O ano de 2026 é de eleição geral no Brasil. Em outubro o país escolhe presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, e a essa altura pesquisas, coligações e discursos de campanha já disputam espaço na atenção pública, muitas vezes gerando mais ruído do que compreensão. As convenções partidárias, que oficializam candidaturas e coligações, começam já na semana que vem. É para ajudar o leitor do 4oito a transformar esse ruído em compreensão que esta coluna começa hoje.
Meu nome é Artur Fabro, sou doutor em Sociologia e Ciência Política pela UFSC e professor do curso de Direito da UNESC. A proposta deste espaço é simples: tratar as eleições com o rigor da ciência política, mas na linguagem do dia a dia. Isso significa, de um lado, comentar pesquisas eleitorais, movimentos de candidaturas e disputas em torno do sistema eleitoral à medida que acontecem. De outro, significa recorrer sempre que possível a conceitos e análises da ciência política, sem pressupor que o leitor tenha formação na área.
Um compromisso que vale a pena declarar logo na estreia, esta coluna não defenderá nenhum partido ou candidato em específico. O interesse aqui é compreender mecanismos, comportamento eleitoral, a lógica das coligações, o funcionamento do sistema de votação etc. Concordar ou discordar das conclusões aqui expressas faz parte do jogo democrático.
Agradeço ao Adelor Lessa pelo convite e espero que todos tenham uma ótima leitura.
P.S.: Exceto hoje, a coluna será publicada toda segunda-feira, às 7h.
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