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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Alex Maranhão 03/11/2026 - 07:44 Atualizado em 03/11/2026 - 07:52

O Criciúma está garantido no G6 e vai disputar os playoffs em busca do tão sonhado retorno à Série A. E se existe um superpoder que pode fazer a diferença nessa caminhada, ele tem nome e endereço: o fator Heriberto Hülse!

No Majestoso o Tigre se transforma. São 18 jogos em casa, 11 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas, com 68,5% de aproveitamento e 37 pontos conquistados.

Números que mostram a força do Criciúma diante da sua torcida e a importância de transformar o HH em um verdadeiro caldeirão.

Em uma competição tão equilibrada como a Série B, decidir em casa pode ser um diferencial enorme. Ter o torcedor ao lado, empurrando o time a cada dividida, cada ataque e cada minuto de jogo, pode fazer a diferença entre ficar pelo caminho e conquistar o acesso.

O Tigre já mostrou que é forte no Majestoso. Agora, mais do que nunca, precisa dessa conexão entre arquibancada e campo.

O acesso passa pelo HH. E o sonho da Série A precisa de uma cidade inteira empurrando e jogando junto com o Criciúma!

A força da torcida pode ser o combustível para mais uma grande conquista.

Vamos juntos, Tigre! 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 19/10/2026 - 12:31 Atualizado em 19/10/2026 - 12:40

04 vitórias em 05 jogos. Segunda melhor defesa do campeonato. Contra números, não há argumentos.

O Criciúma vive um dos seus melhores momentos nesta edição do Campeonato Brasileiro da Série B. Sob o comando de Humberto Louzer, o Tigre reencontrou consistência, confiança e solidez, transformando boas atuações em resultados importantes.

A vitória sobre o São Bernardo, fora de casa, reforça esse momento positivo e coloca o time carvoeiro cada vez mais firme na disputa por uma vaga no G-6, justamente nesta reta decisiva da competição.

É claro que o torcedor tem todo o direito de cobrar. Afinal, a exigência faz parte da história e da grandeza do Criciúma. Há quem questione o desempenho, cobre um futebol mais vistoso e queira ver o time dando espetáculo dentro de campo.

Mas fica a pergunta: neste momento da competição, o que é mais importante? Um futebol bonito ou resultados que levem o Criciúma ao objetivo desejado?

É evidente que o ideal é unir as duas coisas. Porém, na reta final, quando cada ponto pode fazer a diferença, vencer, somar pontos e manter a regularidade é fundamental.

E isso o Criciúma vem fazendo muito bem.

O time está cumprindo seu papel dentro de campo. Agora, é hora de a torcida fazer o seu também. Quando o Tigre voltar ao Heriberto Hülse, o momento pede casa cheia, apoio e energia positiva.

A arquibancada pode ser um diferencial importante nessa caminhada. A cobrança faz parte do futebol, mas saber reconhecer o bom momento e apoiar quando o time demonstra evolução também é papel de uma torcida apaixonada.

O Criciúma está vivo, competitivo e com motivos para acreditar.

04 vitórias em 05 jogos. O Tigre voltou a vencer, voltou a ganhar confiança e segue firme na briga pelo acesso.

Agora é manter os pés no chão, continuar trabalhando e transformar essa boa fase no resultado que todos desejam.

O TIGRE ESTÁ NA BRIGA. E O HERIBERTO HÜLSE PRECISA FAZER A SUA PARTE!

Alex Maranhão
Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 13/10/2026 - 07:12 Atualizado em 13/10/2026 - 08:47

Terceira vitória em quatro jogos na era Humberto Louzer. O Criciúma venceu o América-MG por 1 a 0, placar magro, mas de enorme representatividade na tabela de classificação. O Tigre chega aos 56 pontos e mantém vivo o sonho de entrar no G-4.

Sob o comando de Louzer, são 09 pontos conquistados em 12 disputados, com aproveitamento de 75%. Um início que dá confiança e coloca o Criciúma de vez na briga pelo acesso.

Os próximos confrontos serão determinantes. São Bernardo, Ponte Preta, Novorizontino, Sport e Vila Nova aparecem no caminho de um Tigre que precisa manter a regularidade e transformar evolução em resultados. Se sustentar esse ritmo, o time carvoeiro tem grandes chances de chegar ao G-4 e trazer a decisão para o Heriberto Hülse.

O Criciúma tem uma nova identidade dentro de campo. A equipe demonstra uma ideia mais clara de jogo, com posse de bola, controle e melhor ocupação dos espaços. Quando Otero, Jonatha Robert e Felipe Mateus estão em campo, a construção ganha qualidade. São jogadores inteligentes, de boa técnica, capazes de encontrar soluções e criar oportunidades onde antes faltava criatividade.

Nesse modelo, Nicolas também parece encaixar melhor do que o Tanque. Com mais recursos técnicos para trabalhar fora da área, oferece mais alternativas na construção ofensiva.

O Tigre vai ganhando corpo justamente no momento mais decisivo da Série B. É uma reta final em que cada ponto pesa, cada erro custa caro e cada detalhe pode definir o destino de uma temporada.

