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Paralisação dos caminhoneiros chega a Itajaí e pode avançar para outras regiões de SC

Movimento cobra a votação e não descarta ampliar os bloqueios caso o Senado não analise a proposta até quinta-feira

Por Gabrielle Rebelo 13/07/2026 - 10:11 Atualizado há quase um minuto
Caminhoneiros iniciam parasilação nesta segunda-feira (13)  | Foto: Arquivo/4oito
Caminhoneiros iniciam parasilação nesta segunda-feira (13)  | Foto: Arquivo/4oito

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Os caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação nacional para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que estabelece regras mais rígidas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário de cargas no Brasil. A categoria quer que a proposta seja analisada até quinta-feira (16), data em que o texto perde a validade.

Segundo os representantes do movimento, caso a medida não seja aprovada dentro do prazo, a paralisação poderá ser ampliada para um movimento nacional, semelhante à greve dos caminhoneiros de 2018.

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Na madrugada desta segunda-feira, a mobilização começou em diferentes pontos do país. Entre eles está o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, considerado um dos principais focos do movimento na Região Sul. Segundo lideranças da categoria, a paralisação pode se estender para outros portos, terminais e rodovias, ampliando os impactos sobre o transporte de cargas.

Caminhoneiros iniciam paralisação nacional para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória | Foto: Reprodução/4oito

Paralização nos principais terminais portuários 

Em entrevista ao Portal 4oito o presidente do Sindicato dos Transportes Rodoviários Autônomos (Sindicam) de Três Cachoeiras (RS), Jair Volnei Marques, explicou que, neste primeiro momento, a mobilização ocorre de forma parcial e concentra-se nos terminais portuários.

De acordo com o representante da categoria, caso a medida provisória perca a validade, caminhoneiros autônomos poderão perder garantias conquistadas após a paralisação nacional de 2018. "Sem a aprovação da medida provisória, o caminhoneiro perde praticamente todos os direitos conquistados depois da paralisação de 2018. É um risco iminente", destacou.

Marques afirmou ainda que a categoria mantém diálogo com os governos federais desde 2018, mas critica a falta de implementação de sistemas eletrônicos de fiscalização e de punição para quem descumpre o piso mínimo do frete.

Tendência é ampliar os pontos de paralisação | Foto: Reprodução/4oito

Ampliação caso medida não for aprovada 

O presidente afirma que a tendência é ampliar os pontos de paralisação caso não haja avanço nas negociações. "O objetivo é ampliar os pontos de mobilização e interromper, de forma alternada ou permanente, o escoamento de cargas em portos, terminais e indústrias. Esperamos que o diálogo seja retomado antes que seja necessário intensificar o movimento", afirmou.

A MP 1.343/2026 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e aguarda análise do Senado. A categoria defende que a proposta seja votada antes de perder a validade, na próxima quinta-feira (16). Caso isso não ocorra, os caminhoneiros afirmam que novas mobilizações poderão ser convocadas em diferentes estados do país.

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