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A salvação financeira do Criciúma EC passa por três caminhos

Por Alex Maranhão 29/07/2026 - 08:58 Atualizado há 5 minutos

Dentro de campo, o momento do Criciúma é excelente. A equipe lidera a Série B com méritos, joga um futebol consistente e sonha, cada vez mais, com o retorno à elite do futebol brasileiro.

Fora das quatro linhas, porém, o cenário exige atenção. A realidade financeira preocupa. O clube convive com um déficit mensal que gira em torno de R$ 2 milhões, valor que se acumula mês após mês e acende um sinal de alerta para diretoria, torcedores e toda a região.

Mas esse não é um problema exclusivo do Tigre. Muitos clubes brasileiros enfrentam dificuldades semelhantes. A diferença está em quem consegue encontrar soluções antes que o problema se torne irreversível.

Na minha visão, o Criciúma tem três caminhos claros para mudar esse cenário.

O primeiro deles é o acesso à Série A. Esse é, sem dúvida, o grande divisor de águas. Voltar à elite significa elevar o orçamento para algo próximo de R$ 150 milhões por temporada, praticamente triplicando a capacidade de arrecadação do clube entre cotas de televisão, patrocínios, bilheteria e valorização da marca.

O segundo caminho passa pela valorização dos ativos formados em casa. O goleiro Pedro, de apenas 18 anos, é um exemplo. Ainda em processo de amadurecimento, já demonstra qualidade suficiente para despertar o interesse do mercado europeu. Com uma sequência como titular no segundo turno e, principalmente, com o acesso conquistado, não seria exagero imaginar uma negociação na casa dos R$ 10 milhões. Portugal pode ser uma porta de entrada natural. O Criciúma sempre revelou talentos. Talvez tenha chegado a hora de voltar a transformar a base em uma das principais fontes de receita do clube.

O terceiro ponto é o mais desafiador, mas também um dos mais promissores: os naming rights do estádio. Imagine uma Arena Havan, Arena Baly Carvoeira , Arena Librelato ou outra grande marca estampando a casa carvoeira. Poucos ativos em Santa Catarina entregam tanta exposição quanto o estádio Heriberto Hülse. Casa cheia, torcida apaixonada, um programa de sócios forte e uma marca tradicional fazem do Criciúma uma vitrine extremamente valiosa para empresas que buscam visibilidade e conexão com o público.

O Tigre já possui um patrimônio que muitas organizações gostariam de ter: uma torcida fiel, identidade regional e credibilidade construída ao longo da história. Talvez faltem apenas alguns ajustes na estratégia para transformar esse potencial em novas receitas.

As alternativas estão sobre a mesa. O acesso pode acelerar esse processo. A valorização da base pode gerar caixa. Os naming rights podem abrir uma nova fonte de arrecadação recorrente nunca antes vista em SC. 

O momento pede coragem, visão e planejamento. Porque o Criciúma já mostrou que sabe vencer dentro de campo. Agora, precisa construir uma vitória igualmente importante fora dele.

Que o futuro do Tigre seja de equilíbrio  crescimento e novas conquistas.

 

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