A vaga no G-4 ainda precisa ser conquistada, mas o Criciúma começa a mostrar futebol e consistência para acreditar.

Avante, Tigrão!

Alex Maranhão | Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 06/10/2026 - 07:19 Atualizado em 06/10/2026 - 09:28

No futebol, camisa também é ativo. É mídia, é posicionamento e, principalmente, é conexão com a torcida.

E o Criciúma acaba de fazer um movimento que vai além do campo.

Com a saída e a redução da presença das Bets no mercado esportivo, abre-se novamente espaço para as marcas locais ocuparem um território que sempre teve enorme valor: estar ao lado do clube, da cidade e do torcedor.

O Tigre fechou com a Hiper Freios como patrocinadora master para a sequência da temporada. Uma parceria que considero muito positiva para os dois lados.

Para a Hiper Freios, significa colocar sua marca diariamente em evidência, associada a um clube que possui forte identificação regional e uma torcida apaixonada. Não é apenas exposição. É presença, lembrança e conexão com o consumidor.

Para o Criciúma, é a confirmação de que o mercado local está olhando novamente para o clube como uma plataforma relevante de negócios.

E aqui está o ponto mais importante: essa parceria pode abrir caminho para outras empresas.

O Criciúma vive um momento esportivo de crescimento. A chegada de Umberto Louzer trouxe organização, competitividade e uma nova perspectiva para a equipe. O time voltou a sonhar alto e está firme na briga pelo acesso.

Quando o futebol responde dentro de campo, o mercado costuma responder fora dele.

É uma equação simples: bom desempenho + exposição + torcida + identidade regional = oportunidade comercial.

A diretoria acertou ao aproximar o clube das empresas da região.

Porque o Criciúma não é apenas um time de futebol. É uma das maiores plataformas de conexão entre marcas e consumidores do Sul de Santa Catarina.

E talvez este seja o início de um novo ciclo.

Um ciclo em que as empresas locais percebem que investir no Tigre não é apenas colocar uma logo na camisa.

É associar sua marca a uma paixão.

E quando essa paixão está vivendo um bom momento, o valor dessa associação aumenta ainda mais.

No futebol e nos negócios, quem chega primeiro costuma ocupar os melhores espaços.

Alex Maranhão | Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 01/10/2026 - 06:12 Atualizado em 01/10/2026 - 07:58

A bola agora está no campo jurídico.

O Flamengo foi ao STF questionar os efeitos da MP das Bets e colocou no centro da discussão um problema que mexe diretamente com o futebol brasileiro: dinheiro, planejamento e contratos de patrocínio.

Os clubes alegam que o encerramento imediato desses acordos provoca um impacto forte no caixa e defendem uma transição que permita adaptação e planejamento e que a decisão requer o envolvimento de todos os envolvidos. 

Do outro lado, existe uma questão que também precisa ser enfrentada: os efeitos sociais provocados pelo crescimento das apostas e a necessidade de combater o jogo ilegal e a dependência em todos os âmbitos afinal se a lei serve para serve para todos sem distinções. 

É justamente aí que começa a grande discussão.

Não se trata apenas de camisa estampada ou placa de publicidade. O dinheiro das bets entrou na estrutura financeira do futebol e hoje faz parte do planejamento de muitos clubes ao longo de todo o contrato. 

O Flamengo abriu a frente. Outros clubes acompanham de perto. E o que parecia uma questão isolada começa a ganhar contornos de uma disputa maior entre futebol, governo e Justiça.

A guerra está aberta.

Agora, resta saber como será jogado esse segundo tempo dessa disputa. 

Porque fora das quatro linhas também existe um jogo importante. O de bastidores. E, nesse jogo, que vença o equilíbrio, o diálogo e uma solução que respeite o esporte, as pessoas e o torcedor brasileiro.

Alex Maranhão
Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 30/09/2026 - 08:04 Atualizado em 30/09/2026 - 08:16

Dois jogadores, três mudanças, as entradas de Jean Irmer e Nicolas deram sustentação a esse novo onze.

A chegada de Umberto Louzer trouxe mais do que uma mudança de esquema. Trouxe oportunidade para atletas que estavam em baixa com Eduardo Baptista e que, diante da nova comissão técnica, ganharam espaço. E souberam aproveitar.

Louzer chegou, colocou as peças na mesa e mudou a forma de jogar.

Um Criciúma mais técnico, com dois zagueiros, um primeiro volante de marcação, uma linha de três meias e um camisa 9 de ofício.

Básico? Sim.

Mas, muitas vezes, o futebol pede exatamente isso: feijão com arroz bem feito.

E nessa nova receita, dois jogadores chamaram a atenção.

Nicolas, pelo gol, mas principalmente pelo que representa a função de um camisa 9. É o jogador da última bola. O homem que precisa estar ali para fazer o pivô, atacar a área e definir. É para isso que o centroavante vive.

Já Jean Irmer parece ter chegado para ficar.

Forte nos duelos, agressivo, competitivo ao extremo e com uma leitura de jogo que chamou a atenção logo de cara. É o volante que protege a última linha defensiva, cobre os lados, interrompe contra-ataques e ainda tem qualidade para jogar.

