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Subsídio da gasolina continua após disparada do petróleo, diz ministro

Guerra entre EUA e Irã levou governo a adiar decisão sobre o benefício

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 09/07/2026 - 18:16 Atualizado há quase um minuto
Decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 acontece na próxima semana | Foto: Canva/4oito
Decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 acontece na próxima semana | Foto: Canva/4oito

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O governo federal adiou para a próxima semana a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi motivada pela nova alta do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a intenção era anunciar o encerramento da subvenção ainda nesta semana, mas o aumento no preço do barril levou a equipe econômica a rever os planos.

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Em entrevista à Rádio Gaúcha, Durigan explicou que o barril de petróleo voltou a ser negociado próximo de US$ 80 após novos ataques entre Estados Unidos e Irã registrados na quarta-feira (8).

Segundo o ministro, o momento exige cautela antes de retirar o benefício concedido aos consumidores. "Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente", afirmou.

O governo avalia que a manutenção temporária da subvenção ajuda a evitar que a alta do petróleo seja repassada rapidamente ao consumidor, reduzindo os impactos sobre a inflação e o custo de vida.

Mistura de etanol e biodiesel será mantida

Cenário não altera os planos do governo de ampliar a participação de combustíveis renováveis na matriz energética | Foto: Canva/4oito

Apesar das incertezas no mercado internacional, Durigan afirmou que o cenário não altera os planos do governo de ampliar a participação de combustíveis renováveis na matriz energética.

A chamada Lei do Combustível do Futuro prevê que a mistura de etanol na gasolina poderá variar entre 27% e 35%, enquanto a participação do biodiesel no diesel de origem fóssil deverá chegar a 20% até março de 2030.

Segundo o ministro, a alta do petróleo reforça a estratégia brasileira de ampliar o uso de biocombustíveis e o governo não descarta discutir percentuais ainda maiores no futuro.

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