atletas e identidade de jogo, o Brasil passou anos acreditando que apenas o talento resolveria tudo.
 

O futebol mundial mudou, mas, muitas vezes, insistimos em viver das lembranças do passado.
Nosso DNA continua sendo um dos mais ricos do planeta. O Brasil ainda produz jogadores capazes de decidir partidas, desequilibrar confrontos e encantar qualquer torcida. O problema nunca foi a falta de talento. O desafio é transformar talento em equipe.
É preciso parar de buscar culpados individuais e começar a corrigir estruturas.
Investir ainda mais na base, dar espaço aos novos talentos, fortalecer a formação de treinadores, criar uma identidade de jogo e pensar o futebol brasileiro como um projeto de longo prazo. As grandes seleções não são construídas entre uma Copa e outra. Elas são resultado de planejamento, continuidade e coragem para fazer ajustes de rota.

Perder faz parte do esporte. Permanecer cometendo os mesmos erros, não.
A camisa amarela continua carregando uma responsabilidade enorme. Ela representa cinco estrelas, uma história incomparável e milhões de brasileiros que continuam acreditando.
O Brasil voltará a ser protagonista. Mas isso não acontecerá por tradição, nem por nostalgia. A próxima conquista começará quando entendermos que o passado inspira, mas não vence jogos. Quem vence é quem evolui.
E, neste momento, evoluir deixou de ser uma opção. Tornou-se uma necessidade.

Dias melhores a um patrimônio  Cultural desse esporte chamado seleção brasileira!

 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 05/07/2026 - 19:22 Atualizado em 05/07/2026 - 19:32

A eliminação da seleção brasileira foi o retrato fiel de um ciclo mal construído.
O Brasil teve oportunidades, mas não soube aproveitá-las. Do outro lado, a Noruega, uma seleção considerada intermediária no cenário mundial, deu um verdadeiro baile. Jogou com organização, qualidade, intensidade e eficiência. Venceu por 2 a 0 e, em muitos momentos, parecia vestir a camisa que um dia foi do Brasil.

O que vimos não foi apenas uma derrota. Foi a consequência de anos de decisões equivocadas, falta de continuidade e da ausência de um projeto sólido.
Chegamos à Copa aos trancos e barrancos. E saímos da mesma forma.
Como brasileiros, dói ver a Seleção nessa situação. Mas ignorar a realidade seria ainda pior.
Já são 20 anos sem conquistar um título mundial.

Enquanto outras seleções investiram em metodologia, gestão, formação de atletas e desenvolvimento coletivo, o Brasil continuou acreditando que a tradição e o peso da camisa venceriam os jogos.
Não vencem.
Essa derrota deixa uma lição que vale tanto para o esporte quanto para o mundo dos negócios.
O sucesso de ontem não garante a vitória de amanhã.
Quem deixa de evoluir fica para trás.

 

É hora de calçar as sandálias da humildade.
Reconhecer que o jogo mudou.
Entender que talento, sozinho, já não basta.
Vence quem tem processo, disciplina, estratégia, preparo e mentalidade.
E, neste momento, é justamente isso que mais falta ao futebol brasileiro.

 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios  

Por Alex Maranhão 01/07/2026 - 10:02 Atualizado em 01/07/2026 - 10:45

O futebol catarinense pode estar acompanhando o surgimento de mais um talento raro. Aos 11 anos, Francisco Ferreira das Neves , conhecido nas redes sociais como Chico 10naBase, já desperta o interesse de grandes clubes do futebol brasileiro e é apontado como uma das principais promessas da nova geração.

Natural de Gravatal, em Santa Catarina, Chico é filho de Cristiano e Suellen Kindermann. Canhoto, camisa 10, atua como meia pela esquerda e impressiona pela técnica, visão de jogo, personalidade e maturidade dentro de campo. Atualmente, defende o Projeto Anjos do Futsal, em parceria com as categorias de base do Criciúma, comandado pelo professor Jean Reis, referência em formação no Sul, onde vem acumulando atuações que chamam a atenção de observadores de todo o país.

Segundo a família, consultas e contatos de clubes como Grêmio, Palmeiras e Red Bull Bragantino já aconteceram. A decisão, porém, foi pela cautela.
“Entendemos que este é o momento de mantê-lo perto da família, permitindo que continue seu desenvolvimento com tranquilidade. Temos muito orgulho da trajetória que ele está construindo e acreditamos que seu futuro será brilhante”, afirma o pai, Cristiano.

Mas o fenômeno não acontece apenas dentro das quatro linhas. Chico também conquistou espaço nas redes sociais, onde soma mais de 450 mil seguidores, tornando-se um dos perfis esportivos mais acompanhados de Santa Catarina. Seu alcance digital supera, inclusive, o de diversas instituições tradicionais do esporte estadual, reflexo de uma combinação entre talento, carisma e uma produção de conteúdo que conquista torcedores de todas as idades.
“Ver o crescimento dele é desafiador e, ao mesmo tempo, extremamente gratificante. Sou o fã número um do meu filho”, conta Cristiano.

No futebol de base, o talento precisa ser acompanhado de paciência, equilíbrio e boa formação. E é justamente isso que se espera para Chico. Potencial não falta. Cabe agora ao Criciúma Esporte Clube e às pessoas que cercam essa promessa conduzirem esse processo com responsabilidade.

O futebol brasileiro sempre vive em busca do próximo grande talento. Em Santa Catarina, um menino de apenas 11 anos começa a escrever os primeiros capítulos dessa história.

Boa sorte, Chico. Que o talento continue sendo acompanhado pela humildade, pelo trabalho e pela alegria de jogar futebol.

 

Alex Maranhão Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 30/06/2026 - 10:00 Atualizado em 30/06/2026 - 10:22

A classificação da Seleção Brasileira mostrou que talento continua sendo uma marca do nosso futebol, mas também deixou uma lição importante: grandes vitórias são construídas com humildade e muito trabalho.

Entre tantos destaques, Bruno Guimarães fez uma partida de alto nível. Com inteligência, intensidade e liderança silenciosa, comandou o meio-campo e mostrou por que é um dos principais jogadores brasileiros da atualidade.

No futebol, a confiança precisa caminhar ao lado da humildade. Cada fase vencida representa apenas mais um passo na caminhada e o gol de Gabriel Martinelli exemplifica muito bem isso, nos minutos finais sem desistir. 

A torcida pode comemorar, mas a Seleção sabe que ainda há muito pela frente. Carlo ancelotti representa isso pois os maiores campeões são aqueles que celebram as vitórias sem perder os pés no chão.

Que essa atuação sirva de inspiração: emoção para acreditar, trabalho para evoluir e humildade para continuar crescendo.

O Brasil segue vivo. E quando veste a camisa amarelinha com união, entrega e coração, renova a esperança de milhões de brasileiros que seguem sonhando com o hexa.

 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 01/06/2026 - 07:44 Atualizado em 01/06/2026 - 08:03

E o Criciúma fez exatamente isso na Ressacada. Em um daqueles jogos em que a técnica fica em segundo plano e a competitividade fala mais alto, o Tigre venceu o Avaí por 2 a 1 e ampliou um tabu que parece crescer a cada encontro entre os rivais.

Foi um clássico com a cara dos grandes clássicos catarinenses. Muita disputa, intensidade, nervosismo e poucos espaços. Não foi um espetáculo de futebol. Nem precisava ser. Era jogo para ganhar.

O Avaí tentou presosinado pelo meu momento e  pela torcida, criou algumas oportunidades e buscou controlar as ações em determinados momentos. Mas o Criciúma mostrou maturidade para suportar a pressão e soube aproveitar suas chances.

E quando o jogo pede um protagonista, ele aparece.

Otero, o homem da bola parada, mais uma vez decidiu. Com o pé calibrado e cada vez mais decisivo, o venezuelano acertou uma verdadeira pintura. Um golaço para silenciar a Ressacada e colocar mais uma assinatura sua na temporada carvoeira. Obra de arte.

A vitória tem um peso ainda maior porque encerra uma sequência de quatro empates consecutivos da equipe de Eduardo Baptista. O resultado devolve confiança, traz tranquilidade para o ambiente e recoloca o Criciúma no caminho de uma sequência mais produtiva dentro da Série B.

Nem sempre o futebol entrega atuações brilhantes. Às vezes entrega algo mais valioso: três pontos, moral elevada e a sensação de que o rival saiu do estádio olhando pelo retrovisor.

E na noite da Ressacada, quem saiu sorrindo foi o torcedor carvoeiro.

Da-lhe tigre!