Tem bom passe, saída limpa e dá aos três meias a possibilidade de receber a bola em melhores condições.

Dois jogadores. Três mudanças.

Porque a entrada deles não muda apenas os nomes da escalação. Muda o comportamento do time.

E há algo ainda mais importante nesse novo Criciúma: o time parece ter recuperado uma característica que vinha faltando no Heriberto Hülse.

Vontade de ter a bola.

Vontade de controlar o jogo. De trocar passes. De construir. De jogar.

Louzer está sendo corajoso ao dar ao Tigre uma nova identidade.

Nem sempre, quando se troca o treinador, a mudança significa retrocesso. Às vezes, ela abre espaço para novas ideias, novas peças e uma nova maneira de enxergar o jogo.

O clássico mostrou isso.

Ainda é cedo para cravar qualquer coisa. Mas o Criciúma voltou a dar sinais de vida.

E o Tigre está vivo na briga.

Alex Maranhão
Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 29/09/2026 - 09:08 Atualizado em 29/09/2026 - 09:19

Umberto Louzer chegou, treinou, mudou o time, introduziu novas ideias e, logo no primeiro grande teste, funcionou.

O 3 a 0 diante do Avaí, no clássico, vai muito além dos gols. O Criciúma apresentou um novo comportamento. Foi mais organizado, melhor posicionado e, principalmente, teve uma ideia clara de jogo.

As escolhas por Jean Irmer e Nicolas podem se tornar importantes para a sustentação desse novo onze. A formação com dois zagueiros, mantendo Marcinho mais próximo da linha de quatro defensores, parece extrair desses jogadores aquilo que eles têm de melhor.

Mas a grande mudança está no meio-campo.Tão criticado nas últimas partidas, o setor agora ganhou um quinteto formado por Jean Irmer, Ronald, Felipe Matheus, Otero e Jonata Robert. Jogadores que trocam constantemente de posição, dificultando o encaixe da marcação adversária e oferecendo mais possibilidades para a construção do jogo.

É verdade que ainda falta mais ataque ao espaço, mais profundidade e agressividade sem a bola. Mas, em compensação, o Criciúma ganhou qualidade no jogo apoiado, circulação e capacidade de controlar os momentos da partida.

E isso é significativo para um time que vinha encontrando enormes dificuldades para construir e organizar seu jogo de trás para frente. 

Contra o Avaí, o Tigre não ficou simplesmente esperando o jogo acontecer. Pensou o jogo. Escolheu onde atacar, teve paciência com a bola, teve aproximação, criou jogadas e controlou o clássico.

Foi uma atuação de protagonismo.

Ainda é cedo para tirar grandes conclusões. É apenas o começo do trabalho de Humberto Louzer. Mas o que chama atenção não é apenas a vitória. É a coragem de mudar, de propor e de construir uma identidade diferente de um time corajoso que a bola não queima mas no pé e sabe o que é estratégico, pensado cada movimento. 

Contra o Avaí, essa aposta funcionou muito bem.O Tigre foi soberano no clássico.

Agora é transformar uma grande estreia em um novo padrão de comportamento.

Avante, Tigrão!

Alex Maranhão | Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 28/09/2026 - 07:48 Atualizado em 28/09/2026 - 08:18

O Criciúma goleou o Avaí por 3 a 0 e lavou a alma do torcedor que compareceu em ótimo número ao Heriberto Hülse.

O momento era de tensão. Instabilidade, cobrança e pressão cercavam o Criciúma. Mas, com a chegada de Umberto Louzer e justamente com um clássico pela frente, aquilo que parecia um problema virou uma grande oportunidade para mudar o cenário.

E mudou.

O Criciúma apresentou outra postura. Mais agressivo, intenso, competitivo e ríspido nos duelos. Pressão alta desde o primeiro minuto, marcação forte e disposição para disputar cada bola. Foi um time que entendeu o tamanho do jogo e jogou clássico como clássico deve ser jogado.

O modelo com três zagueiros ficou para trás. As entradas de Jean Irmer e Nicolas deram sustentação e segurança à equipe. Jonathan Robert chamou o jogo, foi protagonista e mostrou personalidade. E William Lepo, mesmo improvisado na ala esquerda, fez uma partida de muita qualidade.

Mas talvez o mais importante tenha sido a reconexão com o torcedor.

O Criciúma não apenas venceu. Convenceu.

Jogou bem, foi dominante, ganhou os duelos e, principalmente, devolveu ao torcedor aquilo que vinha faltando: esperança.

A vitória sobre o Avaí tem peso de clássico, de tabela e de confiança. É o tipo de resultado que pode mudar o ambiente de um clube.

Umberto Louzer começou sua história no comando do Tigre com uma goleada, uma atuação convincente e uma mensagem clara: o Criciúma está vivo na briga pelo acesso.

E depois de uma noite como essa, o torcedor volta a acreditar.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 23/09/2026 - 08:46 Atualizado em 23/09/2026 - 08:56

O futebol é resultado, e quando a bola não entra, as cobranças chegam. Ao que tudo indica, chega ao fim a passagem de Eduardo Baptista pelo comando do Criciúma.

