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Afasc reage à ameaça de greve nos CEIs e fala em “disputa político-eleitoral” em Criciúma

Professores rejeitaram proposta de 6,36% e cobram pagamento do piso nacional do magistério

Por Gabrielle Rebelo Criciúma, SC, 10/05/2026 - 20:19 Atualizado há 3 horas

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A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) divulgou neste domingo (10) uma nota oficial sobre o impasse envolvendo os profissionais da educação infantil e a possibilidade de greve nos Centros de Educação Infantil (CEIs) do município.

No comunicado, a instituição afirmou que “não aceitará que a educação infantil seja transformada em instrumento de disputa político-eleitoral” e destacou que vai adotar “todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis” para garantir a continuidade do atendimento às cerca de 6 mil crianças atendidas pela rede.

Segundo a Afasc, a instituição concedeu em 2025 um ganho real acima da inflação e apresentou, para 2026, uma nova proposta com reajuste acima do índice inflacionário e avanços considerados inéditos pela direção.

A entidade também demonstrou preocupação com a possibilidade de paralisação das atividades nos CEIs, ressaltando os impactos para famílias que dependem do serviço para trabalhar e manter a renda.

“A interrupção recai sobre quase 6 mil crianças que dependem do cuidado e da alimentação oferecida nos CEIs”, destacou a nota.

A manifestação ocorre após os professores da Afasc decidirem, em assembleia realizada na noite de sexta-feira (8), aderir à greve da categoria caso não haja uma nova proposta considerada satisfatória até terça-feira (13).

Durante a reunião, realizada no Sindicato dos Ceramistas, os profissionais rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela instituição, que previa reajuste de 6,36% sobre os salários.

De acordo com o presidente do sindicato dos professores, José Argente Filho, a categoria entende que as negociações não avançaram de forma suficiente.

“Se não houver uma proposta melhor, na terça-feira inicia o movimento de greve”, afirmou.

O principal impasse envolve o pagamento do piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,64. Os professores alegam que recebem cerca de R$ 3,1 mil e reivindicam a aplicação do piso salarial da categoria.

Já a Afasc sustenta que o piso nacional é destinado a profissionais concursados e argumenta que a aplicação imediata representaria um aumento de aproximadamente 63% na folha de pagamento, o que seria financeiramente inviável para a instituição.

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