Com crescimento acelerado, o setor de tecnologia coloca Santa Catarina entre os principais polos de inovação do Brasil. Atualmente, são mais de 29 mil empresas em atividade e a expectativa é de abertura de cerca de 72 mil vagas nos próximos anos.
As informações fazem parte das propostas apresentadas pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) aos candidatos ao Governo do Estado. Entre as prioridades estão o fortalecimento da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação e a formação de profissionais em inteligência artificial e empreendedorismo.
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Segundo o vice-presidente de Talentos da Acate, Moacir Marafon, o maior desafio do setor é preparar pessoas para acompanhar a rápida transformação tecnológica.
"A principal prioridade é a formação de pessoas. O conhecimento se renova em uma velocidade nunca vista, e a inteligência artificial amplia a capacidade de produção de quem está preparado para utilizá-la", afirmou.
Setor de tecnologia cresce e busca novos profissionais
De acordo com Marafon, Santa Catarina é hoje o quinto maior polo de tecnologia do Brasil, com faturamento superior a R$ 42 bilhões em 2024.
Além dos mais de 100 mil empregos diretos, o setor também reúne aproximadamente 30 mil empreendedores.
Os principais números do setor são:
- Mais de 29 mil empresas de tecnologia;
- Faturamento superior a R$ 42 bilhões em 2024;
- Participação de 7,75% no PIB catarinense;
- Mais de 100 mil profissionais empregados;
- Cerca de 30 mil empreendedores no ecossistema.
Em meio a esse cenário de expansão, Criciúma também aparece como uma das cidades com grande potencial para receber novos investimentos e ampliar sua participação no setor. O município conta com instituições como a Unesc, com o Ecocria, e a Satc, com o Colearning, responsáveis pelo fomento de startups.
Outro projeto que deve fortalecer esse ambiente é o Parque Tecnológico de Criciúma, previsto para os antigos pavilhões da Cecrisa. A iniciativa pretende aproximar universidades, startups e empresas, criando um espaço voltado à inovação, ao desenvolvimento de novos negócios e à geração de empregos qualificados.
"Hoje vivemos o melhor momento da história para empreender. Com a inteligência artificial, uma ideia pode virar um produto em poucos dias", destacou.
Inteligência artificial e integração dos polos estão entre as prioridades
A Acate também defende um esforço conjunto entre governo, universidades, empresas e instituições de ensino para suprir a demanda crescente por profissionais qualificados.
"Precisamos construir um pacto entre governo, sociedade, universidades e empresas para preparar as pessoas para essa nova era. Caso contrário, corremos o risco de criar bolsões de pessoas sem condições de ocupar as vagas disponíveis", alertou Marafon.
O vice-presidente também destacou que a entidade trabalha para fortalecer polos regionais, como o de Criciúma, promovendo integração entre empresas e eventos em diferentes regiões do Estado.
Sobre a previsão de novas oportunidades, ele explicou que a estimativa é baseada em pesquisas realizadas com empresas do setor.
"As empresas informam quais profissionais pretendem contratar nos próximos anos. Agora estamos atualizando esse levantamento porque a inteligência artificial mudou rapidamente o perfil das vagas que o mercado procura", concluiu.
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