A derrota por 2 a 0 para o Operário, na noite de ontem, deve selar o destino de um treinador que já escreveu capítulos importantes na história recente do Tigre. Eduardo Baptista não pode ser julgado apenas pelo momento atual.

Foi ele quem ajudou a salvar o Criciúma de um rebaixamento e conduziu um trabalho de recuperação impecável. No primeiro turno, colocou o Tigre na liderança da Série B e fez o torcedor sonhar com o acesso.

Mas o futebol é dinâmico. E o segundo turno transformou completamente o cenário.

O aproveitamento despencou de aproximadamente 67% para 29%. A produtividade caiu, o desempenho coletivo perdeu força e a equipe deixou de transmitir a mesma segurança que apresentava anteriormente.

O Criciúma perdeu desempenho. E, no futebol brasileiro, quase sempre alguém precisa pagar essa conta.

Eduardo é um grande comandante, um profissional respeitado e, acima de tudo, um cara do bem. Tem serviços prestados ao clube e merece o reconhecimento pelo que construiu. Mas também tem sua parcela de responsabilidade nessa fase black sim.

A pergunta é: será que toda a responsabilidade está nas mãos do treinador? Na minha visão, não.

O jogo contra o Operário oferece um retrato importante dessa discussão. O Criciúma terminou a partida com 65% de posse de bola, 26 finalizações e 18 escanteios. Números que mostram uma equipe com volume ofensivo, mas incapaz de transformar domínio em gols.

E aí entra uma reflexão: até que ponto a culpa é somente do treinador? E quanto dessa responsabilidade pertence aos jogadores?

Porque são os atletas que entram em campo. São eles que precisam executar, vencer duelos, finalizar melhor e assumir o protagonismo nos momentos decisivos.

O treinador pode organizar, orientar e corrigir. Mas, quando a bola rola, a execução passa pelos jogadores.

Mas fica a pergunta para o torcedor do Tigre: a troca de comando será suficiente para mudar o rumo da equipe? Ou o Criciúma precisa de uma transformação mais profunda, que envolva também mais atitude, desempenho e postura dos jogadores?

O acesso continua sendo o objetivo. E o tempo está cada vez mais curto.

A saída de Eduardo encerra um vínculo que vinha estremecido, e foi feito o que a grande massa queria. Agora, o Criciúma precisa reencontrar sua identidade, recuperar a confiança e voltar a competir à altura daquilo que a Série B exige.

Dias melhores ao tigre!

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 21/09/2026 - 07:43 Atualizado em 21/09/2026 - 07:56

O Criciúma enfrenta o Operário em uma noite que exige atitude, personalidade e compromisso com o acesso

Hoje não é apenas mais um jogo de Série B. É uma noite para o Criciúma mostrar que ainda tem força, futebol e ambição para continuar sonhando com o acesso.

Às 19h30, o Tigre recebe o Operário no Heriberto Hülse. Um adversário complicado, uma partida que exige concentração máxima e um resultado que pode aliviar a pressão que cresce pelos lados do Majestoso.

Hoje, para o Criciúma, vencer não é luxo. É necessidade.

O campeonato entra em uma fase em que cada ponto tem um peso enorme. O Tigre continua vivo na briga pelo acesso, mas precisa transformar essa possibilidade em atitude dentro de campo. Não basta olhar para a tabela, fazer contas e esperar que os concorrentes tropecem. É preciso fazer a própria parte.

E fazer a própria parte, nesta noite, significa competir em intensidade máxima.

O torcedor do Criciúma não espera um time perfeito. Futebol não funciona assim. Mas espera uma equipe que entre em campo sabendo o tamanho da responsabilidade, que dispute cada bola, que seja intensa, organizada e tenha coragem para buscar o resultado.

Depois de atuações que deixaram dúvidas e aumentaram a cobrança, o time precisa dar uma resposta. Não apenas no placar, mas na postura.

Porque uma vitória pode representar muito mais do que três pontos. Pode devolver confiança ao elenco, aproximar novamente o torcedor e mostrar que o Criciúma tem condições de enfrentar a reta decisiva com personalidade.

Mas o Operário não vai entregar nada.

Será necessário jogar com inteligência, respeitar o adversário e, ao mesmo tempo, impor a força de quem está em casa. O Heriberto Hülse precisa ser um aliado, e a equipe precisa fazer o torcedor acreditar desde os primeiros minutos.

O acesso não se conquista apenas com discurso. Conquista-se com desempenho, regularidade e capacidade de vencer os jogos que se apresentam.

Hoje é um desses jogos.

O Criciúma ainda está na briga. A oportunidade existe. Mas o futebol exige respostas no presente, não apenas promessas para o futuro.

Que o Tigre entre em campo com fome, coragem e organização. Que os jogadores entendam o momento. Que a camisa pese positivamente. E que, ao apito final, o torcedor possa sair do Majestoso com a sensação de que o time entregou tudo o que precisava entregar.

Porque a Série B não espera.

Hoje, só a vitória interessa. E o Criciúma precisa mostrar que está pronto para lutar por ela em sua máxima capacidade.

