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Um ano para não esquecer!

Publicado no Toda Sexta
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 31/12/2020 - 16:14Atualizado em 31/12/2020 - 16:15

Está terminando um ano que vai para a história.
Não tem como esquecer.
Pandemia, eleição sem comício, assalto cinematográfico, o Criciúma quase caiu.

Ah, 2020. Bagunçou as nossas vidas!
Vamos comemorar os teus últimos momentos.

Mal saímos do verão, e pegamos a pandemia de frente.
Isolamento era preciso. Máscara, álcool.
Mas, não esperávamos que seria por todo o restante do ano.

Shows e tantos eventos na agenda. Tudo por água abaixo.

E vidas se foram. Amigos perdemos.
O primeiro deles, Evaldo Stopassoli, empresário, proprietário de rádios, uma referência.
Eu o conheci quando era operador de áudio na rádio Araranguá, início da década de 70. Ele era diretor do grupo Freitas, dono da rádio.

Depois no reencontramos em Criciúma, e ele virou meu chefe, amigo, e conselheiro.
Um guerreiro, vencedor. Mas, perdeu para a Covid.

E fui enchendo a lista de amigos que se foram. Ou quase.
Empresas que morreram, negócios que não resistiram, profissionais que ficaram sem ganhar nada de uma hora para outra, e que não tinham o que fazer. Desesperador.

No meio disso, brigas, disputas, confusão, guerra de versões, teses negacionistas, muita fake news.
Nas redes sociais, um tiroteio.
 
Ah, que cansaço!
Quanta energia queimada, quanto desgaste!

Como fazer eleição com tudo isso?
Mas, fizeram!

E depois da eleição, explodiu a contaminação. E foi um político atrás do outro internado, ou na UTI.

Desde março, no isolamento.
Sem ir a restaurante, festa, pub, bar. Sem aglomero, enfim.
Bebum caseiro, foi inevitável !

Mas, quando se entendia que era isso, que não tinha mais espaço para “novas emoções”, uma quadrilha ataca, faz a cidade sitiada, espalha o pânico, faz duas horas de terror.

Bandidos espalhados pela cidade, armados até os dentes, armas potentes, e tiros para todos os lados.
Uma loucura. Coisa de filme.
Nos apartamentos, e casas, as pessoas se jogaram no chão. Chorando, desesperadas.
A impressão é que iriam entrar a qualquer momento.
Mas, o que eles queriam eram os milhões que estavam no Banco do Brasil. E levaram tudo.
Polícia fala em mais de R$ 80 milhões, mas funcionários do banco sinalizam com muito mais do que isso.

Como esquecer um ano assim!
Ainda bem que está terminando. Ufa!

E quase que no apagar das luzes, vem a mudança no Criciúma.
Anselmo Freitas se apresenta para comandar o clube, volta o modelo tradicional de gestão.
Boas perspectivas. Sinais positivos. Depois de um ano horrível, quando se livrou por um triz de ser empurrado para a Série D.

Comemoremos.
Porque está acabando.

E porque depois da tempestade virá a bonança.

2021 será um ano de aquecimento na economia, geração de empregos e receitas novas.
Acreditemos nisso.

Mas, a compensação terá que ser caprichada.
Porque 2020 foi pesado!

4oito

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