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 25/05/2026 - 07:52 Atualizado em 25/05/2026 - 08:51

O Criciúma voltou a empatar fora de casa, desta vez contra o Operário, em Ponta Grossa. O resultado, mais uma vez, reflete os números e nos últimos 4 jogos eles preocupam.

Em mais uma atuação burocrática da equipe carvoeira, o Tigre fez um primeiro tempo moroso, sem intensidade, pouca criatividade e baixa força ofensiva. O time de Eduardo Baptista vem se tornando uma equipe previsível, de uma nota só, algo que venho alertando há algumas rodadas. E essa limitação vem reduzindo as armas que o Criciúma possui para disputar uma Série B tão equilibrada.

Os últimos quatro jogos mostram uma repetição clara de padrão: um time passivo, lento, e acomodado com a entrega técnica apresentada dentro de campo. É necessário provocar uma reação no vestiário. Atletas, comissão técnica e liderança precisam elevar o nível de entrega, performance e qualidade de futebol.

O modelo com três zagueiros já é uma assinatura do treinador. Não se discute mais. É o padrão estabelecido e precisa ser respeitado. Mas Eduardo Baptista, como comandante experiente, precisa apresentar alternativas táticas e variações de peças dentro do sistema. Caso contrário, a equipe ficará cada vez mais refém dos cruzamentos e da bola parada de Otero.

Também cresce a preocupação do torcedor com algumas escolhas. Exemplos claros aparecem em Marcinho atuando pela ala direita, mesmo sendo um lateral de características mais tradicionais de linha de quatro, e Diego Gonçalves, atleta de muita entrega, mas que ainda apresenta baixa produtividade ofensiva para justificar sequência entre os titulares.

Agora vem o clássico na Ressacada. E clássico tem peso, pressão e cobrança.

O Avaí vai fazer sua parte. O Criciúma precisa voltar a fazer a dele.

Avante, Tigrão.

 

Alex Maranhão
Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 19/05/2026 - 07:45 Atualizado em 19/05/2026 - 07:48

O Brasil parou ontem para acompanhar a convocação final para a Copa do Mundo. E gostei da lista.

O futebol é apaixonante. O país inteiro voltou a viver aquela expectativa de Copa, aquela ansiedade de ver o craque, o camisa 10, a estrela da geração vestindo novamente a amarelinha. E foi exatamente isso que vimos ontem.

Pela primeira vez em muito tempo vemos um treinador maior que os jogadores, à altura da Seleção Pentacampeã do Mundo.Carlo Ancelotti, acostumado a decidir em altíssimo nível no Real Madrid, mostrou liderança. Deixou a convocação de Neymar para o momento final, ouviu o clamor popular, levou o camisa 10… mas também passou um recado claro:

“Aqui joga quem estiver melhor. Nome não entra em campo. Espaço se conquista.”

Gostei demais dessa postura.

Só coloco um asterisco nessa lista: Pedro, centroavante do Flamengo, merecia estar também. Hoje, no futebol brasileiro, não vejo um camisa 9 clássico como ele. Eu levaria certamente.

Mas como diz o ditado: 11 jogam, um treina e mais de 300 milhões torcem. E assim será.

O Brasil vai novamente se vestir de emoção, verde  e amarelo na torcida pelo hexa campeonato da nossa seleção.

Porque o Brasil ainda é o país do futebol.

Rumo ao Hexa. Salve a Seleção 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 18/05/2026 - 08:57 Atualizado em 18/05/2026 - 09:06

Dia de convocação final para a Copa do Mundo.

Às 17h, o planeta futebol volta os olhos para o Brasil. Será a primeira grande lista de Carlo Ancelotti no comando da Seleção e, como não poderia ser diferente, toda expectativa gira em torno de um nome: Neymar.

O eterno camisa 10 da amarelinha talvez esteja diante da sua última Copa do Mundo. E a pergunta que toma conta do país é simples: Neymar estará entre os escolhidos?

Fisicamente e tecnicamente, ele está longe do auge que encantou o mundo por mais de uma década. Mas também é impossível ignorar um fato: o Brasil não possui hoje outro jogador com o talento, a personalidade, o improviso e a capacidade de decidir jogos como Neymar.

A história do futebol ensina muito. Messi também foi criticado, questionado e até desacreditado pela imprensa argentina por anos. Diziam que não rendia na seleção o que rendia nos clubes. O final todos conhecem: campeão da Copa América, campeão do mundo e eternizado como um dos maiores da história do seu país.

