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Viva Mais: bronzeamento pode causar câncer de pele?

Campanha Dezembro Laranja traz em dermatologista Luana Rocha para esclarecer a doença
Clara Floriano
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 05/12/2017 - 20:18Atualizado em 05/12/2017 - 20:28
(foto: Mano Dal Ponte)
(foto: Mano Dal Ponte)

O mês de dezembro começou e com ele a Campanha Viva Mais- Dezembro Laranja. A campanha, que tem por objetivo  alertar e conscientizar para a importância de prevenção do câncer de pele, tem o Programa do Avesso como casa. Quem deu início a Viva Mais deste mês, foi a dermatologista Luana Rocha, que deu dicas sobre o sol e cuidados com a pele.

“(O câncer de pele) Não se dá exclusivamente pelo sol. Existem substancias químicas que com a exposição podem desencadear alguns tipos do câncer de pele”, explicou a médica.

Luana ressaltou a importância de usar filtro solar em dias de chuva. Ela apresentou uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia que diz que um dos grandes erros dos brasileiros é não usar o filtro todos os dias.

“Outro erro é só se proteger com o filtro solar. A gente precisa de proteção com chapéu com aba larga, usar magas compridas quando for se expor ao sol”, disse.

A dermatologista ressaltou que até em dias nublados se passa radiação, então é possível que a longo prazo o câncer de pele se desenvolva. Outro assunto que ela esclareceu foi a fatoração dos filtros solares.

“O 60 não é exatamente o dobro do 30, ele protege um pouco mais. Mas o mais importante que isso é reaplicar o filtro solar a cada duas ou três horas. Mesmo os a prova d’água, porque ele não dura tanto tempo, ele é um pouco mais resistente. Até porque a gente transpira”, comentou.

Luana explicou uma regra para quantidade de filtro solar: meia colher de chá para rosto e pescoço e uma colher de chá para tronco e pernas. Ela explicou ainda que existem pessoas com maior chances de ter câncer de pele. “Pessoas de pele clara, cabelo claro, que se queimam e não se bronzeiam, pessoas com sardas são o principal alvo do câncer de pele”, revelou.

A dermatologista ressaltou que o sol não é prejudicial, mas sim a longa exposição à ele. “A gente tem que tomar certos cuidados. O sol traz a vitamina D. E o sol que estimula essa vitamina é o nocivo, mas você tem que pegar um pouquinho dele, é cinco minutos, é o suficiente para estimular a vitamina D”, contou.

Mais perigoso

De acordo com Luana, existe um tipo de câncer de pele que é mais perigoso: o melanoma. “Ele ocorre em áreas que não estão expostas ao sol, porque existe um fator genético. Nesse caso é preciso fazer um diagnóstico precoce para não levar o paciente a óbito”, disse.

Já o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, segundo a dermatologista, estão relacionados a exposição ao sol.

Câncer mais comum

Luana destaca que o câncer de pele é o mais comum. “Nos últimos anos, a cada ano tem 147 mil novos casos. Estima-se que em 2030, no Brasil, tenham 27 milhões de novos casos e 17 milhões de óbitos por causa do câncer de pele”, revelou.

Bronzeamento

O bronzeamento artificial é contraindicado. “O risco de câncer de pele melanoma aumente em 20 vezes, que é o pior”, comentou. Já sobre as desejadas marquinhas de biquíni também podem te levar a ter câncer de pele, já que se fazem através da exposição prolongada ao sol. “Tem lugares aqui na cidade e região que fazem isso, e uma falta de respeito ao cidadão. É um alerta”, esclareceu.

Crianças

Os dermatologistas pedem que a criança não seja exposta ao sol da beira de praia até os seis meses de idade. Depois disso, só em horários apropriados e por curto período. “O guarda sol não deve ser de náilon, sim de uma trama mais fechada. Tem roupinhas próprias e também o filtro solar”, comentou a dermatologista.

Como identificar câncer de pele?

“Normalmente surge uma manchinha nova na pele, normalmente é uma pápula, uma bolinha perolada ou acastanhada, com vasinhos sobre ela que começa a doer e sangras. Ou lesões que a pessoa já tem e que começam a mudar de cor, se tornam assimétricas, as bordas se tornam irregulares”, contou a dermatologista.

E completou ensinando uma regra chamada ABCDE: “Que é a lesão que é assimétrica, que tem bordas irregulares, múltiplas cores e diâmetro maior que 0.6mm e que sofreu mudanças recentes. Essas são características do melanoma. O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular tem outros sinais”, comentou.

Dezembro Laranja

Segundo a dermatologista, a Campanha Dezembro Laranja começou em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A gente vem notando uma melhora e uma conscientização. É como tudo aos poucos as pessoas vão se conscientizando. Hoje as pessoas chegam no consultório pedindo filtro solar, coisa que não acontecia há dez anos”, contou.