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Um novo litoral sul a caminho

Publicado no Toda Sexta desta semana
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 16/02/2021 - 05:39Atualizado em 16/02/2021 - 05:40

Já imaginou como seria se as praias e lagoas do sul catarinense fossem todas ligadas, por acesso fácil e seguro?
Pois, essa conversa é antiga. E interessante.

Quando não existia a BR 101 no sul catarinense (antes da década de 50), o caminho para o Rio Grande do Sul era pela beira do mar, a partir do Arroio do Silva.

Carros, caminhões e ônibus tinham que contar com a maré baixa e tempo bom para seguir viagem.
Tempo ruim recomendava hospedagem no Arroio para esperar.  
Na época, o Arroio do Silva chegou a ter oito hotéis.

Três décadas depois de implantada a BR 101, o sul do estado começou a discutir uma nova rodovia que de certa forma lembrava o caminho antigo para o Rio Grande do Sul, porque seria mais próximo do mar, ligando as praias.

Manoel Mota foi o “pai da idéia”.
Ou, pelo menos quem lançou ao mundo.
Havia concluído mandato de prefeito de Araranguá e foi eleito deputado estadual. Lançou a bandeira da Interpraias.
Uma rodovia nova, de Passo de Torres até Garopaba, passando por Balneário Gaivota, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Içara, Jaguaruna e Laguna.

Durante anos, e mandatos, ficou sustentando o projeto.

Na década de 90 realizamos em Criciúma, no Mampituba Clube, o evento “O Sul se Encontra” para discutir o projeto da Interpraias.
O governador Vilson Kleinübing veio exclusivamente para o evento.
Prefeitos do sul, deputados, vereadores e empresários lotaram o salão principal.

Com o passar dos anos foram feitos alguns trechos.
Mas, principalmente depois da duplicação da BR 101, a implantação da rodovia saiu da pauta.

Em 2017, o deputado Luiz Fernando Vampiro assumiu a secretaria de Infraestrutura do Governo de Raimundo Colombo e trouxe à tona novamente a idéia de ligar as praias do sul. Só que com um projeto mais viável.

A Interpraias (projeto de Mota) seria uma rodovia toda nova, entre a BR 101 e as praias, o que implicaria em desapropriações de áreas para todo o trecho. Custo altíssimo. Ainda mais com os balneários já urbanizados.

A idéia de Vampiro, detalhada no projeto “Caminhos do Mar”, era fazer a ligação aproveitando “caminhos" que já existiam. Rodovias estaduais, ou estradas vicinais. Seriam pavimentadas, sinalizadas e, enfim, estruturadas como uma rodovia turística.

Outro ajuste é que compreenderia apenas o trecho entre Laguna e Passo de Torres.

Vampiro não conseguiu executar todo o projeto. Fez dois trechos, em Laguna e Passo de Torres.
O maior empecilho para completar o “Caminhos do Mar” era a passagem por Araranguá, na ligação Morro dos Conventos - Ilhas. Feito por balsa. Era preciso construir uma ponte.

Agora, essa ponte já foi licitada e será executada. Exatamente onde hoje opera a balsa.
Além disso, será feita a pavimentação da estrada de acesso ao Morro dos Conventos até a futura ponte (4 quilômetros).

Ao mesmo tempo, será pavimentado o acesso norte do Arroio do Silva, que vai da Praia da Meta até próximo do CTG, contornando o Paiquerê.

Quando tudo estiver concluído (previsão é 2022), será possível ir de Passo de Torres até Laguna, sempre próximo do mar, passando por BellaTorres, Balneário Gaivotas, Arroio do Silva, Ilhas, Rincão, Torneiro, Camacho e Farol.

Em Laguna, também será feita uma ponte onde hoje opera a balsa.

Um caminho novo, contornando uma paisagem maravilhosa.
Impulso expressivo no desenvolvimento econômico de toda a região.

Um dado que evidencia isso: apenas entre Passo de Torres e Balneário Gaivotas existem 50 mil terrenos licenciados para venda.
Projete-se isso para todo o trecho. Incluindo condomínios de alto padrão. Alguns, já em implantação no Rincão.

Será a união das belezas naturais com o empreendedorismo, a caminho do desenvolvimento.
E a partir daí, virá um novo litoral sul catarinense.

4oito

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