No Brasil, muitas vezes nossos ídolos são tratados de forma diferente. Neymar, maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 79 gols, campeão olímpico e um dos maiores talentos que o futebol brasileiro produziu neste século, ainda convive com desconfiança e críticas pesadas.

Falta a taça do mundo. É verdade. Mas eu, como brasileiro e apaixonado por futebol, ainda acredito no último grande gênio da nossa geração. Porque 30 minutos de um Neymar inspirado podem valer mais do que 90 minutos de muitos jogadores limitados tecnicamente.

Que Ancelotti, um dos maiores gestores de estrelas da história do futebol, consiga recuperar o melhor do camisa 10 e conduzir o Brasil rumo ao tão sonhado hexa.

Pra frente, Brasil.
Salve a Seleção. 
 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 07/05/2026 - 08:48 Atualizado em 07/05/2026 - 09:55

Longevidade no futebol brasileiro virou exceção. Trocas rápidas, pressão exagerada e decisões tomadas no calor da emoção fazem parte da rotina da maioria dos clubes. E talvez por isso o Criciúma dê um exemplo tão importante ao futebol nacional.

Depois da marcante era de Cláudio Tencati, muitos imaginavam que seria difícil encontrar um nome capaz de criar novamente identificação com o torcedor carvoeiro. Mas Eduardo Baptista foi além da expectativa.

Chegou em um cenário pesado. Time desacreditado, pressionado, convivendo com zona de rebaixamento e um ambiente de desconfiança. Tinha cara de temporada perdida. Mas com um perfil firme, competitivo e um jeito intenso de liderar, Eduardo conseguiu recuperar a confiança do elenco e devolver competitividade ao Criciúma.

A arrancada na Série B de 2025 saindo da zona de rebaixamento até recolocar o Tigre entre os protagonistas do campeonato. O time retomou identidade, intensidade e voltou a fazer o torcedor acreditar. Uma campanha que, sem exagero, renderia facilmente um documentário.

E os números sustentam o trabalho.

São 53 jogos, 25 vitórias, 14 empates e 56% de aproveitamento. Título da Taça Acesc e vaga na Copa do Brasil. Estatísticas que mostram consistência, principalmente em um futebol brasileiro cada vez mais imediatista.

O torcedor carvoeiro cobra, pressiona e exige resultado. Sempre foi assim. Mas também reconhece quem trabalha sério e honra a camisa. Eduardo Baptista entendeu rapidamente o tamanho do clube e a força da conexão entre cidade, torcida e time.

Claro que divergências existem. Faz parte do futebol. Nenhum trabalho é unânime. Mas quem imaginava que Eduardo seria apenas mais um técnico de passagem pelo Heriberto Hülse se enganou.

Hoje ele tem respaldo da direção, confiança do grupo e, principalmente, a sensação de pertencimento. Está em casa.

Cascudo, resiliente, pé no chão e cada vez mais identificado com o Sul de Santa Catarina, Eduardo Baptista inicia mais uma temporada no comando do maior tricolor do Sul do Brasil com a chance real de consolidar um ciclo vencedor e torcemos para isso. 

No futebol, decisões tomadas com razão costumam durar mais do que as tomadas pela emoção. E talvez esteja justamente aí uma das maiores virtudes do Criciúma nos últimos anos.

Parabéns a Eduardo Baptista e toda sua comissão técnica. O futebol costuma premiar quem constrói com convicção.

Dias melhores seguem sendo escritos no Majestoso.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 30/04/2026 - 07:36 Atualizado em 30/04/2026 - 08:09

O Criciúma Esporte Clube apresentou o balanço financeiro de 2025. As contas foram aprovadas pelo conselho deliberativo ( com ressalvas). 

E é justamente nesse detalhe que mora o problema.

Depois de um rebaixamento em 2024 com cerca de R$ 22 milhões em caixa no início da temporada, o cenário indicava um caminho claro em 2025: ajuste de rota, responsabilidade e reconstrução. Era o momento de reorganizar a casa, recuperar a confiança e reequilibrar o clube.

Mas não foi isso que se viu.

O Criciúma extrapolou o orçamento e praticamente dobrou os gastos previstos. Uma decisão que levanta uma pergunta inevitável e incômoda:

Quem responde por isso?

