O Governo de Santa Catarina garantiu que vai entrar com recurso para retomar a pesca da tainha após o encerramento da atividade no estado. Nesse domingo (7), o governador autorizou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) a adotar as medidas judiciais necessárias em favor dos pescadores.
A atividade foi paralisada pois a safra coletiva, iniciada em 1° de maio, atingiu 90% da cota prevista para a temporada 2026. Neste ano, as expectativas eram de ter a maior pesca em 50 anos, já que a pesca ainda não chegou em seu momento de maior intensidade, que se estende até o final de julho.
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Conforme comunicado, a medida irá buscar a derrubada da cota ou o aumento do limite estabelecido em SC. Atualmente, a cota está em 8.168 toneladas de captura para as regiões Sul e Sudeste, 20% acima do definido para 2025.
A nota emitida pelo estado destaca que esta é a primeira vez na história do país em que os pescadores são obrigados a interromper o trabalho em razão da cota imposta pelo Governo Federal. "A medida atinge, na prática, apenas Santa Catarina, justamente o único estado brasileiro que possui a atividade devidamente regulamentada e fiscalizada", observa.
Encerramento da atividade prejudica centenas de famílias
Segundo o pescador e membro do SindPesca, Adir Ivo Ramos, mais de 600 profissionais se estabelecem apenas em Balneário Gaivota durante a temporada.
"Ficou muito ruim mesmo. Mandaram a gente recolher as canoas e, se pegarem na praia, mesmo sem pescar, vão apreender e multar. Santa Catarina e o Rio Grande do Sul estão ficando sem nada para o pescador. A nossa pesca pede socorro”, lamenta o pescador.
Seu Adir participa de três parelhas, que capturaram 56 toneladas, mas previam chegar em mais de 100 até o fim da safra. O preço médio do quilo comercializado pelos pescadores ficou entre R$ 9,50.
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