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Clesio divide "filas" com Governo, Romanna no Paço e outras da coluna

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 22/05/2018 - 06:22Atualizado em 22/05/2018 - 08:55

O encaminhamento de solução para o problema das filas no sistema de saúde do município passa por uma negociação ampla entre município e estado, que deve incluir hospital materno infantil Santa Catarina, hospital São José e obras conveniadas que estão paradas na cidade.

Isso não foi dito por nenhum dos políticos que sentaram à mesa na reunião de ontem na prefeitura, mas ficou implícito.

O prefeito Clesio Salvaro sustentou junto aos vereadores a tese que não adianta resolver a fila dos exames, se está "trancado" nos procedimentos, que é o passo adiante.

E os procedimentos cirúrgicos são responsabilidade do estado.

Fila para médicos especialistas e exames é com o município/prefeitura.

Direção dada por Salvaro ao assunto: "na medida em que o estado acabar com as filas para cirurgias, o município investe para comprar os exames”.

Ao mesmo tempo, o prefeito repete que o estado tem 35 obras paradas no município e precisa resolver de uma vez a situação do hospital Santa Catarina (hoje a prefeitura repassa r$ 1 milhão/mês).

Enquanto não resolve nem uma coisa, nem outra, ele não assina o novo contrato com o hospital São José.

Clesio diz que já ofereceu a prefeitura para Eduardo sediar o governo e fazer despachos com prefeitos e autoridades da região. E para resolver as pendências com Criciúma, claro!

Enfim, das filas no sistema ao hospital São José, das obras paradas ao hospital Santa Catarina, Eduardo e Clesio estão precisando sentar para conversar e encaminhar decisões.


O reencontro

Clesio Salvaro era prefeito, Romanna Remor vereadora, líder da oposição. Os dois travaram embates políticos violentos, que acabaram derivando para o campo pessoal. 

Na eleição de 2012, Clesio disputou a reeleição e Romanna foi a principal adversária. Foi uma campanha pesada. E Romanna foi atropelada. Clesio fez mais de 76% dos votos.

Desde o ultimo debate daquela campanha, os dois só voltaram conversar ontem.

Ela, como secretária de ação social do estado. Ele, prefeito de novo. Reunião de 40 minutos.

Trataram de regularização fundiária. Fizeram uma conversa protocolar, formal, de acordo com as funções que exercem.


O que disseram

Clesio Salvaro sobre reunião com Romanna: “Primeiro, Romanna foi uma boa vereadora. Não fossem os excessos, teria sido ótima. Quanto ao encontro, ela ocupa um cargo relevante no governo, onde pode ajudar a a resolver alguns problemas que são históricos na cidade”.

Romanna sobre reunião com Clesio: “Estive com Clesio com absoluta serenidade. Por uma razão: exerci meu papel constitucional e moral de fiscalizar enquanto vereadora, questionar, denunciar os mal feitos e propor um modelo diferente enquanto candidata de oposição, e agora a responsabilidade me chama a outro dever: apoiar e coordenar pelo estado as políticas sociais pelos municípios. Criciúma, a minha cidade inclusa. Que honra e alegria, a minha”.


Merisio avalia convite a Bauer

Enquanto assistia o jogo da Chapecoense ontem à noite em Porto Alegre, o deputado Gelson Merisio, PSD, disse que ainda está avaliando se convidará o senador Paulo Bauer, PSDB, para o evento que ele fará no dia 26, sábado, em Chapecó, para lançamento de sua candidatura ao governo. 

“Como o Paulo é pre-candidato definido a governador, estamos avaliando inclusive se vai ficar bem para ele”, justificou.

O convite a Bauer foi um pedido público do deputado Esperidião Amin, PP.

Ontem, Amin voltou a dizer que vai aguardar até hoje que o convite seja feito, e só depois decidirá se vai a Chapecó.

“Nos estamos conversando desde o ano passado em quatro sobre a eleição - eu, Merisio, Raimundo Colombo e Paulo Bauer. Por que agora um dos três é excluído da festa?”, questionou Amin.

O ato de Chapecó vai definir circunstâncias que devem ser preponderantes para montagem do mapa da eleição.


Não vende

O governador Eduardo Pinho Moreira se reuniu ontem à tarde com representantes de trabalhadores da Celesc e garantiu que vai manter a empresa pública. 

Moreira destacou aos sindicalistas a atuação da empresa, que possui aproximadamente três mil funcionários.

4oito

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