O leilão da mansão do ex-deputado e empresário Jarvis Gaidzinski começou nesta terça-feira (21), com lance mínimo de R$ 25 milhões. O imóvel, localizado na Praça do Congresso, no Centro de Criciúma, está sendo ofertado de forma eletrônica pela plataforma Central Sul de Leilões.
O período para lances iniciou às 14h30 e será encerrado no dia 28 de julho, também às 14h30. O bem será arrematado pelo maior lance, desde que o valor seja igual ou superior à avaliação. A aquisição pode ser feita com 20% de entrada e o restante parcelado em até 36 vezes.
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Área pode dar lugar a empreendimento de alto padrão
Com aproximadamente 1,6 mil metros quadrados, o terreno abriga atualmente três imóveis e apresenta potencial para receber um empreendimento de grande porte. Conforme o Plano Diretor de Criciúma, a área pode comportar uma construção de até 14 andares.
O advogado Humberto Feldman, que representa seis dos oito herdeiros, explica que já existe interesse de construtoras na aquisição do terreno e na possibilidade de ampliar o potencial construtivo da área.
"Há um investimento das construtoras para verificar a aquisição de mais possibilidade de andares, até porque também o imóvel vai de uma rua até a outra", avaliou.
Segundo Feldman, o terreno pode se transformar em um dos maiores empreendimentos imobiliários de Criciúma e receber uma construção de alto padrão. A avaliação realizada para o imóvel aponta um Valor Geral de Vendas (VGV) de aproximadamente R$ 150 milhões.
Valor será dividido entre herdeiros
Jarvis Gaidzinski morreu em 2002, e o processo de inventário se estendeu por anos. O valor arrecadado com a venda do imóvel será dividido entre a viúva, o inventariante e os oito herdeiros.
De acordo com Feldman, a negociação foi considerada complexa por envolver quatro núcleos familiares, já que o empresário teve filhos com quatro companheiras. Além disso, a viúva que residia na mansão possuía direito real de habitação sobre o imóvel.
"Não se podia negociar a casa porque a viúva exercia o seu direito real de habitação. Só perde esse direito se ela falecer, ou casar de novo, ou ela negociar com os herdeiros, como foi o caso", explicou o advogado.
Inventário envolveu dívidas do empresário
Além das questões relacionadas aos herdeiros, o processo também envolveu dívidas acumuladas por Gaidzinski. Feldman conta que, quando o empresário morreu, o patrimônio deixado era inferior ao volume de débitos existentes.
"Quando o Jarvis faleceu, inclusive, o patrimônio era menor do que as dívidas que ele possuía. Tinha dívidas das empresas dele, tributárias, de valor de alta monta. Conseguimos, no decorrer do tempo, extinguir algumas dívidas tributárias, negociar outras, mas, mesmo assim, a casa não valia o que vale agora", relatou.
Expectativa é de disputa entre construtoras
Apesar do lance inicial de R$ 25 milhões, a expectativa dos herdeiros é de que a propriedade seja arrematada por um valor superior a R$ 30 milhões. A projeção é de que construtoras de Criciúma e também de outras regiões participem da disputa.
"A gente espera que tenha uma disputa com algumas construtoras, inclusive de fora, que estão interessadas", afirmou Feldman.
O leilão segue aberto para lances até o dia 28 de julho, às 14h30, na plataforma Central Sul de Leilões.
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