O caso da morte do cão comunitário Orelha teve novo desdobramento em Santa Catarina. O Ministério Público do Estado instaurou um procedimento para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, responsável por manifestações públicas relacionadas à investigação.
A apuração foi aberta pela 40ª Promotoria, que faz o controle externo da atividade policial, e vai avaliar se há necessidade de instaurar um inquérito civil. A reportagem tentou contato com o delegado-geral, mas até o momento não obteve retorno.
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Entre os pontos analisados estão possíveis abuso de autoridade, violação de sigilo funcional, improbidade administrativa e uso indevido de publicidade institucional para promoção pessoal.
Além disso, o Ministério Público solicitou novas diligências na investigação do caso.
MP pede novos depoimentos
Entre as medidas, o MP pediu um novo interrogatório do porteiro de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, onde o caso ocorreu.
O objetivo é esclarecer se houve coação, identificar pessoas que aparecem em vídeos e entender quando o porteiro soube dos maus-tratos e da morte do animal.
Também foi solicitado um novo depoimento de uma testemunha para detalhar o conteúdo das gravações e o comportamento dos envolvidos.
O prazo para a Polícia Civil cumprir as diligências é de 20 dias. O processo que apura possível coação corre em sigilo por envolver adolescentes.
Orelha foi encontrado ferido no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. A Polícia Civil aponta que a causa da morte foi um golpe forte na cabeça.
Um adolescente é apontado como responsável, mas a defesa afirma que não há provas conclusivas e critica a exposição pública do caso antes do fim das investigações.
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