No futebol brasileiro, ainda vivemos um modelo onde decisões de alto impacto financeiro são tomadas, mas raramente existe responsabilização proporcional. Quem aprovou? Quem validou? Quem assumiu o risco?

E mais importante: alguém vai, de fato, responder por isso?

A realidade é dura. Não só no Criciúma, mas em boa parte do futebol nacional, gestores, diretores e executivos tomam decisões equivocadas e seguem suas trajetórias normalmente. Enquanto isso, a conta fica para a instituição. Fica para o CNPJ. E, no fim, sobra para o torcedor.

O torcedor paga, seja com prejuízo financeiro, perda de competitividade, títulos, ou anos de reconstrução.

Em qualquer empresa séria, decisões que ferem o planejamento e colocam a saúde financeira em risco geram consequências. Existem regras, metas, controles e, principalmente, responsabilização.

No futebol, ainda não.

Seguimos normalizando o que deveria ser tratado como exceção. A falta de governança, de critérios técnicos e de responsabilização individual perpetua um ciclo perigoso, onde errar não tem custo direto para quem decide.

E enquanto o CPF não responder pelas decisões que impactam o CNPJ, esse cenário vai continuar se repetindo.

O futebol precisa evoluir.

Profissionalizar a gestão não é matar a paixão,  é garantir que ela sobreviva. É tratar o esporte mais amado do mundo com o respeito e a seriedade que ele exige, sem perder sua essência, mas deixando para trás práticas que já não cabem mais.

Porque, no fim das contas, a pergunta continua no ar: quem paga essa conta?

E, por enquanto, a resposta a gente já conhece. O clube. Sempre o clube

Dias melhores ao nosso tricolor.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 27/04/2026 - 07:32 Atualizado em 27/04/2026 - 08:02

O Criciúma não só venceu o CRB por 3 a 1, como mostrou algo que vinha faltando em alguns momentos da competição: um coletivo sólido, organizado e eficiente.

Foi um jogo onde o time funcionou coletivamente. Compacto, intenso, sabendo quando acelerar e, principalmente, sendo letal nas oportunidades criadas. Três gols que refletem bem isso: construção, presença ofensiva e confiança.

Mais do que os 3 pontos, o que chama atenção é o momento. Entrar no G4 da Série B não é só tabela, é mentalidade. É mostrar que o time começa a entender o tamanho da competição e o que precisa ser feito para brigar lá em cima que passa fundamentalmente pela campanha dentro de casa. 

Destaque para o zagueiro Ruan: impecável, firme dos duelos e auxiliando na primeira fase de construção ofensiva. Tem bom pé e vai começando a chamar a atenção no Brasileirão. 

Se o time de Eduardo Baptista for constante, sustentar concentração, maturidade e se mantiver esse padrão coletivo, o Criciúma não só briga… como começa a se colocar de verdade como candidato ao acesso. 

Vitória importante e dias melhores ao Tigre.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 22/04/2026 - 08:03 Atualizado em 22/04/2026 - 12:23

Quando você observa movimentos como os do Barra FC, e do Confiança, fica claro que a transformação vai muito além de uma mudança jurídica. Não é sobre trocar CNPJ. É sobre mudar mentalidade.

O que está acontecendo ali é uma transformação silenciosa , mas poderosa: sair de um modelo historicamente amador, carregado de decisões emocionais e políticas, e entrar em um ambiente empresarial, onde governança, metas e responsabilidade financeira deixam de ser discurso e passam a ser prática.

E aqui está o ponto mais interessante: nos clubes menores, essa mudança encontra menos resistência. Há menos vaidade, menos interferência política e, principalmente, menos herança de erros acumulados ao longo de décadas. Isso cria algo raro no futebol brasileiro — capacidade real de execução.

A vantagem invisível dos pequenos

Clubes grandes têm história, torcida, pressão e dívidas.
Clubes menores têm liberdade.

E essa liberdade é um ativo estratégico subestimado.

Ela permite que as SAFs nesses ambientes operem com clareza e disciplina em três frentes fundamentais.

A primeira é a gestão profissional desde o início.
Não existe espaço para improviso. Cada contratação, cada investimento, cada decisão passa por análise de retorno. O futebol deixa de ser conduzido por impulso e passa a ser gerido como negócio.

