O futebol tem uma capacidade única de ensinar. Nas vitórias, ele alimenta sonhos. Nas derrotas, revela verdades.
A eliminação do Brasil dói porque somos uma nação acostumada a disputar finais, não apenas participar delas. Mas a frustração também precisa servir como ponto de partida para uma discussão séria sobre o futuro.
Não é uma derrota de 90 minutos. É o reflexo de um processo. Enquanto outras seleções evoluíram em gestão, metodologia, formação de atletas e identidade de jogo, o Brasil passou anos acreditando que apenas o talento resolveria tudo.
O futebol mundial mudou, mas, muitas vezes, insistimos em viver das lembranças do passado.
Nosso DNA continua sendo um dos mais ricos do planeta. O Brasil ainda produz jogadores capazes de decidir partidas, desequilibrar confrontos e encantar qualquer torcida. O problema nunca foi a falta de talento. O desafio é transformar talento em equipe.
É preciso parar de buscar culpados individuais e começar a corrigir estruturas.
Investir ainda mais na base, dar espaço aos novos talentos, fortalecer a formação de treinadores, criar uma identidade de jogo e pensar o futebol brasileiro como um projeto de longo prazo. As grandes seleções não são construídas entre uma Copa e outra. Elas são resultado de planejamento, continuidade e coragem para fazer ajustes de rota.
Perder faz parte do esporte. Permanecer cometendo os mesmos erros, não.
A camisa amarela continua carregando uma responsabilidade enorme. Ela representa cinco estrelas, uma história incomparável e milhões de brasileiros que continuam acreditando.
O Brasil voltará a ser protagonista. Mas isso não acontecerá por tradição, nem por nostalgia. A próxima conquista começará quando entendermos que o passado inspira, mas não vence jogos. Quem vence é quem evolui.
E, neste momento, evoluir deixou de ser uma opção. Tornou-se uma necessidade.
Dias melhores a um patrimônio Cultural desse esporte chamado seleção brasileira!
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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