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Justiça decreta prisão preventiva de motorista após acidente que matou adolescente em Criciúma

Prisão preventiva atendeu a pedido do Ministério Público; acidente deixou adolescente morta e dois em estado grave

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 16/09/2026 - 17:51 Atualizado há meio minuto
Definição considerou tentativa de fuga e embriaguez do condutor | Foto: CBMSC/Divulgação
Definição considerou tentativa de fuga e embriaguez do condutor | Foto: CBMSC/Divulgação

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O motorista de 61 anos, que provocou o acidente fatal que vitimou a jovem Ana Laura Barcelos Bello, de 15 anos, em Criciúma, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva na tarde desta quarta-feira (16), em Criciúma. A colisão foi registrada na noite dessa terça-feira (15), na Rodovia Luiz Rosso, no bairro Quarta Linha. Além da adolescente que morreu, sua irmã gêmea, seu pai e um adolescente ficaram feridos.

Segundo o relatório da Polícia Militar, o condutor de um veículo Corolla trafegava em alta velocidade quando teria saltado uma lombada e atingido a traseira do carro onde estavam as vítimas. O homem se negou a fazer o teste de bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez. 

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O homem foi preso ainda no local do acidente. Apesar de ter se negado a realizar o teste do por etilômetro, ele apresentou, como odor etílico, fala arrastada, olhos avermelhados e andar cambaleante, sinais de embriaguez.

Vítima foi identificada como Ana Laura Barcelos Bello, de 15 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Requerimento da prisão em flagrante partiu do MPSC  

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu, durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (16/9), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do motorista. O pedido foi formulado pelo Promotor de Justiça Marcelo Francisco da Silva e acolhido pelo Poder Judiciário. 

Segundo sustentado pelo Promotor de Justiça, há elementos que apontam para a ocorrência de homicídio praticado com dolo eventual, que é aquele em que o agente assume conscientemente o risco do resultado morte, incluindo a suposta tentativa de fuga do condutor e antecedentes por crime doloso contra a vida.  

Ao requerer a prisão preventiva, o MPSC sustentou que a medida é imprescindível para a preservação da ordem pública, requisito legal que leva em conta fatores como a gravidade da conduta e a possibilidade de reiteração delituosa. 

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