Vamos Tigre!

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 14/09/2026 - 08:07 Atualizado em 14/09/2026 - 08:10

A goleada por 4 a 0 para o Atlético-GO foi desastrosa. E, sinceramente, o placar até saiu barato. Poderia ter sido ainda maior.

Mas o que mais preocupa o torcedor do Criciúma não é apenas o resultado. É a forma como o Tigre vem competindo neste segundo turno.

Um time moroso, passivo, que não encurta espaços, erra demais defensivamente e acaba sendo duramente punido pelos adversários.

E quando o adversário percebe que você não reage, ele cresce. Foi exatamente o que aconteceu. O Atlético amassou o Tigre!

Eduardo Baptista tem responsabilidade, claro. Ele é o comandante e será sempre o primeiro a ser cobrado. Mas, em uma análise racional de causa e efeito, precisamos fazer algumas perguntas: quem está errando defensivamente? Quem não está fazendo os gols quando as oportunidades aparecem? Quem não está performando?

Os atletas estão entregando pouco, muito aquém daquilo que podem e, principalmente, muito abaixo do que esse próprio elenco já provou ser capaz de fazer.

Por isso, sou totalmente contra decisões precipitadas e trocas no comando por barulho ou pressão de torcida.  Mas sou completamente a favor de cobrança, de respostas e, principalmente, de atitude.

E essas respostas precisam ser dadas dentro da arena, no campo, porque é lá que o futebol se resolve.

O Criciúma chegou até aqui porque construiu uma identidade. Foi competitivo, sólido e mostrou força durante boa parte da competição. Não pode simplesmente perder essas características justamente na reta decisiva.

Agora é hora de unir forças.

Torcida, comissão técnica, jogadores e direção precisam dar as mãos em torno de uma missão maior: manter  o Criciúma no G6 e lutar até o fim pelo acesso.

Ainda há campeonato.

Mas é preciso reagir.

Dias melhores ao Tigre. 🐯

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 09/09/2026 - 08:16 Atualizado em 09/09/2026 - 08:18

O Juventude venceu o Criciúma por 2 a 0 em pleno Majestoso e mostra por que tem a melhor defesa da Série B.

Vitória maiúscula do time de Caxias do Sul. O Juventude não se intimidou com o Majestoso lotado, com quase 15 mil pessoas, e fez exatamente o jogo que precisava fazer.

Foi um jogo de Copa.

Um time cascudo, matreiro, competitivo, que sabe jogar em condições adversas. Competiu ao extremo, fez um jogo duro, ríspido em alguns momentos e conseguiu tirar o Criciúma de Eduardo Baptista da sua zona de conforto.

O Tigre até começou bem. Ritmo forte, agressividade e principalmente muita força pelo lado direito , com William Lepo. Chegou a balançar as redes, com Ronald, mas o gol foi anulado.

Depois dos 25 minutos, porém, o ritmo caiu.

E foi aí que o Juventude cresceu.

Controlou o jogo dentro da sua estratégia, fechou os espaços e mostrou por que possui a melhor defesa do campeonato. Foi eficiente, competitivo e cirúrgico quando teve as oportunidades.

O Criciúma, por sua vez, precisa encontrar alternativas para partidas como essa.

Não necessariamente mudar o sistema ou trocar peças, mas aumentar o repertório. Encontrar estratégias diferentes, criar fatos novos durante a partida, provocar desconforto no adversário e, principalmente, deixar de ser previsível quando o jogo exigir outra solução.

Em uma Série B tão equilibrada, esses detalhes fazem diferença.

O Criciúma perdeu para o líder. Perdeu para a melhor defesa da competição. Mas, principalmente, perdeu porque não conseguiu competir à altura do adversário, que foi melhor e mereceu vencer.

É uma derrota que precisa servir de aprendizado.

O campeonato é longo. O Tigre já mostrou que tem força para brigar na parte de cima da tabela. Agora precisa mostrar que também sabe vencer quando o jogo não acontece do jeito que gostaria.

Dias melhores ao Tigre.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 08/09/2026 - 08:52 Atualizado em 08/09/2026 - 08:55

Criciúma x Juventude é daqueles jogos que valem mais do que três pontos.

É confronto direto pela parte de cima da tabela, entre duas equipes que chegam muito próximas em desempenho, com elencos parecidos, bem treinadas e que encontraram, ao longo da competição, modelos capazes de entregar regularidade.

O Juventude chega no seu melhor momento. São cinco jogos sem perder, mostrando consistência justamente na reta em que a Série B começa a afunilar.

Mas jogar no Heriberto Hülse é outra história.

O Criciúma precisa fazer valer o seu caldeirão. E, principalmente, jogar uma partida de erro zero.

Será um jogo extremamente tático. Poucos espaços, muita disputa no meio-campo e duas equipes conscientes de que qualquer detalhe pode definir o resultado.

É aí que entram as individualidades.

Em partidas desse tamanho, organização é fundamental, mas talento decide. Uma bola parada, uma jogada individual, uma tomada de decisão diferente pode mudar completamente o roteiro.