A segunda é a formação como ativo central.
Enquanto muitos clubes grandes recorrem à base em momentos de crise, os menores estruturam sua operação em cima dela. Formar, desenvolver e negociar atletas deixa de ser solução emergencial e passa a ser o motor financeiro.

A terceira é a sustentabilidade antes do protagonismo.
Não existe a obsessão pelo resultado imediato a qualquer custo. Existe planejamento. Subir de divisão, consolidar marca, estruturar ativos e crescer com consistência. Valorizar marca. 

SAF não é milagre. É método e processo. 

Existe uma narrativa perigosa no mercado de que SAF resolve tudo. Não resolve.

SAF é estrutura. E estrutura não salva gestão ruim — ela expõe.

O que diferencia projetos como Barra FC ou São Bernardo não é apenas o modelo jurídico. É a clareza estratégica. Eles operam com respostas simples para perguntas que muitos clubes ainda ignoram:

Quem somos?
Onde queremos chegar?
Como vamos ganhar dinheiro?

Pode parecer básico. Mas no futebol brasileiro, isso ainda é diferencial competitivo.

O efeito que vai além do campo

Quando clubes menores passam a operar como empresas, o impacto não fica restrito a eles.

O mercado inteiro evolui.

O processo de captação de atletas se profissionaliza.
O scouting ganha inteligência e método.
Investidores começam a enxergar o futebol como ativo, não apenas como paixão.
A cadeia como um todo se torna mais eficiente.

Esses clubes deixam de ser coadjuvantes e passam a funcionar como plataformas de negócios.

Onde está a verdadeira oportunidade? 

Enquanto muitos ainda disputam espaço nos grandes centros, existe um movimento mais estratégico acontecendo fora do radar.

Os clubes menores se tornaram hoje o melhor terreno para construção de valor no futebol brasileiro.

O custo de entrada é mais baixo.
O potencial de valorização é alto.
A interferência política é menor.
E o espaço para inovação é muito maior.

Quem entende isso para de competir por visibilidade imediata e começa a construir estrutura de longo prazo.

Uma reflexão necessária

O futebol brasileiro sempre foi gigante dentro de campo. Isso nunca esteve em discussão.

Mas fora dele, por muito tempo, jogou pequeno.

As SAFs nos clubes menores mostram um caminho diferente. Um caminho com menos improviso, menos emoção desorganizada e mais visão de negócio.

Talvez o futuro do nosso futebol não esteja em tentar salvar os gigantes de ontem.

Mas em construir, com inteligência, os tubarões  do futuro.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 19/04/2026 - 09:06 Atualizado em 19/04/2026 - 09:34

Tem coisa que vai além do resultado. Representa identidade, raiz e futuro.

Tainá Maranhão, ex-atleta do Criciúma feminino, acaba de conquistar um título importante com a Seleção Brasileira: campeã do FIFA Series, competição oficial preparatória para a Copa do Mundo.

Na final, o Brasil venceu o Canadá por 1 a 0, com gol de Aline Gomes, em um jogo duro, daqueles que exigem maturidade, leitura e personalidade. E foi exatamente aí que Tainá se destacou: habilidosa, ousada, ofensiva. consistente e cada vez mais presente no time, mostrou por que vem ganhando espaço na Seleção.

O Canadá é uma das grandes potências do futebol feminino mundial. Não é qualquer vitória. É a resposta de um grupo que está em evolução, construindo identidade e, principalmente, confiança para chegar forte na Copa do Mundo de 2027.

Após a conquista, Tainá foi direta, com a simplicidade de quem sabe o tamanho do momento:
"Um jogo muito difícil, contra uma grande seleção, mas vencemos com a nossa qualidade. É o meu primeiro título pela Seleção e estou muito feliz por viver isso."

Por trás dessa conquista, há história. Tainá é cria de Criciúma, formada nas meninas carvoeiras, carregando uma cidade inteira no peito. É o tipo de trajetória que inspira, principalmente outras jovens que olham para o esporte como caminho real de transformação.

Quando uma atleta com essa origem chega à Seleção e entrega nesse nível, ela não conquista só um título. Ela abre portas e inspira outras jovens.

Parabéns ao futebol feminino brasileiro. E, em especial, à Tainá, que segue levando o nome de Criciúma para o mundo com personalidade e resultado.

Pra frente, Brasil, salve a seleção

 

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

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