A greve dos professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) está confirmada e terá início a partir de sexta-feira (8). O anúncio aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (6), após reunião que terminou sem acordo.
O sindicato reivindicou o pagamento do piso nacional do magistério, mas não foi atendido pela associação. "Nós vamos parar, o pessoal vai ficar nas escolas parado e nós vamos continuar aberto para a negociação. Nós estamos em busca do piso", confirma o líder do sindicato, José Argente Filho.
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Na última semana, os professores estabeleceram um prazo de 72 horas para a entrega da proposta de reajuste aos profissionais, válido desde segunda-feira (4). No entanto, com o resultado desta quarta, a greve foi estabelecida.
A greve ainda pode ser impedida caso uma nova proposta seja apresentada até a quinta-feira (7). "Ela é legítima e fundamentada. Sexta-feira o ideal seria que as crianças estejam em casa porque os professores não estarão lá", disse o advogado do sindicato, Rodrigo Custódio.
Categoria exige o pagamento do piso
A categoria está em estado de greve e reivindica a aplicação do piso nacional do magistério público, que é de R$ 5.130,64. Atualmente, os professores da rede recebem um valor cerca de 60% inferior, de R$ 3,1 mil.
A proposta já apresentada pela associação oferecia um aumento de 3% (referente à inflação) e 2% de aumento real. No entanto, na reunião de hoje, a proposta foi retirada, segundo uma professora. Segundo ela, cerca de 450 profissionais participarão da paralisação.
Caso será levado à Justiça
A Afasc alega que o valor é garantido apenas para os profissionais concursados. "Não é uma condição negocial, é uma condição jurídica, se o piso é ou não aplicável à categoria", explica o advogado da Afasc, Alexandre Barcelos.
De acordo com a associação, o valor requerido é inviável. "O que eles pleiteiam é um acréscimo de 63% sobre a folha de pagamento. E nós não vemos viabilidade financeira sob nenhum aspecto de atender esse pleito", adiciona.
"O piso é um conceito jurídico determinado, e a melhoria de 3%, ela vem acontecendo. Agora, a admissão de um piso, cuja diferença é de 63%. Nós estamos falando de um impacto muito grande e que inviabiliza o próprio funcionamento da Afasc", destaca o advogado.
Barcelos confirmou que a situação será levada à Justiça, para garantir que as aulas sejam mantidas. "Nós vamos fazer todo o esforço possível para que nenhuma criança, nenhuma família, nenhum empregador, nenhum empreendedor, nenhuma pessoa que mora aqui dentro da cidade possa ter prejuízo por conta dessa discussão", conclui
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