O Criciúma precisa encontrar esse diferencial dentro de casa.

Não espero um jogo de muitos gols. Espero um jogo de muita estratégia, intensidade e concentração. Um daqueles confrontos em que o time que conseguir controlar melhor a ansiedade e errar menos terá uma vantagem enorme.

A Série B está chegando naquele momento em que cada rodada pesa mais.

Quem errar menos, segue na ponta.

E hoje, no Majestoso, o Tigre tem a oportunidade de mostrar que quer mais do que estar entre os primeiros. Quer permanecer lá.

Vamos Tigre 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 31/08/2026 - 14:01 Atualizado em 31/08/2026 - 14:11


Não, não estamos falando de futebol.
Estamos falando de uma criança de oito anos que subiu a arquibancada com um cartaz nas mãos e um sonho no peito. Estamos falando de um garoto que, mesmo torcendo pelo Corinthians, teve a coragem — porque é preciso coragem, sim, mesmo sendo criança — de admirar um adversário e um ídolo.
E estamos falando do que aconteceu depois: adultos gritando, xingando, perseguindo uma criança até a saída do estádio, escoltada por policiais, como se tivesse cometido um crime.
O crime dela foi sorrir.
Na Neo Química Arena, Neymar presenteou o menino com a camisa que usava em campo, atendendo ao pedido escrito na faixa que ele carregava. Por um instante, o futebol foi aquilo que prometeu ser desde sempre: encontro, afeto, admiração que atravessa rivalidades. Mas o instante seguinte revelou outra coisa. Parte da torcida corintiana, inconformada com a derrota, transformou a alegria de uma criança em alvo. A família precisou deixar o setor cercada por seguranças, como se estivesse fugindo de uma guerra — e, em certo sentido, estava.
Isso não é paixão. Paixão não humilha uma criança. Paixão não precisa de escolta policial para proteger um sorriso.
O que vimos ontem foi o retrato de uma sociedade que perdeu a medida das coisas. Uma sociedade em que a derrota dói tanto, e a intolerância cabe tão facilmente no peito, que sobra até para os mais indefesos. Se um garoto de oito anos não está a salvo de gritar torcendo o time errado — ou de simplesmente admirar um ídolo —, então o problema não é mais o futebol. O problema somos nós.
O esporte é só o espelho. E o que ele reflete, dessa vez, é feio.
Fica a pergunta que incomoda: em que momento trocamos o amor pelo clube pelo ódio ao outro? Em que momento a arquibancada deixou de ser lugar de festa para virar terreno de caça? Um menino queria apenas guardar uma lembrança. Guardou, sim — mas também vai guardar o medo.
O futebol não está doente. Quem está doente é parte de quem o assiste.
E enquanto seguirmos tratando isso como “coisa de torcedor exaltado”, continuaremos vendo crianças chorarem por motivos errados dentro dos estádios que deveriam ser, antes de tudo, lugares seguros para sonhar.
O Alerta dado. Resta saber se alguém vai ouvir.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 24/08/2026 - 08:06 Atualizado em 24/08/2026 - 08:09

O jogo de ontem deixou um recado claro: o returno da Série B é outro campeonato.

O Fortaleza veio a Criciúma e não deixou o atual líder jogar. O 2 a 0 foi justo e mostrou um time cearense extremamente organizado, competitivo e consciente do que precisava fazer para sair do Heriberto Hülse com os três pontos.

O primeiro tempo foi muito truncado. O time de Paulo Autuori fez um jogo físico, dificultou a construção do Criciúma e apostou nas bolas paradas de Mailton.

Mas foi em uma transição ofensiva muito bem construída que o Fortaleza abriu o placar. A jogada terminou em uma finalização linda e precisa de Pedro Henrique. Um golaço.

Na segunda etapa, Eduardo Baptista mudou a estrutura. Abriu mão dos três zagueiros e colocou Iago na ala. O Criciúma melhorou, tomou conta do jogo e passou praticamente os 45 minutos no campo de ataque.

Foram mais de 40 cruzamentos, muita pressão, mas faltou o principal: eficácia.

O Fortaleza deu uma verdadeira aula defensiva. Linha de cinco muito bem posicionada, volantes fechando o funil, 0s 10 atrás da linha da bola  e pouquíssimos espaços para o Tigre entrar. O Criciúma tentou de todas as formas, mas não conseguiu quebrar a cadeia defensiva do adversário.

E fica o alerta.

Nos últimos nove pontos disputados, o Tigre conquistou apenas quatro. A gordura diminuiu e a liderança, que parecia confortável, agora exige ainda mais atenção.

O Criciúma continua na ponta, mas precisa recuperar rapidamente a sua principal característica: ser letal no ataque e sólido na defesa.

Derrotas também ensinam. E é justamente isso que espero que aconteça agora.

Que o Tigre saiba entender onde errou, faça os ajustes necessários e volte ainda mais forte para a sequência da competição.

Porque o campeonato mudou.

E daqui para frente, cada ponto vai valer ainda mais.

Dias melhores ao Tigrão.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 19/08/2026 - 07:39 Atualizado em 19/08/2026 - 07:42

O confronto contra o Botafogo-SP, fora de casa, tem muitos pormenores envolvidos — e não é só mais uma rodada.

