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Uma discussão civilizada entre presidente e governadores

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/05/2020 - 07:13Atualizado em 22/05/2020 - 07:32

Ontem foi até bonito de ver. Mexeu com o astral. Era muito ruim, dava um baixo astral ver aquela briga de políticos, um chamando o outro disso, daquilo, mas ontem foi bonito de ver a reunião do presidente com os governadores. Todos muito respeitosos, cumpriram o protocolo, não concordaram em tudo, mas não se agrediram, todos civilizados. É disso que precisamos. Agora não é hora de disputa política nem de pensar em votos. Não é hora.

A reunião de ontem serve de exemplo. Tudo isso acaba estimulando. Se eles brigam lá, eu brigo aqui. Se passa um clima civilizado, respeitoso, isso acaba também contaminando positivamente. O que precisamos agora é que as principais autoridades tenham a capacidade de conversar, contraditar, divergir de maneira educada. Ainda mais em um momento de grave crise que afeta a todos, em maior ou menor grau. O momento não é para briga, é para entendimento. Mas as maiores autoridades estavam se xingando, um queria decidir o que era da competência do outro.

Ruim. Enquanto isso perde o país, os cidadãos. Na base, as torcidas entrando na onda, como se fosse final de campeonato. O que nós da planície precisamos é de entendimento, ações conjuntas, para resolver problemas e apoiar a passagem da crise. O poder público tocado por políticos deve oferecer tábuas de salvação. As linhas de crédito do governo não chegaram na base. Os bancos agem como se nada estivessem acontecendo. Pequenos negócios morrem a cada dia. Ontem o Fórum Parlamentar Catarinense reuniu autoridades em São João Batista.

Essa reunião de ontem foi para discutir alternativas para todos vencer a crise. O governador participou online mas não disse nada. Não disse nada daquilo que todos esperavam. Possibilidades, alternativas de apoio, nada. Não anunciou linha de crédito, nem janelas, nem subsídios, nem suspensão de tributos. Nada. Situação de comerciantes e pequenos empresários é desesperadora. Já existe um exército de desempregados. E fica aqui batendo aquela história dos R$ 33 milhões para a compra de respiradores fantasma, para isso teve dinheiro.

O ambiente de ontem foi um alento. Que passem a discutir juntos o que fazer para dar apoio à economia, e aos que fazem a economia rodar. Cuidar da saúde das pessoas e das empresas.

Pensem nisso, e vamos em frente!

4oito

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