A goleada por 4 a 0 para o Atlético-GO foi desastrosa. E, sinceramente, o placar até saiu barato. Poderia ter sido ainda maior.
Mas o que mais preocupa o torcedor do Criciúma não é apenas o resultado. É a forma como o Tigre vem competindo neste segundo turno.
Um time moroso, passivo, que não encurta espaços, erra demais defensivamente e acaba sendo duramente punido pelos adversários.
E quando o adversário percebe que você não reage, ele cresce. Foi exatamente o que aconteceu. O Atlético amassou o Tigre!
Eduardo Baptista tem responsabilidade, claro. Ele é o comandante e será sempre o primeiro a ser cobrado. Mas, em uma análise racional de causa e efeito, precisamos fazer algumas perguntas: quem está errando defensivamente? Quem não está fazendo os gols quando as oportunidades aparecem? Quem não está performando?
Os atletas estão entregando pouco, muito aquém daquilo que podem e, principalmente, muito abaixo do que esse próprio elenco já provou ser capaz de fazer.
Por isso, sou totalmente contra decisões precipitadas e trocas no comando por barulho ou pressão de torcida. Mas sou completamente a favor de cobrança, de respostas e, principalmente, de atitude.
E essas respostas precisam ser dadas dentro da arena, no campo, porque é lá que o futebol se resolve.
O Criciúma chegou até aqui porque construiu uma identidade. Foi competitivo, sólido e mostrou força durante boa parte da competição. Não pode simplesmente perder essas características justamente na reta decisiva.
Agora é hora de unir forças.
Torcida, comissão técnica, jogadores e direção precisam dar as mãos em torno de uma missão maior: manter o Criciúma no G6 e lutar até o fim pelo acesso.
Ainda há campeonato.
Mas é preciso reagir.
Dias melhores ao Tigre. 🐯
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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