Pouco mais de um ano após ser preso pelo assassinato de Sandro Botelho, de 53 anos, o agressor, Jonathan Lima foi condenado a mais de 22 anos de reclusão por homicídio qualificado e ameaça. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (29), em Tubarão.
Os jurados acolheram integralmente a tese levantada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O réu foi sentenciado por homicídio triplamente qualificado e dois crimes de ameaça. Familiares e amigos da vítima estiveram presentes no local, protestando por justiça.
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Vítima foi defender ex-esposa
O crime ocorreu em 28 de junho de 2025, pouco depois das 23h, em uma residência no bairro Santo Antônio de Pádua, em Tubarão. O agressor ameaçou matar a então companheira com uma faca após ela dizer que queria terminar o relacionamento. No depoimento, a mulher relatou que a relação era marcada por brigas e, naquele episódio, acreditou que seria morta pelo companheiro.
Após ouvir os pedidos de socorro, o ex-marido, com quem ela havia sido casada por 18 anos e que morava em outra casa no mesmo terreno, foi até a residência defendê-la. Após os homens entrarem em combate corporal, o réu pegou duas facas e atacou Sandro, atingindo-o com sete facadas na região do tórax. A vítima estava desarmada e não teve possibilidade de reagir.
Motivo torpe, meio cruel e dificuldade de defesa da vítima
A sentença reconheceu três qualificadoras sustentadas pela promotoria. A primeira, o motivo torpe; a segunda, o emprego de meio cruel, em razão dos golpes de faca; e a terceira, o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o réu atacou o homem desarmado.
Jonathan Lima foi condenado a 22 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, e a 5 meses e 10 dias de detenção, em regime inicialmente aberto. A sentença também fixou o pagamento de R$ 50 mil a título de reparação por danos morais.
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