A eliminação da seleção brasileira foi o retrato fiel de um ciclo mal construído.
O Brasil teve oportunidades, mas não soube aproveitá-las. Do outro lado, a Noruega, uma seleção considerada intermediária no cenário mundial, deu um verdadeiro baile. Jogou com organização, qualidade, intensidade e eficiência. Venceu por 2 a 0 e, em muitos momentos, parecia vestir a camisa que um dia foi do Brasil.
O que vimos não foi apenas uma derrota. Foi a consequência de anos de decisões equivocadas, falta de continuidade e da ausência de um projeto sólido.
Chegamos à Copa aos trancos e barrancos. E saímos da mesma forma.
Como brasileiros, dói ver a Seleção nessa situação. Mas ignorar a realidade seria ainda pior.
Já são 20 anos sem conquistar um título mundial.
Enquanto outras seleções investiram em metodologia, gestão, formação de atletas e desenvolvimento coletivo, o Brasil continuou acreditando que a tradição e o peso da camisa venceriam os jogos.
Não vencem.
Essa derrota deixa uma lição que vale tanto para o esporte quanto para o mundo dos negócios.
O sucesso de ontem não garante a vitória de amanhã.
Quem deixa de evoluir fica para trás.
É hora de calçar as sandálias da humildade.
Reconhecer que o jogo mudou.
Entender que talento, sozinho, já não basta.
Vence quem tem processo, disciplina, estratégia, preparo e mentalidade.
E, neste momento, é justamente isso que mais falta ao futebol brasileiro.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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