Os trabalhadores dos Correios de todo o Brasil entraram em greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11). Conforme o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), a decisão ocorre após a decisão de gestores dos Correios de recusarem avançar para um acordo com a categoria e do encerramento, sem avanços, da tentativa de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A assembleia que decidiu pela aprovação da greve aconteceu na noite dessa quinta-feira (10). A reunião, realizada no TST, terminou sem acordo entre as federações, sindicatos e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
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Entre as reivindicações dos trabalhadores, que permanecem sem garantia pela entidade, estão a manutenção do plano de saúde, o pagamento de 70% sobre as férias, o adicional de 200% sobre as horas extras e o vale-extra.
"É a nossa última arma", diz o sindicato
Em um vídeo publicado nas redes sociais do sindicato, o dirigente do Sintect/SC e integrante do Comando de Negociação, Érico dos Santos, destacou a falta de acordo como principal motivo para a adesão à greve.
"Tentamos a negociação de todas as formas. Procuramos tanto empresa quanto foi levado para o TST, quanto governo, para que a gente pudesse abrir sempre canal de diálogo, mostrando que a greve não é algo bom para ninguém. Não é bom para nós, trabalhadores, mas também não é bom para ninguém, não é bom para a população. Mas é a nossa última arma", destacou Érico.
Ele ainda fez um desabafo sobre as condições de trabalho dos Correios sob a nova gestão. "Estão destruindo os Correios, acabando com postos de trabalho, acabando com funções. Existem alguns lugares que estão até recolhendo as motos. Então, companheiros e companheiras, a hora de nos juntar é agora. Pois amanhã pode ser que quem não venha para essa luta, já não tenha mais luta nenhuma para fazer", concluiu.
O que dizem os Correios
Em uma nota encaminhada ao portal 4oito, os Correios anunciam que, mesmo diante da paralisação do sindicato, a empresa irá manter os serviços, buscando minimizar os impactos aos clientes. Entre as ações previstas, está remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.
No comunicado, a empresa não informa a taxa de funcionários aderentes à paralisação, e que indicará o total em breve. Ainda, os Correios expressam que a negociação apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC (Índice de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados.
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