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Ulisses Gabriel reage a acusações no caso Orelha

Procedimento no MPSC analisa possível abuso de autoridade e uso indevido de publicidade institucional

Por Thiago Hockmüller Criciúma, SC, 11/02/2026 - 10:23 Atualizado há quase um minuto
Delegado-geral Ulisses Gabriel se manifestou sobre o caso Orelha | Foto: Divulgação/4oito
Delegado-geral Ulisses Gabriel se manifestou sobre o caso Orelha | Foto: Divulgação/4oito

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O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se defendeu das representações encaminhadas ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a sua conduta no caso Orelha.

A 40ª Promotoria de Justiça, que atua no controle externo da atividade policial, instaurou um procedimento preparatório com base nessas representações para avaliar a necessidade de abertura de inquérito civil com eventual ajuizamento de ações.

Entre os pontos analisados estão possíveis casos de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional, improbidade administrativa e uso indevido de publicidade institucional para promoção pessoal.

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Ulisses Gabriel nega abuso de autoridade

Em nota, o delegado afirma não ter sido notificado sobre a instauração do procedimento preparatório. “Mas pelo que entendi a instauração decorre de supostas falas na coletiva de imprensa do dia 27/01. Estou absolutamente tranquilo e confio na atuação do Ministério Público”, afirmou.

MPSC pediu novas diligências no caso Orelha | Foto: Reprodução/4oito

O delegado afirma que a Polícia Civil de Santa Catarina é alvo de dezenas de representações apresentadas ao MP por movimentos políticos e por “motivações escusas ideológicas”.

Ulisses ainda afirma que não pode responder por abuso de autoridade ou violação do sigilo funcional, já que não é o responsável pela investigação.

“E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público. Todas as entrevistas nunca citaram nomes ou apresentaram fotos ou vídeos que identificam os investigados, sendo que o inquérito policial que apurou a possível coação no curso do processo era público”, declarou.

Ulisses Gabriel afirma que informações divulgadas em coletiva eram públicas | Foto: Divulgação/Polícia Civil

MPSC pede novo interrogatório no caso Orelha

O MPSC também solicitou novas diligências, incluindo novo interrogatório do porteiro de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, onde o caso ocorreu, além de novo depoimento de uma testemunha.

O prazo para o cumprimento das diligências é de 20 dias.

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