Seis homens foram denunciados por uma série de crimes cometidos de forma organizada e com violência. A ações iniciaram em Forquilhinha, com desdobramentos em Criciúma e Palhoça, no Sul de Santa Catarina. As ações envolveram invasões a residências, roubos, extorsões, sequestro e fuga em alta velocidade, na noite do dia 29 de janeiro.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que aponta que os investigados integrariam uma associação criminosa armada e teriam atuado de maneira coordenada ao longo de uma mesma noite. Eles respondem por roubos majorados, extorsões, tentativa de estelionato eletrônico, sequestro, porte ilegal de arma de fogo, desobediência e direção perigosa.
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Entenda o que aconteceu
De acordo com a Promotoria de Justiça de Forquilhinha, os crimes tiveram início no começo da noite, quando o grupo, armado, invadiu residências no bairro Ouro Negro. As vítimas foram rendidas, amarradas e mantidas sob grave ameaça, com restrição de liberdade, enquanto os suspeitos subtraíram bens de alto valor, como veículos, dinheiro, joias, relógios e outros objetos.
Uma das vítimas foi rendida dentro de casa e obrigada a entrar em contato com dois parentes que moravam nas proximidades, chamando-os ao local. Ao chegarem, eles também foram privados de liberdade e tiveram suas residências roubadas.
Ainda conforme a denúncia, durante a ação criminosa, as vítimas foram coagidas a realizar transferências bancárias, operações de crédito e tentativas de empréstimos, sob ameaças constantes. Parte das transações foi efetivada, enquanto outras não se concretizaram por circunstâncias alheias à vontade dos investigados.
Na sequência, o grupo teria estendido a ação a uma oficina mecânica próxima, onde outras vítimas foram rendidas e mantidas sob vigilância armada. Entre elas havia uma pessoa idosa, circunstância que agrava a conduta atribuída aos suspeitos.
Após os crimes, os denunciados fugiram utilizando os veículos roubados. Durante a fuga, parte do grupo sequestrou um motorista de aplicativo em Criciúma, obrigando-o, sob ameaça de arma de fogo, a conduzir o veículo. Outro grupo, que seguia em um segundo carro, foi abordado e preso em Tubarão.
Os suspeitos que estavam com o motorista sequestrado desobedeceram à ordem de parada policial e passaram a conduzir o veículo de forma extremamente perigosa, colocando em risco a segurança de terceiros. A abordagem ocorreu em Palhoça, após medidas adotadas para conter a fuga, encerrando a sequência de crimes atribuídos ao grupo naquela noite.
Com base nos elementos reunidos nos inquéritos policiais, o Ministério Público apresentou a denúncia e requereu, além da condenação criminal, o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil para cada vítima, além do ressarcimento dos prejuízos materiais.
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