 

O Criciúma chega para o jogo com mudanças no time titular e desfalques que pesam. Toda alteração tem seu preço: a falta de entrosamento tende a se manifestar nos minutos iniciais, naquele processo natural de reencaixe, de reconstrução da sintonia que só o tempo de jogo é capaz de oferecer. É provável que a equipe sinta um pouco esse ajuste antes de encontrar seu ritmo.

 

Mas há algo que este elenco vem revelando ao longo da temporada: a capacidade de se reinventar, de superar desafios. É sobre precisão. É sobre saber que o jogo se decide nos detalhes, e que o time preparado é aquele que não desperdiça o que constrói.

 

Porque, hoje, o que está em jogo transcende a rodada. É a liderança. É a reafirmação de um momento consistente. E é também um reencontro com a própria história: do outro lado estará Cláudio Tencati, um dos maiores técnicos da história do Tigre.

 

Estrategista, vencedor, conhece o time carvoeiro como poucos e vai fazer de tudo para vencer. E esse é o poder que só a Série B proporciona: zero garantias, cada rodada uma nova emoção. É preciso dar o máximo dentro da arena durante os 90 minutos.

 

E o Tigre tem feito isso com maestria — sólido defensivamente e letal nas oportunidades que cria. Hoje é jogo pra isso!

 

Que vença o melhor. Dale, Tigre!

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

 

Por Alex Maranhão 17/08/2026 - 08:07 Atualizado em 17/08/2026 - 08:09


A vitória por 1 a 0 sobre o Goiás reforçou algo que temos visto com cada vez mais frequência neste Criciúma de Eduardo Baptista: força defensiva, organização tática e eficiência para decidir o jogo.
O Tigre encontrou um padrão. E, em um campeonato de regularidade como a Série B, encontrar um modelo que funciona pode valer muito.
A velha máxima do futebol se faz presente: o melhor ataque é a defesa.
O Criciúma tem a segunda melhor defesa da competição, com apenas 14 gols sofridos em 22 jogos. Números que beiram a excelência e que refletem o entrosamento, a disciplina e a execução dos 11 jogadores no momento sem a bola.
Reafirmo aquilo que venho defendendo: na Série B, vence e chega ao acesso quem sofre menos gols. E o Criciúma de Eduardo Baptista está caminhando muito bem nesse sentido.
É um time competitivo, obediente taticamente e, principalmente, eficiente. Precisa de poucas oportunidades para marcar e sabe como machucar o adversário quando encontra os espaços.
Essa talvez seja uma das principais virtudes deste Tigre: não precisa dominar todos os minutos para controlar o jogo.
O Criciúma encontrou sua identidade. E quando um time encontra um modelo que seus jogadores acreditam, executam e sustentam durante uma competição longa, os resultados aparecem.
Hoje, o Tigre domina a ponta da Série B com autoridade, consistência e muitos méritos.
Ainda há muito campeonato pela frente. Mas o caminho está muito bem traçado.
O acesso é logo ali. Avante, Tricolor!


Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 12/08/2026 - 08:28 Atualizado em 12/08/2026 - 08:34

A novela Marcelo Hermes parece ter chegado ao fim. O jogador, que tem contrato com o Criciúma até o final da Série B, recusou a proposta do Remo, e também a de renovação apresentada pelo clube. A tendência, portanto, é que o lateral cumpra seu vínculo e até o final da série B.

Mas, para mim, a discussão vai muito além da permanência ou não de Hermes.

O Criciúma historicamente adota uma postura mais conservadora na hora de fazer contratos longos. É uma estratégia compreensível. Afinal, no futebol, errar em uma contratação pode custar caro.

Só que existem momentos em que é preciso separar aquisição de atleta de manutenção de patrimônio esportivo.

E Marcelo Hermes é exatamente esse caso.

Estamos falando de um jogador identificado com o clube, com a cidade e com a torcida. Um atleta que construiu uma relação especial com o torcedor carvoeiro e que, nos últimos três anos, foi sem dúvida o melhor lateral -esquerdo  de Santa Catarina.

Um jogador que entrega. Que resolve. Que conhece o ambiente. Que sabe o peso de vestir a camisa do Tigre.

E, principalmente, um jogador que não precisa mais provar que pode jogar no Criciúma.

Hermes já está na galeria dos maiores  laterais-esquerdos que passaram pelo Heriberto Hülse.

Por isso, processos de permanência como esse precisam ser conduzidos com muito cuidado, respeito e inteligência.

Não se trata simplesmente de renovar o contrato de um atleta.

Trata-se de preservar identidade, conhecimento, liderança e DNA de clube.

O Criciúma já viveu situações parecidas no passado. Casos como Arilson e Ygor mostram que existe uma discussão importante sobre como o clube administra seus pilares esportivos.

O futebol mudou.

Hoje, clubes que querem competir de forma consistente precisam pensar não apenas na próxima janela, mas na construção de uma base que permaneça.

É preciso ter referências dentro do vestiário.

É preciso ter jogadores que conheçam o DNA do clube.

