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Gasolina terá nova composição com mais etanol; mudança começa a valer por 180 dias

Governo afirma que medida reduz a dependência de gasolina importada e não deve afetar o desempenho dos veículos

Por Gabrielle Rebelo 14/07/2026 - 12:20 Atualizado há 2 minutos
CNPE aprova nova medida para gasolina | Foto: Agência Brasi/divulgação/4oito
CNPE aprova nova medida para gasolina | Foto: Agência Brasi/divulgação/4oito

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Quem abastece o carro com gasolina terá uma mudança na composição do combustível. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina, que passa de 30% para 32%. A medida é temporária, terá validade de 180 dias e poderá ser prorrogada.

A principal justificativa do governo é diminuir a dependência da gasolina importada em um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a mudança deve evitar a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano, ampliando a participação do etanol produzido no Brasil na matriz energética.

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Nova mistura passou por testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia | Foto: Arquivo/4oito

Antes da aprovação, a nova mistura passou por testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Segundo o governo, os estudos indicaram que o combustível pode ser utilizado em veículos leves e motocicletas, inclusive nos modelos com motores movidos apenas a gasolina, sem prejuízos ao desempenho ou aumento no consumo.

Além da adoção da mistura E32, o Ministério de Minas e Energia informou que continuará os estudos para avaliar a possibilidade de elevar o percentual de etanol para 35% no futuro. As análises vão considerar os efeitos do combustível na durabilidade dos motores e de outros componentes dos veículos.

Fiscalização também será reforçada

Na mesma reunião, o CNPE aprovou medidas para ampliar o combate à adulteração de combustíveis. A proposta prevê o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com apoio de órgãos como Procons, Ministérios Públicos, polícias, Inmetro e secretarias da Fazenda.

Também estão previstas novas ferramentas de rastreabilidade para a comercialização de combustíveis e o reforço da estrutura laboratorial da ANP, com o objetivo de aumentar o controle sobre a qualidade dos produtos vendidos aos consumidores.

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