As duas operações deflagradas nesta terça-feira (10) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) tiveram como alvo o ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. A informação foi dada pelo jornalista Adelor Lessa, na Rádio Som Maior.
Em 11 dias, foram cinco operações do Gaeco na Prefeitura de Criciúma, todas referentes aos mandatos do ex-prefeito Clésio Salvaro. Confira:
- Operação Aurantium - deflagrada em 30 de janeiro
- Operação Ubiquidade - deflagrada em 5 de fevereiro
- Operação Control C (Fase II) - deflagrada em 6 de fevereiro
- Operação Varredura - deflagrada em 10 de fevereiro
- Operação Skyfall - deflagrada em 10 de fevereiro
Força-tarefa do Gaeco mira contratos da Prefeitura de Criciúma
As duas operações deflagradas nesta terça-feira (10) apuram supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Criciúma. Ao todo, são cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em residências, entre elas a do ex-prefeito Clésio Salvaro, e em repartições públicas.
A Operação Varredura apura um suposto esquema de irregularidades em licitações e contratos ligados aos serviços de limpeza urbana do município. Nesta fase, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.
As diligências ocorrem nas cidades de Criciúma, Balneário Rincão e Forquilhinha, além de Curitiba. As investigações indicam a participação de agentes públicos e empresários, com indícios de direcionamento de licitações e favorecimento de empresas específicas.
Haveria ainda combinação entre empresas concorrentes, formação irregular de consórcios, contratos sobrepostos e pagamentos indevidos. Também foram identificados contratos emergenciais firmados de forma recorrente, sem justificativa compatível, o que pode ter causado prejuízos aos cofres públicos.
Licitações teriam sido direcionadas, aponta o MPSC
Já a Operação Skyfall cumpre 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Criciúma, Nova Veneza e Balneário Rincão. O foco da investigação são contratos municipais que teriam beneficiado empresas dos setores de tecnologia, geoprocessamento, cartografia e engenharia de sistemas.
As investigações indicam que agentes públicos e empresas privadas teriam atuado de forma conjunta para direcionar contratações. Conforme apurado, um agente público teria participado de empresa contratada pelo município de forma oculta, mesmo ciente da proibição legal, além de autorizar práticas para garantir a contratação e a prorrogação de contratos.
A reportagem tentou contato com a defesa do ex-prefeito Clésio Salvaro, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto.
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