Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito

Marcelo Hermes fica. Mas o Tigre precisa começar a pensar no longo prazo

Por Alex Maranhão 12/08/2026 - 08:28 Atualizado há 1 hora

A novela Marcelo Hermes parece ter chegado ao fim. O jogador, que tem contrato com o Criciúma até o final da Série B, recusou a proposta do Remo, e também a de renovação apresentada pelo clube. A tendência, portanto, é que o lateral cumpra seu vínculo e até o final da série B.

Mas, para mim, a discussão vai muito além da permanência ou não de Hermes.

O Criciúma historicamente adota uma postura mais conservadora na hora de fazer contratos longos. É uma estratégia compreensível. Afinal, no futebol, errar em uma contratação pode custar caro.

Só que existem momentos em que é preciso separar aquisição de atleta de manutenção de patrimônio esportivo.

E Marcelo Hermes é exatamente esse caso.

Estamos falando de um jogador identificado com o clube, com a cidade e com a torcida. Um atleta que construiu uma relação especial com o torcedor carvoeiro e que, nos últimos três anos, foi sem dúvida o melhor lateral -esquerdo  de Santa Catarina.

Um jogador que entrega. Que resolve. Que conhece o ambiente. Que sabe o peso de vestir a camisa do Tigre.

E, principalmente, um jogador que não precisa mais provar que pode jogar no Criciúma.

Hermes já está na galeria dos maiores  laterais-esquerdos que passaram pelo Heriberto Hülse.

Por isso, processos de permanência como esse precisam ser conduzidos com muito cuidado, respeito e inteligência.

Não se trata simplesmente de renovar o contrato de um atleta.

Trata-se de preservar identidade, conhecimento, liderança e DNA de clube.

O Criciúma já viveu situações parecidas no passado. Casos como Arilson e Ygor mostram que existe uma discussão importante sobre como o clube administra seus pilares esportivos.

O futebol mudou.

Hoje, clubes que querem competir de forma consistente precisam pensar não apenas na próxima janela, mas na construção de uma base que permaneça.

É preciso ter referências dentro do vestiário.

É preciso ter jogadores que conheçam o DNA do clube.

É preciso ter atletas que transmitam aos novos contratados aquilo que não está escrito em nenhum contrato: o que significa jogar no Criciúma.

Porque contratar é importante.

Mas manter quem dá identidade ao projeto pode ser ainda mais importante.

Talvez esteja na hora de o Tigre atualizar essa linha de raciocínio.

Não significa abandonar a responsabilidade financeira ou começar a fazer contratos longos para qualquer jogador.

Significa saber identificar aqueles poucos atletas que deixam de ser apenas jogadores e passam a fazer parte da construção do clube.

Hermes é um desses casos.

O Criciúma precisa pensar no longo prazo.

Porque time se monta.

Mas identidade se constrói.
Saudações tricolores.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

 

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito