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Boeira desiste da reeleição e quer o senado. Amin e Bauer candidatos

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 30/07/2018 - 06:05Atualizado em 30/07/2018 - 10:18

O deputado federal Jorge Boeira fez o principal fato novo para a região sul nas convenções do fim de semana. Em discurso inflamado na convenção estadual do PP, anunciou que não será mais candidato a reeleição e se apresentou como candidato a senador.

Depois da convenção, disse que não é politico profissional, que cumpriu seu papel na câmara federal e não tem motivação para um quinto mandato. “Está ficando mecânico, é mais do mesmo, isso não é para mim”, disse no sábado, durante um casamento em Criciúma.

Boeira foi o deputado federal mais votado entre os candidatos do sul do estado em 2014 com 123.770 votos.

A sua saída beneficia todos que ficam na disputa, dos vários partidos, cada um pega uma parte do eleitorado de Boeira, mas o principal beneficiado por ser o deputado Ricardo Guidi, PSD. 

O PP do sul não se preparou para substituir Boeira. Por via das duvidas, a convenção a candidatura de Dalvânia Cardoso, ex-secretária de Criciúma no governo de Mário Burigo e candidata a prefeitura de Içara em 2016.

Chegaram a ser feitas especulações sobre a possibilidade de o deputado estadual José Milton Scheffer passar a ser candidato a federal, ou mesmo o ex-prefeito de Criciúma, Marcio Burigo. Mas, a candidatura de Ângela Amin a federal, que entra forte no sul, acaba esfriando outras articulações.

Em contrapartida, a deputada federal Geovania de Sá teve confirmada sua candidatura a reeleição pelo PSDB. Como previsto, ele bateu o pé e não aceitou candidatura a vice-governadora em chapa pura do partido.

No mais, as convenções estaduais confirmaram Esperidião Amin, PP, e Paulo Bauer, PSDB, como candidatos a governador.

A convenção do PP, realizada no sábado, em Florianópolis, aprovou aliança com DEM e a candidatura do deputado João Paulo Kleinübing de vice, e não indicou candidato ao senado. Deixou em aberto para negociações.

A convenção do PSDB, realizada ontem em Joinville, numa grande festa, confirmou chapa pura, mas sem nomes para vice e segunda vaga do senado.

PP e PSDB deixaram suas atas abertas para negociações durante a semana. PSD já havia feito assim.

Os próximos dias serão de intensas negociações, antes das ultimas convenções no fim de semana.

A rigor, a fragmentação do quadro, com estabelecimento de cinco candidaturas entre os maiores partidos, acaba favorecendo MDB e PT.

Mas, é muito provável que o que está colocado não seja definitivo. Operadores políticos trabalham forte nos bastidores por composição de novo alianças.


Como está

Hoje, já estão aprovados/homologados por convenções dos seus partidos como candidatos a governador - Gelson Merisio/PSD, Esperidião Amin/PP e Paulo Bauer/PSDB.

Até domingo, estão programadas convenções para homologar Mauro Mariani/MDB e Decio Lima/PT.

Como todos os partidos que fizeram convenções deixaram sua atas “abertas”, as candidaturas aprovadas ainda podem ser alteradas.


Definição dia 5

Diferente de outros anos, a definição das candidaturas deve acontecer mesmo até o fim o prazo para as convenções. A ata precisa estar registrada 24h depois, ou seja, dia 6 de agosto. Não dando a possibilidade de esperar até 15 de agosto, quando termina o prazo para o registro das candidaturas.


Juntos, outra vez!

O deputado Gelson Merisio, candidato do PSD ao governo, conversou por telefone ontem com o ex-deputado Julio Garcia, que estava cumprindo agenda em Araranguá. Marcaram para conversar pessoalmente hoje em Florianópolis.

Julio é respeitado articulador no estado, com transito em praticamente todos os partidos.

Merisio pediu o seu envolvimento nas conversações de bastidores para a reta final.


O que disse

No dia 23 de junho, nesta coluna, Julio Garcia previu - “Merisio será vice de Amin ou vai para o suicídio politico”.


Aliviada

Com o prefeito Clesio Salvaro ao seu lado, a deputada federal Geovania de Sá participou da convenção do PSDB, em Joinville, com o sentimento de “alivio".


Perde força

O sul do estado, especialmente o vale do Araranguá, não terá a parir de janeiro dois dos deputados do atual mandato.

Primeiro, foi Manoel Mota, MDB, que desistiu. No sábado, Jorge Boeira, PP.   


A vez do MDB

Das ultimas convenções marcadas, expectativa para MDB e PR.

Os dois partidos tem coligação encaminhada, com candidatura do deputado Jorginho Mello a senador.

Só tem uma pendência a resolver - Jorginho não aceita que o MDB tenha candidato ao senador, mas o ex-governador Paulo Afonso garante que vai apresentar sua candidatura na convenção do MDB.

Se a candidatura de Paulo Afonso for homologada, Jorginho pode migrar para chapa de Esperidião Amin.


Climas diferentes

Quem circulou pela Assembleia Legislativa, durante a convenção do PP, com um olhar um pouco mais atento, pôde perceber dois climas bem distintos. Enquanto alguns ainda digeriam o fim da aliança com o PSD, outros comemoravam a candidatura de Esperidião Amin como gol em fim de campeonato. Essa animação era percebida, principalmente, na base.


Negação

Coube ao secretário estadual do PP, Aldo Rosa, fazer leitura de oficio encaminhado pelo PSD oferecendo aliança ao partido, com possibilidade de indicar candidatos a vice-governador e senador.

Houve principio de vaia enquanto era feita a leitura e depois. A proposta não foi considerada.

Mas, os principais dirigentes do PP, e o próprio Amin, repetiram discursos negando que tenham rompido acordo com o PSD.

Disseram ainda acredita em acordo. Mas, ficou difícil. As relações ficaram pesadas.


Do Sul

Na convenção do PP, além de Valmir Comin e José Milton Scheffer que tentam a reeleição à Assembleia Legislativa, o ex-prefeito de Forquilhinha Lei Alexandre e o vereador de Tubarão Pepê Colaço representam o Sul do estado na corrida eleitoral.

Pela coligação com DEM, ainda terá a candidatura da professora Lisi Tuon a deputada estadual.


Dificuldade

O PP teve dificuldades em encontrar candidatas para cumprir o percentual exigido por lei pelas mulheres. Na convenção de sábado, surgiu o nome de Silvia da Silva, de Balneário Arroio do Silva. O secretário do partido Aldo Rosa chegou a se confundir na hora de anunciar o nome.


Inegociável

Inegociável foi a palavra usada por Paulo Bauer para caracterizar sua candidatura ao Governo do Estado. A convenção também homologou o nome de Napoleão Bernardes para o Senado. A ata ficou em aberto para definir as coligações e os próximos nomes.


Climão

No PSDB, dirigentes estão indignados com João Paulo Kleinubing, DEM, que teria encaminhado aliança,  e apertado a mão, na quarta-feira.

Na cúpula do PSD, a indignação é com Esperidião Amin.


As possibilidades

Entre as possibilidades de vice está o presidente do PSDB, Marcos Vieira. Ele não esconde a preferência por disputar a reeleição à Assembleia Legislativa, mas também deixou o nome à disposição para a majoritária em caso de os tucanos saírem em chapa pura.


A recuperação de Pavan

O deputado estadual Leonel Pavan esteve no evento do PSDB (foto). Está bem recuperado de um AVC que sofreu. Nessa eleição vai apoiar o seu filho Pavan Júnior para deputado federal e deverá ocupar a vaga de suplente de Napoleão Bernardes na candidatura ao Senado.


Tucanos do Sul

O PSDB terá três candidatos na proporcional no Sul do estado. Geovania a federal e Aroldinho Frigo e Doia Guglielmi a estadual.


Novo vice na Câmara

A eleição para o novo vice-presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma acontece na sexta-feira, em sessão extraordinária. Todos os vereadores podem se inscrever. A vaga se abriu com a renúncia de Daniel Freitas (PSL).


A reação dos sindicatos

Carlos de Cordes, o Dé, presidente do sindicato dos químicos e vice-presidente da federação dos trabalhadores na industria do estado, reagiu ao anuncio de ação judicial do deputado federal Ronaldo Benedet, MDB, contra o sindicato dos trabalhadores na alimentação.

O fato motivador da ação é uma campanha veiculada pelo sindicato da alimentação contra Benedet por suas posições em relação as reformas trabalhista e da previdência.

Dé afirma que a veiculação não é do sindicato dos trabalhadores da Alimentação, mas do "Movimento Sindical Sul Catarinense”. E completa: "estranhamos a posição do deputado, pois quando da votação sobre a reforma trabalhista ele afirmou que a reforma trabalhista resolveria os problemas da economia e, sobretudo, criaria empregos. Nada disto, no entanto, aconteceu. O desemprego aumentou, os salários foram achatados, as condições de trabalho foram precarizadas e, ao final das contas, perderam os trabalhadores”.

4oito

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