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Safra histórica de mel esbarra em veto europeu e preocupa produtores de SC

Com produção em alta e mel estocado, setor teme dificuldade para exportar

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 09/06/2026 - 07:08 Atualizado há quase um minuto
Apicultores catarinenses acompanham com preocupação o veto europeu ao mel brasileiro | Foto: Divulgação/Epagri
Apicultores catarinenses acompanham com preocupação o veto europeu ao mel brasileiro | Foto: Divulgação/Epagri

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A proibição da União Europeia à importação de mel brasileiro acendeu um alerta entre os apicultores catarinenses. O veto, que entra em vigor em 3 de setembro, preocupa o setor, que vê riscos para a comercialização da produção e para os preços pagos aos produtores justamente após uma safra histórica.

Em entrevista ao Portal 4oito, o presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), Agenor Catasgna, afirmou que a medida pode trazer impactos não apenas para Santa Catarina, mas para toda a cadeia produtiva nacional.

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Segundo ele, a preocupação surge justamente em um momento positivo para a produção. A última safra foi considerada uma das melhores dos últimos dez anos, e grande parte do mel já está armazenada à espera de comercialização.

Grande parte da produção brasileira de mel é destinada ao mercado externo | Foto: Aires Mariga/Epagri

"Nós esperamos que até setembro o país tome alguma solução, porque do jeito que está vai dificultar muito pra gente", afirmou Agenor.

Setor teme impacto nas exportações

De acordo com o dirigente, cerca de 70% de todo o mel produzido no Brasil é destinado ao mercado externo. Apesar do veto europeu, ele destaca que a maior preocupação do setor atualmente está nos Estados Unidos, devido às elevadas taxas impostas ao produto brasileiro.

Agenor explicou que a produção segue em bom ritmo, mas o cenário internacional gera incertezas sobre os preços e a capacidade de escoamento da safra.

Entre as preocupações dos produtores estão:

  • Possível queda no valor pago pelo mel;
  • Dificuldade para exportação da produção estocada;
  • Impactos nos mercados internacionais;
  • Falta de definição sobre medidas que serão adotadas pelo governo brasileiro.
Mesmo com uma safra considerada histórica, setor enfrenta incertezas sobre o mercado internacional | Foto: Divulgação/4oito

Entenda a decisão da União Europeia

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar mel, carnes, peixes e tripas para os países do bloco. A decisão foi oficializada em publicação no Diário Oficial da União Europeia e passa a valer a partir de setembro.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias adotadas pelo bloco, especialmente em relação ao controle e à rastreabilidade do uso de medicamentos antimicrobianos.

As autoridades europeias ressaltam que a medida não está relacionada à contaminação dos produtos brasileiros. O principal questionamento é regulatório e envolve certificações sanitárias, documentação e mecanismos de controle adotados ao longo da cadeia produtiva.

Para voltar a exportar ao mercado europeu, o Brasil precisará demonstrar que atende integralmente às exigências estabelecidas pela União Europeia, por meio de sistemas mais rigorosos de rastreabilidade e fiscalização.

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