A Operação Mensageiro segue avançando em Santa Catarina e, nos últimos 12 meses, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) registrou novas denúncias, condenações e julgamentos ligados a esquemas de corrupção em prefeituras catarinenses. Conforme divulgado pelo órgão, as investigações já resultaram em mais de 895 anos de penas aplicadas.
Entre abril de 2025 e abril de 2026, o MPSC apresentou 22 novas denúncias envolvendo 53 pessoas. Entre os investigados estão 14 ex-prefeitos, três ex-vice-prefeitos, servidores públicos e empresários suspeitos de participação em fraudes em contratos públicos, licitações e pagamento de propina.
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A operação é considerada uma das maiores ações de combate à corrupção já realizadas em Santa Catarina e segue com processos em diversas cidades do estado.
Condenações ultrapassam 895 anos
Conforme o MPSC, sete novas condenações foram registradas no período, sendo cinco pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e duas em primeira instância. Além disso, outras duas decisões tiveram condenações confirmadas pela Justiça.
Entre os condenados estão um prefeito em exercício, cinco ex-prefeitos e dois ex-secretários municipais. Somadas, as penas ultrapassam 895 anos de prisão.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público foi o trânsito em julgado de três condenações, incluindo a de um ex-prefeito de Itapoá. Com isso, não cabem mais recursos nesses casos.
Operação segue com dezenas de ações em andamento
Atualmente, a Operação Mensageiro possui 53 ações penais em andamento em Santa Catarina. Destas, 12 já foram julgadas e outras 10 aguardam decisão judicial após o encerramento da fase de instrução.
Segundo o MPSC, as investigações continuam focadas na responsabilização criminal dos envolvidos, na recuperação de valores desviados e no combate a organizações criminosas ligadas a contratos públicos.
Esquema envolvia contratos públicos em SC
A investigação começou em 2022, após desdobramentos da Operação Et Pater Filium, realizada no Planalto Norte catarinense. Conforme o Ministério Público, empresários e agentes públicos atuavam em um esquema envolvendo contratos de coleta de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em municípios catarinenses.
Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com novas prisões preventivas e mandados de busca e apreensão contra empresários, servidores e agentes políticos investigados.
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