É preciso ter atletas que transmitam aos novos contratados aquilo que não está escrito em nenhum contrato: o que significa jogar no Criciúma.

Porque contratar é importante.

Mas manter quem dá identidade ao projeto pode ser ainda mais importante.

Talvez esteja na hora de o Tigre atualizar essa linha de raciocínio.

Não significa abandonar a responsabilidade financeira ou começar a fazer contratos longos para qualquer jogador.

Significa saber identificar aqueles poucos atletas que deixam de ser apenas jogadores e passam a fazer parte da construção do clube.

Hermes é um desses casos.

O Criciúma precisa pensar no longo prazo.

Porque time se monta.

Mas identidade se constrói.
Saudações tricolores.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

 

Por Alex Maranhão 29/07/2026 - 08:58 Atualizado em 29/07/2026 - 09:02

Dentro de campo, o momento do Criciúma é excelente. A equipe lidera a Série B com méritos, joga um futebol consistente e sonha, cada vez mais, com o retorno à elite do futebol brasileiro.

Fora das quatro linhas, porém, o cenário exige atenção. A realidade financeira preocupa. O clube convive com um déficit mensal que gira em torno de R$ 2 milhões, valor que se acumula mês após mês e acende um sinal de alerta para diretoria, torcedores e toda a região.

Mas esse não é um problema exclusivo do Tigre. Muitos clubes brasileiros enfrentam dificuldades semelhantes. A diferença está em quem consegue encontrar soluções antes que o problema se torne irreversível.

Na minha visão, o Criciúma tem três caminhos claros para mudar esse cenário.

O primeiro deles é o acesso à Série A. Esse é, sem dúvida, o grande divisor de águas. Voltar à elite significa elevar o orçamento para algo próximo de R$ 150 milhões por temporada, praticamente triplicando a capacidade de arrecadação do clube entre cotas de televisão, patrocínios, bilheteria e valorização da marca.

O segundo caminho passa pela valorização dos ativos formados em casa. O goleiro Pedro, de apenas 18 anos, é um exemplo. Ainda em processo de amadurecimento, já demonstra qualidade suficiente para despertar o interesse do mercado europeu. Com uma sequência como titular no segundo turno e, principalmente, com o acesso conquistado, não seria exagero imaginar uma negociação na casa dos R$ 10 milhões. Portugal pode ser uma porta de entrada natural. O Criciúma sempre revelou talentos. Talvez tenha chegado a hora de voltar a transformar a base em uma das principais fontes de receita do clube.

O terceiro ponto é o mais desafiador, mas também um dos mais promissores: os naming rights do estádio. Imagine uma Arena Havan, Arena Baly Carvoeira , Arena Librelato ou outra grande marca estampando a casa carvoeira. Poucos ativos em Santa Catarina entregam tanta exposição quanto o estádio Heriberto Hülse. Casa cheia, torcida apaixonada, um programa de sócios forte e uma marca tradicional fazem do Criciúma uma vitrine extremamente valiosa para empresas que buscam visibilidade e conexão com o público.

O Tigre já possui um patrimônio que muitas organizações gostariam de ter: uma torcida fiel, identidade regional e credibilidade construída ao longo da história. Talvez faltem apenas alguns ajustes na estratégia para transformar esse potencial em novas receitas.

As alternativas estão sobre a mesa. O acesso pode acelerar esse processo. A valorização da base pode gerar caixa. Os naming rights podem abrir uma nova fonte de arrecadação recorrente nunca antes vista em SC. 

O momento pede coragem, visão e planejamento. Porque o Criciúma já mostrou que sabe vencer dentro de campo. Agora, precisa construir uma vitória igualmente importante fora dele.

Que o futuro do Tigre seja de equilíbrio  crescimento e novas conquistas.

 

Por Alex Maranhão 20/07/2026 - 08:04 Atualizado em 20/07/2026 - 08:09

Não existe acaso em um campeonato tão equilibrado como a Série B. A liderança do Criciúma é fruto de um trabalho consistente, de uma equipe que aprendeu a competir em alto nível e que entrega desempenho rodada após rodada.
A vitória sobre o Vila nova reflete bem isso, jogo sólido inteligente e de erro zero.
Os números traduzem esse momento: 66% de aproveitamento, terceira melhor defesa da competição e uma impressionante sequência de 14 partidas sem derrota. Mais do que resultados, o Tigre transmite confiança.

Eduardo Baptista encontrou o equilíbrio da equipe. Os alas evoluíram na leitura dos momentos do jogo, o meio-campo ganhou consistência com Felipe Mateus e Otero, enquanto Vaguininho simboliza um ataque comprometido com o coletivo, pressionando, marcando e contribuindo em todas as fases do jogo.

O Criciúma construiu uma identidade. É um time operário, organizado, intenso e eficiente. Não encanta apenas pela técnica, mas pela maturidade, pela disciplina tática e pela competitividade.
A liderança é merecida. E, se mantiver esse nível de regularidade, o acesso deixa de ser apenas um objetivo para se tornar uma consequência.

 

Avante, Tigre!

Alex Maranhão 

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