O jogo de ontem deixou um recado claro: o returno da Série B é outro campeonato.
O Fortaleza veio a Criciúma e não deixou o atual líder jogar. O 2 a 0 foi justo e mostrou um time cearense extremamente organizado, competitivo e consciente do que precisava fazer para sair do Heriberto Hülse com os três pontos.
O primeiro tempo foi muito truncado. O time de Paulo Autuori fez um jogo físico, dificultou a construção do Criciúma e apostou nas bolas paradas de Mailton.
Mas foi em uma transição ofensiva muito bem construída que o Fortaleza abriu o placar. A jogada terminou em uma finalização linda e precisa de Pedro Henrique. Um golaço.
Na segunda etapa, Eduardo Baptista mudou a estrutura. Abriu mão dos três zagueiros e colocou Iago na ala. O Criciúma melhorou, tomou conta do jogo e passou praticamente os 45 minutos no campo de ataque.
Foram mais de 40 cruzamentos, muita pressão, mas faltou o principal: eficácia.
O Fortaleza deu uma verdadeira aula defensiva. Linha de cinco muito bem posicionada, volantes fechando o funil, 0s 10 atrás da linha da bola e pouquíssimos espaços para o Tigre entrar. O Criciúma tentou de todas as formas, mas não conseguiu quebrar a cadeia defensiva do adversário.
E fica o alerta.
Nos últimos nove pontos disputados, o Tigre conquistou apenas quatro. A gordura diminuiu e a liderança, que parecia confortável, agora exige ainda mais atenção.
O Criciúma continua na ponta, mas precisa recuperar rapidamente a sua principal característica: ser letal no ataque e sólido na defesa.
Derrotas também ensinam. E é justamente isso que espero que aconteça agora.
Que o Tigre saiba entender onde errou, faça os ajustes necessários e volte ainda mais forte para a sequência da competição.
Porque o campeonato mudou.
E daqui para frente, cada ponto vai valer ainda mais.
Dias melhores ao Tigrão.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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