Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!

Estado vai à Justiça para tentar retomar pesca da tainha

Governo busca derrubar ou ampliar cota após encerramento da safra

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 08/06/2026 - 10:39 Atualizado há quase um minuto
Temporada de arrasto chegou ao fim após atingimento da cota federal da tainha | Foto: Secom/Divulgação/4oito
Temporada de arrasto chegou ao fim após atingimento da cota federal da tainha | Foto: Secom/Divulgação/4oito

Quer receber notícias como esta em seu Whatsapp? Clique aqui e entre para nosso grupo

O Governo de Santa Catarina garantiu que vai entrar com recurso para retomar a pesca da tainha após o encerramento da atividade no estado. Nesse domingo (7), o governador autorizou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) a adotar as medidas judiciais necessárias em favor dos pescadores.

A atividade foi paralisada pois a safra coletiva, iniciada em 1° de maio, atingiu 90% da cota prevista para a temporada 2026. Neste ano, as expectativas eram de ter a maior pesca em 50 anos, já que a pesca ainda não chegou em seu momento de maior intensidade, que se estende até o final de julho. 

LEIA MAIS

Conforme comunicado, a medida irá buscar a derrubada da cota ou o aumento do limite estabelecido em SC. Atualmente, a cota está em 8.168 toneladas de captura para as regiões Sul e Sudeste, 20% acima do definido para 2025.

A nota emitida pelo estado destaca que esta é a primeira vez na história do país em que os pescadores são obrigados a interromper o trabalho em razão da cota imposta pelo Governo Federal. "A medida atinge, na prática, apenas Santa Catarina, justamente o único estado brasileiro que possui a atividade devidamente regulamentada e fiscalizada", observa.

Safra começou em 1° de maio | Foto: Divulgação/4oito

Encerramento da atividade prejudica centenas de famílias

Segundo o pescador e membro do SindPesca, Adir Ivo Ramos, mais de 600 profissionais se estabelecem apenas em Balneário Gaivota durante a temporada. 

"Ficou muito ruim mesmo. Mandaram a gente recolher as canoas e, se pegarem na praia, mesmo sem pescar, vão apreender e multar. Santa Catarina e o Rio Grande do Sul estão ficando sem nada para o pescador. A nossa pesca pede socorro”, lamenta o pescador.

Seu Adir participa de três parelhas, que capturaram 56 toneladas, mas previam chegar em mais de 100 até o fim da safra. O preço médio do quilo comercializado pelos pescadores ficou entre R$ 9,50.

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito